Por que os evangélicos votaram em Bolsonaro?

Por que os evangélicos votaram em Bolsonaro

Primeiro é importante destacar que, se as aparências costumam enganar, talvez no campo evangélico enganem mais ainda. Um exemplo foi uma pesquisa coordenada por professores da USP e da Unifesp, com participantes da marcha pra Jesus em junho de 2017, organizada pela direita evangélica. Foi observado que “ao contrário do que poderia apontar o senso comum, as opiniões desses fiéis têm mais matizes com respeito à questão de gênero e de direitos das minorias LGBT do que o alinhamento fechado da influente bancada evangélica no Congresso, composta por 75 deputados federais e três senadores”. Na pesquisa durante Marcha para Jesus em 2018, Lula teve 20,09%, seguido pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 15,6%, a intenção de votos. Talvez nenhum evangélico, mesmo petista, apostasse em um resultado semelhante em função da aparência na conjuntura naquele momento.

De fato nas eleições as pesquisas eleitorais apontam uma votação em Bolsonaro para presidente no segundo turno maior que a média geral o que indica que o voto evangélico ajudou na sua vitória. Destacamos aqui alguns elementos que provavelmente ajudou a conquistar esse resultado.

No inicio de 2013, quando o Deputado Marco Feliciano foi eleito como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o Deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) se aproximou mais da Bancada Evangélica e da Comissão, fazendo um papel de defesa agressiva e ganhou a simpatia dos deputados evangélicos. Em 2016, deputado federal Jair Bolsonaro, já no PSC, foi batizado no Rio Jordão, em Jerusalém, pelo Pastor Everaldo, presidente do PSC. No mesmo ano foi também lançado com pré-candidato a presidência pelo PSC, começando desde já, sua campanha e fortemente entre os evangélicos.

Enquanto Bolsonaro fazia sua campanha presidencial, a pauta do PT era “Não vai ter golpe” e na sequência o “Lula Livre”. Não havia espaço para uma tentativa de dialogo com os evangélicos, pois todas as energias estavam tomadas por essas pautas.

Outro aspecto a ser analisado melhor foi o número de lideranças representativas que declararam apoio e fizeram uma campanha aguerrida pro Bolsonaro. Um dos aspectos que talvez tenha influenciado foi o fim das doações de empresas que deixou o PT sem recursos para os famosos “projetos eleitorais” entre os evangélicos. Talvez tenha ficado então a identidade ideológica de projeto de poder político dessas lideranças com Bolsonaro. Aqui entraria as narrativas falaciosas de combate ao comunismo, “defesa da família”, LGBTI, Aborto, transferência da embaixada de Israel para Jerusalém, e principalmente a expectativa de participação fisiológica no governo. Não podemos deixar de destacar o fato da esposa de Bolsonaro ser membro de uma igreja Batista, o que talvez tenha ajudado a fortalecer o diálogo.

Para facilitar ainda mais a campanha do Bolsonaro a esquerda entre os evangélicos parece um elefante em uma loja de louças. Seria interessante perguntar quais são os erros da esquerda com os evangélicos, com o objetivo de torna conhecido os momentos em que foi colocado gasolina da fogueira da direita visando apagar o fogo. Citando apenas dois exemplos, temos a reação contra Marcos Feliciano quando foi eleito presidente da comissão de direitos humanos. Entendemos que a esquerda fez dele uma vítima e ajudou a dar visibilidade nacional, enchendo a bola da bancada evangélica.

Outro exemplo foi a declaração de Haddad: “Sabe o que é o Bolsonaro? Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado, representado pelo Paulo Guedes, […] com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso é o Bolsonaro”. Talvez se equipare a Haddad pedir para os evangélicos não votar nele. Não sei se a esquerda sabe que é preciso dizer de forma muito clara que, chegando ao poder, vai respeitar a liberdade religiosa dos fundamentalistas. Não são raras as vezes que políticos de esquerda usam a palavra “fundamentalistas”, de forma inapropriada expressando exatamente o contrário. Precisamos nos lembrar de que até poucos anos atrás não havia liberdade religiosa na União Soviética.

Além desses dois exemplos podemos falar de muitos outros que, em minha opinião, fazem com que a esquerda termine criando uma falsa imagem de si mesma perante os evangélicos e, consequentemente, empurrando-os para a direita. Compartilho o texto do EPJ – Evangélicos Pelo Justiça, “O cristão e a Esquerda”. Nele se mostra o erro de se falar que é “a favor de aborto” e trata um pouco da questão LGBT.

Aparentemente a distância entre o “mundo da esquerda” e o “mundo evangélico” tem aumentado cada vez e está mais difícil fazer pontes. Para piorar ainda mais a situação temos mudanças conjunturais gigantes que ainda não foram suficientemente compreendidas. O lado bom é que a esquerda com um todo tem percebido a necessidade de dialogar com esse campo. Enfim, a luta continua!

Felizes os que têm fome e sede de justiça!

Geter Borges de Sousa.

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PT nunca mais?

Deixa eu te explicar uma coisa. Bolsonaro tem 30 anos de nada no congresso. Durante esse período só teve dois projetos de lei aprovados, e passou todo esse tempo defendendo ditadura, tortura e ofendendo negros, gays, índios, ex presidiários e nordestinos. Sua campanha política foi marcado pelo ódio. Ódio ao PT, ao Lula, a Dilma, e a esquerda. O que ele não se deu conta, é que pra ter um bom governo, ele precisa do apoio das bancadas. E que eu saiba a maior bancada no congresso ainda é do PT. Sem contar as demais esquerdas. Sem contar que o Lula ganhava nas pesquisas eleitorais. E aonde estão esses eleitores? Evaporaram? Não. Estão vivos e ofendidos com todas palavras de ódio ao Lula. Sem contar que Lula está velho e preso. O que agrava ainda mais a ofensa. Bolsonaro pegou o país na pior situação da história. Com metade do país exigindo mudanças imediatas. E a outra metade o odiando e torcendo pra tudo dar errado. Sinceramente, eu não queria estar na pele dele. PT? A esqueci. Só está crescendo cada vez mais.

Pastor Daniel Elias.

Um terço dos inscritos não se apresenta no programa Mais Médicos

Programa Mais Médicos

Brasileiros que preencheram cadastro do programa deixam pelo menos 30% das vagas vazias. Muitos abandonaram vagas de saúde da família para comparecer.

Dos 8.411 inscritos no edital do programa Mais Médicos, aberto em função do rompimento da parceria com Cuba por conta de ameaças de Jair Bolsonaro, 2.520 profissionais não compareceram nem iniciaram as atividades nas cidades até as 17 horas de sexta. O número corresponde a cerca de 30% das vagas, o que deixará milhares de pessoas desassistidas em todo o país.

Outras 106 vagas do edital nem chegaram a ter interessados — a maioria em distritos sanitários indígenas, justamente onde os cubanos atuavam de maneira mais presente. Os dados são do ministério da Saúde, que acabou prorrogando o prazo de comparecimento para essa terça (18) e prorrogou o prazo para inscrições de médicos formados no exterior sem revalida para o domingo (16).Além do desfalque no programa, ocasionado pela política hostil e ideológica de Bolsonaro, que ameaça todos que não estão alinhados com sua visão de mundo, a saída dos Cubanos também ocasionou uma saída de médicos da Saúde da Família.

Cerca de 2.800 profissionais, quase 40% dos inscritos, abandonaram postos de trabalho no SUS para se tornarem bolsistas do Mais Médicos, segundo informação do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

O conselho realizou o levantamento utilizando dados do Ministério da Saúde, com base em uma relação que listava 7.271 profissionais alocados (de um total de 8,3 mil inscritos confirmados) pelo novo edital, cruzando dados com a lista dos profissionais já em atuação no país disponível no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES).

“Em vez de somar profissionais, esse novo edital está trocando o problema de lugar. Se o médico sai de um serviço do SUS para atender em outro, o município de origem fica desassistido, principalmente no Norte e Nordeste”, afirmou o presidente do Conasems, Mauro Junqueira, em entrevista ao G1.

O motivo para a migração está no salário pago pelo Mais Médicos, de R$ 11.800, mais benefícios como ajuda de custo, que varia de R$ 1.000 a R$ 3.000 por profissional.

Brasileiros abandonam programa em até 1 ano e meio

Além das vagas que ficaram em aberto, também gera preocupação os altos índices de desistência entre brasileiros no programa. Entre 2013 e 2017, mais da metade (54%) dos profissionais do país deixaram seu posto de trabalho em até 1 ano e meio.

A  alta rotatividade é mais expressiva em São Paulo e Mato Grosso, onde 70% dos participantes deixou o programa em até um ano e meio, sendo que em SP, 40% não ficaram nem 12 meses. A maioria dos desistentes (58%) atuava em periferias de capitais e regiões metropolitanas e áreas consideradas de extrema pobreza.

Parece existir uma resistência dos profissionais formados no país com o programa. Em 2013, ano do lançamento, apenas 6% das vagas foram ocupadas por médicos brasileiros.

Matéria publicada pelo Intercept Brasil mostrou ainda que a maior preocupação entre os brasileiros que ingressam no programa, é quando poderão abandoná-lo. Muitos trocam o trabalho por vagas em cidades maiores, ou abandonam o programa para iniciar uma residência.

Da redação da Agência PT de notícias, com informações do G1 e da Folha.

Queremos #LulaLivre

Depoimento de Lula no caso do Sítio de Atibaia

Ontem eu via a imagem de um homem forte, mas triste, num embate com uma juíza e um promotor soberbos.

Ontem eu vi a justiça agir de forma cega e insensível perante um homem, de 73 anos, inocente, que luta todos os dias para que desfaçam o mínimo da maldade atentada contra ele e sua família.

Ontem eu vi uma jovem mulher que poderia entrar pra história como digna e justa, tratar um inocente com desrespeito, intolerância e total parcialidade.

Ontem eu vi a dor de um homem que injustamente está sendo privado do convívio dos seus amigos, do seu povo, mas principalmente da sua família, das pessoas que ama, dos seus filhos, netos e bisneta.

Ontem eu vi um olhar de tristeza.

Ontem eu vi um olhar de indignação.

Ontem eu ouvi uma súplica: “me leva com você”.

Ontem meu coração partiu em mais pedaços, meu corpo se sentiu mais cansado…

Meu pai, meu amor, todos sabem da sua inocência, inclusive os que te julgam, condenam e maltratam.

A história vai cobrar! Não estaremos mais aqui pra ver, mas num futuro, a história mostrará quem é quem.

Continuo aqui, com fé, com amor e com esperança.

Texto de Lurian, filha de Lula

[Vídeo] Assista ao depoimento completo de Lula no caso do Sítio de Atibaia

Agora você pode ver, na íntegra, tudo o que Lula e seus advogados discutiram hoje em Curitiba com a juíza Gabriela Hardt sobre a acusação de Lula e o sítio de Atibaia. Afinal, a pergunta que fica é #CadêAProvaContraLula? Acesse www.cadeaprovacontralula.com.br e acompanhe todas as novidades da luta contra essa perseguição política.

A resistência democrática continua

Lula livre

Findadas as eleições presidenciais de 2018, o candidato Fernando Haddad fez um pronunciamento aos brasileiros. O candidato fez um chamado de coragem aos mais de 45 milhões de eleitores que se opuseram ao autoritarismo e violência representados pela candidatura adversária.

Ele se colocou à disposição para a luta contra o retrocesso e os ataques à democracia, em um discurso espontâneo aclamado pelos apoiadores que acompanhavam a apuração, em São Paulo. “Coloco a minha vida à disposição desse país, e tenho certeza de que falo a milhões de pessoas”.

Agradeceu a militância aguerrida, grande responsável pelo crescimento nas vésperas do pleito. “Gente que saiu às ruas, passou a panfletar no país inteiro, passou a dialogar e reverter o quadro que se anunciava na primeira semana do primeiro turno”.

Também lembrou que o Brasil já enfrenta há alguns anos a fragilidade das instituições, refletidas no golpe contra Dilma Rousseff e na prisão de Lula, impedido de registrar sua candidatura, contrariando recomendações da ONU. E que a luta é por democracia e soberania continua.

Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição. Temos que garantir as instituições e não vamos deixar de exercer nossa cidadania. Talvez o Brasil nunca tenha precisado tanto do exercício da nossa cidadania como agora. E quero dizer que senti uma angústia e um medo em muitas pessoas. Não tenham medo. Nós estaremos aqui, estaremos juntos. Vamos abraçar a causa de vocês. Coragem. Viva o Brasil!

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também afirmou que o partido resistirá na defesa das liberdades, na defesa da soberania nacional, pelo Brasil e pelo povo brasileiro. Assista ao vídeo aqui.

Em nota divulgada na noite de domingo (28/10), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, onde se articulam diversos movimentos, organizações populares e partidos de esquerda destacou que as eleições terminaram, mas a luta pela democracia e pelos direitos sociais está apenas começando. Ou seja, o resultado das eleições abre uma janela de resistência popular contra o fascismo.

“A eleição de Bolsonaro representa uma ruptura política, cujos sinais estão representados no assassinato de Marielli, de Moa Katendê, líder capoeirista, Charlione, jovem cearense que ainda ontem participava de uma carreata. Eles ameaçam as nossas vidas por lutarmos por um país igual e justo”, analisaram as frentes.

E continua: “Apesar de tantos obstáculos, nossa aliança organizou uma poderosa resistência por todo o país, que levou à realização do segundo turno e a um formidável movimento em defesa da civilização contra a barbárie, da democracia contra a ditadura, do amor contra o ódio”.

Nesse contexto, alguns desafios são apresentados, entre eles, a unidade em torno da democracia, da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Confira a nota na íntegra aqui.

A CUT emitiu nota para todos os trabalhadores e trabalhadoras da base de cada um dos seus sindicatos afiliados, afirmando que se juntará à resistência democrática.

Enganam-se aqueles que acharam que destruiriam nossa capacidade de resistência e de luta. O PT saiu mais forte desse processo como a principal força de oposição ao governo de recorte neoliberal e neofascista. A CUT e os movimentos sociais também se fortaleceram. Lula e Haddad consolidaram-se como as grandes lideranças no campo democrático-popular. A CUT manterá a classe trabalhadora unida, preparando-a para a luta, nas ruas, nos locais de trabalho, nas fábricas e no campo contra a retirada de direitos e em defesa da democracia.

A entidade também fez um alerta e conclamou à classe trabalhadora a resistir:

O governo que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2019 vai tentar aprofundar o programa neoliberal que está em curso desde o golpe contra a presidenta Dilma: a reforma da previdência, a retirada de mais direitos, a continuidade das privatizações, o aumento do desemprego, o arrocho salarial, o aumento do custo de vida, a piora da educação e da saúde, o aumento da violência e da insegurança. Além disso, vai tentar perseguir e reprimir o movimento sindical, os movimentos sociais, bem como os setores democráticos e populares em geral.

Temos um enorme desafio pela frente. É hora de unidade das forças democrático-populares para resistir. A CUT dará continuidade a sua trajetória de luta e conclama suas bases a continuarem mobilizadas e a resistirem a qualquer ataque contra os direitos e a democracia.

Diante das ameaças ao Estado Democrático de Direito e à soberania nacional que Bolsonaro representa, lideranças e parlamentares de esquerda também se manifestaram em defesa de uma resistência imediata e já articulam atos democráticos contra as ofensivas da extrema direita. Confira aqui os posicionamentos de Guilherme Boulos (Psol), Gleisi Hoffman (PT), Luciana Santos (PCdoB) e Paulo Pimenta, deputado federal pelo PT.

Haddad e Gleisi

Confira outros destaques

1. PT elege maior número de governadores no país
O PT, mesmo derrotado no plano federal, é o partido com o maior número de governos estaduais. Foram quatro, todos na região Nordeste, além de sair vitorioso nas outras cinco candidaturas que apoiou na região. A última vitória veio no domingo (28/10), com o triunfo no Rio Grande do Norte, que tem a senadora Fátima Bezerra como única mulher eleita governadora. Professora de origem, ela tem 63 anos e é filiada ao partido praticamente desde o início, em 1981. Fátima também foi deputada federal pelo PT. Leia mais aqui.

2. No JN, Bolsonaro volta a falar de kit gay e promete punir Folha
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi entrevistado na noite de segunda-feira (29/10) no Jornal Nacional. Questionado sobre os ataques que fez ao jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro voltou a dizer que “imprensa que se comportar mentindo não terá apoio do governo”, fazendo referências às verbas publicitárias governamentais que serão cortadas. O presidente eleito ainda respondeu pergunta sobre o que quis dizer com a afirmação de que “marginais vermelhos serão banidos” do país. De acordo com Bolsonaro, ele se referia à “cúpula do PT e a Boulos que disse que iria invadir a casa dele”. “No Brasil de Bolsonaro, quem desrespeitar a lei sentirá o peso da mesma contra a sua pessoa”. Bolsonaro repetiu em cadeia nacional uma das principais informações falsas que circulou pelo WhatsApp nas eleições. A fake news foi desmentida pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirmou que o “kit gay” nunca existiu. Ele ainda disse que as divisões entre “ricos e pobres, negros e brancos, héteros e gays” apareceram nos governos do PT. E prometeu convidar o juiz Sergio Moro para ser Ministro da Justiça ou para integrar o Supremo Tribunal Federal, o que ele preferir. Leia mais aqui.

3. Luta por direitos deve se intensificar no governo Bolsonaro
Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República insere o Brasil em um movimento de mudança radical que pode avançar tanto para a direita como para o seu extremo, e força uma nova disputa por direitos, liberdade, democracia e justiça. “Nesse novo mundo, que do ponto de vista econômico está sendo desmontado e remontado de uma outra maneira, teremos quatro anos de muita luta pela frente”, antecipa Clemente. Leia mais aqui.

4. Vigília Lula Livre resiste, em defesa de um projeto popular
Às 19h de domingo, 28 de outubro, cerca de 80 pessoas se reuniam na Vigília Lula Livre, em Curitiba, para saudar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o tradicional “boa noite, presidente Lula”. Ao final das apurações, o TSE anunciou que Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil. Diante da derrota do candidato petista, os manifestantes da Vigília Lula Livre se dirigiram para o Centro de Formação e Cultura Marielle Vive, localizado a poucos metros da Superintendência da Polícia Federal. As ruas do entorno foram tomadas por manifestantes pró-Bolsonaro, que cantavam o hino nacional em frente à PF e exaltavam a vitória de seu candidato aos gritos. Para Roberto Baggio, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná e da Vigília Lula Livre, a vitória de Bolsonaro foi apenas eleitoral. Agora, abre-se um campo de novas possibilidades e novos desafios para a esquerda reconquistar a população. Leia mais aqui.

5. Mídia internacional expressa perplexidade e desconforto com eleição no Brasil
“A extrema direita vence no Brasil”. “Os militares voltam ao poder no Brasil, desta vez pelo voto”. As duas observações resumem o misto de perplexidade e desconforto manifestado por boa parte dos principais veículos de imprensa do mundo após a divulgação da vitória de Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, no domingo (28/10). Os jornais franceses Le Monde e Libération, os norte-americanos New York Times e Wall Street Journal, o canadense The Globe and Mail, o britânico The Guardian, os portugueses Diário de Notícias e O Público, o espanhol El Mundo e o argentino Página 12 estão entre os veículos que trataram o resultado das eleições brasileiras com apreensão. Leia mais aqui.

6. Deputados rechaçam revogação do Estatuto do Desarmamento e redução da maioridade penal
Os deputados Paulão (PT-AL), Adelmo Leão (PT-MG) e Nilto Tatto (PT-SP) rechaçaram, na segunda-feira (29/10), a ideia defendida por aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro de tentar aprovar, ainda nesta legislatura no parlamento, duas pautas contrárias aos interesses dos defensores dos direitos humanos: a revogação do Estatuto do Desarmamento, em tramitação na Câmara, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, atualmente com trâmite no Senado. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, os deputados bolsonaristas já procuraram o candidato à reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), na tentativa de colocar os temas em votação ainda em 2018. A prioridade dos bolsonaristas é o afrouxamento das regras para a posse e o porte de armas, com o esvaziamento do Estatuto do Desarmamento. Leia mais aqui.

7. Guedes diz que vai priorizar Reforma da Previdência e privatizações
Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do governo Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, durante entrevista no domingo (28/10) que para “controlar os gastos do governo”, considera prioridade retomar a Reforma da Previdência, assim como acelerar as privatizações e “enxugar” a máquina pública. As relações do Brasil com os países do Mercosul, disse, também perdem prioridade. Como medidas de reaquecimento econômico, ele defendeu que serão eliminados “encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamento para gerar em dois, três anos 10 milhões de empregos novos”. O “guru econômico de Bolsonaro” atribuiu o “alto custo-Brasil” à falta de “segurança jurídica”. E prometeu: “regulamentar corretamente, fazer os marcos regulatórios na área de infraestrutura, porque o Brasil precisa de investimentos em infraestrutura”Leia mais aqui.

8. Universidades e professores são alvos de apoiadores de Bolsonaro
Após declarada a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como o novo presidente da República, a recém-eleita deputada estadual pelo PSL de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo, divulgou, em sua página no Facebook, que por conta própria e arbitrariamente, criou um canal para que alunos denunciem eventuais manifestações de professores contrários à vitória do candidato da extrema direta. Na publicação, a deputada, que se mostra entusiasta da proposta “Escola sem Partido”, afirma que “muitos professores e doutrinadores estarão inconformados e revoltados” e anuncia que estudantes que se sintam “humilhados ou ofendidos”, devem registrar a “denúncia” informando o nome do professor, escola e cidade.

Um grupo de docentes lançou uma ação no site de assinaturas coletivas Avaaz na segunda-feira (29/10) pedindo a impugnação da deputada estadual. “A liberdade de expressão dos professores em sala de aula foi explicitamente atacada na noite de 28/10/2018. Logo após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro, Ana Caroline Campagnolo, eleita Deputada Estadual por Santa Catarina para a legislatura de 2019, conhecida por sua defesa do Projeto Escola Sem Partido, divulgou, em suas redes sociais, uma mensagem em tom ameaçador convocando os estudantes em sala a filmarem seus professores a partir de segunda, dia 29/10/2018″, diz a ação.

A OAB/SC emitiu nota repudiando a manifestação da deputada pedindo a denúncia de profissionais da educação e impedindo a exposição do livre pensamento.

A onda de ataques bolsonaristas também atingiu várias universidades brasileiras no dia seguinte ao segundo turno das eleições. Professores de diversos departamentos da Universidade de Brasília (UnB) decidiram cancelar aulas, na segunda-feira (29/10), depois que apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) convocaram atos em redes sociais para dar início ao que chamaram de “caça aos comunistas”, em uma das postagens, diz-se que “universidade não é lugar de comunista”. A convocação mobilizou muitos eleitores de Bolsonaro nas redes, mas não surtiu o efeito imaginado fora delas. Ao todo, cerca de dez se enrolaram em bandeiras do Brasil e camisas da seleção brasileira de futebol e foram ao campus manifestar apoio ao deputado do PSL.

A segunda-feira (29/10) na Universidade de São Paulo (USP) também amanheceu com expectativa e tensão. Após ameaças de realização de um ato no campus, para comemorar a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e provocar opositores, os portões da instituição foram fechados, com permissão de acesso apenas para alunos. Também foi programado um ato antifascista, que superou em muito o número de provocadores.

O ato, convocado por um grupo ligado à facção conservadora Movimento Brasil Livre (MBL), pretendia sair da Escola Politécnica, que reúne cursos de Engenharia, e ir até a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), que concentra maior número de alunos afinados com o campo democrático. Entretanto, o plano deles foi frustrado. A diretoria da FFLCH pediu reforço policial, que barrou a entrada na universidade pessoas que não fossem alunos. O resultado foi que a marcha da extrema-direita reuniu número reduzido de pessoas. Do outro lado, antifascistas, especialmente de estudantes das ciências humanas, se reuniram em grande número no prédio da FFLCH para defendê-la de qualquer possível ato de vandalismo.

No final da tarde de segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) publicou uma Nota Política sobre os ataques contra docentes e divulgando as iniciativas adotadas pela direção nacional. Para o ANDES-SN é fundamental “que os/as professores/as se mantenham em tranquilidade, não deixando o pânico se espalhar entre nós e que registrem todos os casos de ameaças e procurem imediatamente a sua seção sindical para fazer denúncia”, orientou a Nota. O texto ainda informou que novas orientações da Assessoria Jurídica Nacional serão divulgadas nos próximos dias, sobre como proceder em caso de agressões, ameaças e violências.

“O momento é de unidade de ação de forma ampla e de ações conjuntas na defesa das Universidades Públicas, Institutos Federais e CEFET e das liberdades democráticas. Seguiremos firmes na luta e convocamos nossa categoria a se fortalecer de forma coletiva”, concluiu a nota.

Escola Nacional de Formação do PT

Haddad e Manu resistência

A vida não se resume à uma eleição

Lula vale a luta

Hoje, o Brasil escolheu dar um salto no escuro, ninguém sabe o que vai acontecer no futuro próximo e nem distante.

O resultado não se deu com base num projeto e sim na força da rejeição ao PT e ao “sistema”, que não apresentou nenhuma alternativa decente, permitindo uma onda ao que se apresentou como contra-tudo-o-que-está-aí. Aos que venceram cabe a responsabilidade de mostrar ao que vieram e deverão andar pela linha tênue entre governar e fazer política, embora, no caso deles fazer política pode significar reprimir quem se opõe.

O futuro será incerto e a melhor postura é “muita calma nessa hora”. Observar, analisar e planejar bem, antes de cada decisão importante. Sem precipitação, um passo de cada vez.

O mais longo período democrático da história do Brasil (míseros 29 anos, de 1989 até 2018) sequer alcançou a idade adulta e já sofreu seu mais duro golpe, ou seja, foi eleito democraticamente um Presidente que declarou, de muitas formas, uma postura antidemocrático. Infelizmente, ninguém se preparou para o pior cenário ou sequer acreditou que ele pudesse se concretizar, por isso, o PT nunca pensou no que fazer se perdesse essas eleições (que representou a consolidação do golpe de 2016), tampouco, houve um processo de reorganização de base para o momento que estivesse na defensiva. Agora só resta essa opção, pois, a vida não se resume à eleições.

Fernando Haddad fez uma campanha impecável: manteve-se firme na defesa do programa apresentado e construído sob a coordenação dele mesmo; não escondeu Lula, nem o PT, e, nem por isso, deixou de ter apoio de todos os partidos do “sistema”; enfrentou, chamou para o debate, e, enfim, manteve-se de cabeça erguida. Mostrou-se um grande líder, a altura do que o PT precisa daqui para frente, que não se envergonha do passado, mas que quer sobreviver e voltar a ser alternativa futura.

Mas, qual o “sistema” que foi derrotado?

Não foi o sistema econômico, pelo contrário, o capitalismo haverá de ser ainda mais cruel e desigual com o novo governo.

O sistema social, que tem como base a confiança interpessoal e nas instituições já vinha fortemente abalado e sofrerá mais ainda, pela perseguição e discriminação das minorias, não necessariamente pelo governo, mas pelos civis conservadores que se sentirão autorizados pelas declarações grotescas dos governantes. Enfim, o sistema que representa o campo política é mais ameaçado, que caracteriza uma crise nas instituições.

Primeiramente, o sistema eleitoral, praticamente não restaram partidos fortes depois dessas eleições e o maior deles ainda é o PT (com apenas 55 deputados, pouco mais de 10% do Congresso e 5 governadores/a), ou seja, um sistema totalmente esfacelado e ingovernável.

Em segundo lugar, o sistema política da relação e equilíbrio entre os poderes, demonizado pela chaga da corrupção, que trará as maiores contradições para os que venceram essas eleições.

Contudo, o mais tênue e contraditório aspecto à ser observado será: o que farão em relação à democracia, ou, ao sistema democrático brasileiro?

A crise de confiança no sistema se refletiu diretamente contra o PT, que havia se proposto a ser a última esperança do sistema e que depois de quatro vitórias consecutivas (nunca antes na história desse país) enfrenta uma derrota, com apenas 5% menos da metade dos eleitores. Portanto, não se constituiu num grande derrota (como a Globo tenta repetir desde o primeiro segundo depois do resultado), mas o PT perde de cabeça erguida, e, diante desse resultado eleitoral, o PT vai continuar tendo muita responsabilidade.

Por que o PT há de sobreviver, apesar dessa derrota pontual e do cerco midiático, político e social?

Porque o PT tem uma característica específica, praticamente único no sistema partidário brasileiro, que o pesquisador Pedro Ribeiro (2008) em sua tese de doutorado classifica como “partido anfíbio”, ou seja, um partido que disputa eleições, fortemente institucionalizado nas últimas duas décadas, mas ainda mantém vínculos sociais importantes e traços de partido de massa, ou seja, além das instituições.

Esse aspecto é praticamente imperceptível pelos adversários e inclusive pelo próprio PT. Por isso, em momento como um segundo turno eleitoral, quando se coloca em jogo dois projetos antagônicos muitas mulheres e homens, que não estão engajados na política e sequer mantém filiação com o PT ou outro partido de esquerda, se mobilizam e se posicionam no campo político de esquerda, em defesa da justiça social, da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente.

Diferentemente da onda anti-tudo que venceu essas eleições, trata-se de uma base social silenciosa mas consolidada que se mobilizou no segundo turno de 2014, se repetiu nas manifestações contra o golpe em 2015 e 2016, voltou a se mobilizar em torno do “ele não” em 2018 e que também não se sente representada ou disposta à militância partidária de alta intensidade.

Infelizmente, as grandes mudanças políticas não se dão para melhor, ou seja, teremos grandes desafios pela frente, temos que pensar no futuro, como afirmou Haddad no discurso de hoje (28/10/2018) após declarado o resultado das eleições.

As dúvidas são muitas, mas algumas lições precisam ser compreendidas: a vida não se resume às eleições.

“Recosturar” um projeto de nação (HADDAD, 2018), não será tarefa de um único partido e sim de uma frente ampla de esquerda, que hoje conseguiu mobilizar quase metade dos votos do Brasil.

“Retecer” a confiança num projeto de futuro, que vai além das instituições, além do sistema, fortalecendo especialmente o aspecto social, de massa, na luta política, ou seja, o pulmão anfíbio que permitiu ao PT respirar em águas turvas no momento atual, poderá transformar-se em resiliência de uma frente ampla em defesa da justiça social, da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente.

Por José Roberto Paludo, doutor em Sociologia Política (UFSC), tese: “Participação de alta intensidade e militantismo dos filiados de base do PT no Brasil” (2017). Paludo é o meu companheiro e importante liderança da corrente interna que participo no PT.

Aquieta tua alma de militante

Somos companheiros, somos militantes

Aquieta tua alma de militante…
Aquieta teu coração indignado.
Foram muitas conversas e outras tantas jogadas fora.
Teve conversas de mundos que não se cruzam mais.
Teve conversas de afetos arranhados, entre a tristeza e o acalanto.
Teve conversa entre o aprender e o educar.

Aquieta tua alma de militante…
Encontra um refúgio na crença de que nada é em vão.
Alguns corações disparados na calada da noite
Algum choro inconsolável, por se perder na indiferença alheia.
Uma gargalhada fora de lugar,
Um sorriso tranquilo no lugar certo.
Noites de sono interrompido, medos por si e pelo outro que nem se conhece ainda.

Aquieta tua alma de militante…
…e deixa fluir o que há de melhor em você, para compartilhar com quem enxerga o mundo em formas similares.
Teve solidariedade, teve empatias, o amor brotou de expressões tão diversas, a esperança teve picos altos e ligeiros.
A fraternidade nos acolheu em tempos de grande tensão.
Teve abraço apertado e olhar de aconchego.
Teve chão para se pisar firme. Teve horizonte para se olhar.

Aquieta tua alma de militante…
Permita-se dormir o sono dos justos.
Você não está só.
Nada foi em vão.

Recebido via WhatsApp e desconheço a autoria

As mentiras vão roubar as eleições?

Fake news acima do Brasil, Caixa 2 acimo de nós

Queridos amigos e amigas!

É chocante. Pesquisa de opinião da Atlas Político mostra que pelo menos 49 milhões de brasileiros foram enganados pelas fake news nessas eleições! Isso é uma crise para a nossa democracia. Abaixo estão sete das fake news mais faladas e a verdade. Nós queríamos ser equilibrados entre os candidatos mas as agências verificadoras de fatos reportam que a maioria das fake news tem como alvo o Haddad. Vamos garantir que votaremos sabendo da verdade, encaminhe esse e-mail para todo mundo! Compartilhe isso no Facebook e WhatsApp.

  1. As urnas eletrônicas NÃO foram fraudadas!
    No dia da eleição, um homem filmou uma urna eletrônica dizendo que ela estava fraudada, e mostrava automaticamente Haddad quando se pressionava o número 1. O governo, a Justiça e os meios de comunicação de todos os lados políticos mostraram que o vídeo foi manipulado. Veja você mesmoVejaUOLTSEG1Valor Econômico.
  2. Haddad NÃO distribuiu “kit gay” para crianças nas escolas
    Nem uma única escola JAMAIS recebeu um chamado “kit gay” porque eles não existem! O que foi chamado de “kit gay” foi um conjunto de materiais destinados a ensinar as crianças sobre a homofobia, criado quando Haddad era Ministro da Educação. Não se tratava de tornar as crianças gays, mas de combater a violência contra crianças gays. Aqui está parte do materialVeja você mesmoG1Valor EconômicoHuffpost.
  3. Revistas VEJA e Época NÃO receberam R$ 600 milhões para difamar Bolsonaro.
    Tudo começou no YouTube, com a deputada federal eleita Joice Hasselmann espalhando descaradamente uma mentira de que VEJA levou dinheiro para assediar Bolsonaro. Hasselmann nunca provou isso, nem mostrou quaisquer documentos apoiando sua alegação. No final, foi apenas uma teoria da conspiração. Veja você mesmoO AntagonistaThe Intercept BrasilEl País.
  4. Haddad NÃO convidou Jean Wyllys para ser Ministro da Educação.
    Alguém criou uma versão falsa do site G1, da Globo para espalhar essa história que se tornou viral! Nunca houve nenhum registro em lugar algum de Haddad dizendo isso, nenhuma citação, nenhum vídeo, nada. Veja você mesmoG1FolhaEstadãoValor EconômicoO GloboPiauíUOL.
  5. Feministas e grupos anti-Bolsonaro NÃO defecaram OU fizeram sexo dentro de igrejas evangélicas.
    Todas as imagens usadas nessas histórias estão amplamente fora de contexto. A imagem de mulheres protestando seminuas em frente a uma igreja – algo a que muitos de nós poderíamos realmente nos opor – aconteceu em 2013 e não tem nada a ver com Bolsonaro. E, veja só, as imagens usadas de pessoas fazendo sexo dentro da igreja sequer são do Brasil, mas da Noruega! Veja você mesmoAos FatosÉpocaBoatos.org.
  6. Haddad e Manuela NÃO estavam conspirando contra o exército e Bolsonaro — e nunca existiu um aúdio secreto!
    Uma mensagem de áudio editada se tornou viral no WhatsApp dizendo que existia uma “chamada telefônica secreta” entre os candidatos do PT. O aúdio verdadeiro era, na REALIDADE, uma entrevista que Haddad deu em conjunto para o UOL, Folha e SBT, e Manuela sequer estava lá. A mulher na gravação? A entrevistadora! Veja você mesmo, leia as notícias e, melhor ainda, assista o vídeo real aquiEstadão; G1.
  7. Haddad NÃO escreveu um livro encorajando incesto e pedofilia!
    O escritor Olavo de Carvalho publicou em suas redes sociais que Haddad encorajava sexo entre pais e filhos em um livro seu, “Em defesa do socialismo: por ocasião dos 150 anos do manifesto” (1998). Comprova, um grupo de 23 veículos de mídia, leu o livro e disse: “Não há citações sobre incesto ou relações que rompam dogmas do relacionamento familiar tradicional na obra.” Veja você mesmoProjeto ComprovaG1Poder 360Folha de S. Paulo.

A democracia morre quando a verdade deixa de valer algo. Independente das nossas posições políticas, vamos nos certificar de fazer as escolhas profundas sobre nosso futuro com base em fatos, não em mentiras. Compartilhe esse email com todo mundo.

Com amor e respeito, A equipe da Avaaz.

você é melhor que o Bolsonaro

Assista aos programas de TV de Haddad Presidente do 2º turno das eleições

Brasil em primeiro lugar! Fernando Haddad vai governar para os brasileiros. Não vamos entregar nosso país a ninguém. Em vez de arma, Haddad quer ver o brasileiro com um livro numa mão e uma carteira de trabalho na outra. Vamos unir o Brasil, pela democracia! Assista ao novo programa.

Da periferia ao sertão, do Oiapoque ao Chuí, Fernando Haddad vai governar para todos os brasileiros. É hora da virada! Vamos fazer o Brasil feliz de novo votando 13! #ViraVoto.

Assista agora os programas.

#HaddadPresidente