Carta aberta ao povo de Deus

Fernando Haddad em encontro com pastores evangélicos

Queridos irmãos, queridas irmãs!

O Senhor odeia os lábios mentirosos,
mas se deleita com os que falam a verdade.
Provérbios 12:22

Quero me dirigir diretamente ao povo evangélico neste momento tão decisivo da vida de nosso Brasil, cujo futuro será decidido democraticamente nas urnas do próximo dia 28. Para estar no segundo turno, tive que vencer uma agressiva campanha baseada em mentiras, preconceitos e especulações massivamente espalhadas pelo Whatsapp e outras redes sociais, contra mim e minha família.

Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.
Provérbios 6:16-19

Desde as eleições de 1989, o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT. Comunismo, ideologia de gênero, aborto, incesto, fechamento de Igrejas, perseguição aos fiéis, proibição do culto: tudo o que atribuem ao meu futuro governo foi usado antes contra Lula e Dilma. As peças veiculadas, de baixo nível, agridem a inteligência das pessoas de boa vontade, que não se movem pelo ódio e pela descrença.

Ó Deus, a quem louvo, não fiques indiferente, pois homens ímpios e falsos, dizem calúnias contra mim, e falam mentiras a meu respeito.
Salmos 109:1-2

Que provas tenho a oferecer para desmentir quem usa meios tão baixos para enganar, fraudar a vontade popular?

Minha vida, em primeiro lugar: sou cristão, venho de família religiosa desde meu avô, que trouxe sua fé do Líbano quando migrou para o Brasil para construir vida melhor para sua família. Sou casado há 30 anos com a mesma mulher, Ana Estela, minha companheira de jornada que criou comigo dois filhos, nos valores que aprendemos com nossos pais. Sou professor, passaram por minhas mãos milhares de jovens com os quais aprendi e ensinei meus sonhos de um Brasil digno e soberano.

Minha vida pública, em segundo lugar: minha atuação, como Ministro da Educação e como Prefeito de São Paulo, fala por mim. Abri as portas da educação para os mais pobres, das creches – nas quais o governo federal passou a investir pesadamente em minha gestão – à Universidade. Antes do Pro-Uni, do FIES sem fiador, do ENEM, da criação de vagas em instituições públicas e gratuitas de ensino e das cotas raciais, o ensino superior era inacessível para jovens negros, trabalhadores e da periferia. Busquei humanizar a metrópole que me foi confiada, buscando inovações para ampliar os direitos, à moradia, à mobilidade urbana, ao meio ambiente sadio, à convivência fraterna.

Sempre contei, no MEC ou na Prefeitura de São Paulo, com a parceria com todas as denominações religiosas. Tratei a todas de forma igualitária. Os governos Lula e Dilma, bem como nossos governos estaduais e municipais, sempre reconheceram dois pilares do Estado democrático: é laico e, como tal, não privilegia nem discrimina ninguém em razão de sua religiosidade. Nenhuma Igreja foi perseguida, o direito de culto sempre foi assegurado, a liberdade de expressão também. Nenhum dos nossos governos encaminhou ao Congresso leis inexistentes pelas quais nos atacam: a legalização do aborto, o kit gay, a taxação de templos, a proibição de culto público, a escolha de sexo pelas crianças e outras propostas, pelas quais nos acusam desde 1989, nunca foram efetivadas em tantos anos de governo. Também não constam de meu programa de governo.

Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins.
Mateus 7:15-17

Os frutos que quero legar ao Brasil como Presidente são a justiça e a paz. Emprego para milhões de desempregados e desempregadas poderem sustentar com dignidade suas famílias. Salário justo, com direitos que foram eliminados pelo atual governo e que serão trazidos de volta com a anulação da reforma trabalhista, e o direito à aposentadoria, ameaçado pela reforma da Previdência apoiada pelo atual governo e meu adversário.

Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.
Isaías 1:17

Quero governar o Brasil com diálogo e democracia, com a participação de todos e todas que se disponham a doar de seu tempo e talentos na construção do bem comum. Um governo que promova a cultura da paz, que impeça a violência, que nunca use da tortura e da guerra civil como bandeiras políticas. Que una novamente a Nação brasileira, para que volte a ser vista com esperança pelos mais pobres e com respeito pela comunidade internacional.

Apresento-me, pois, diante dos irmãos e irmãs das mais variadas denominações cristãs, com a sinceridade e honestidade que sempre presidiram minha vida e meus atos. A Deus, clamo como o salmista:

Guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo
Salmos 25:5 

E a vocês, peço justiça, a justa apreciação de meus propósitos e o voto para concretizar essas intenções num governo que traga o Brasil aos caminhos da justiça, da concórdia e da paz.

Fernando Haddad
Presidente

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Os “evangélicos” e a política: reflexões necessárias sobre o Brasil de hoje

Evangélicos e a política

O objetivo deste artigo é relativizar diagnósticos conclusivos sobre os “evangélicos em geral”. Fiéis evangélicos são “mais que ovelhas” e com suas histórias e experiências não são, necessariamente, impermeáveis a todas as causas que envolvem direitos sociais. Afinal, para a construção da democracia interessa diferenciar e se aproximar de pessoas, grupos e segmentos que vivenciem discriminações e injustiças sociais, independentemente das religiões que professem.

“Os evangélicos” tornaram-se personagens obrigatórios nas conversas sobre a política brasileira

Nas últimas décadas, “os evangélicos” tornaram-se personagens obrigatórios nas conversas sobre a política brasileira. Disputam todas as eleições e estão em diferentes partidos. Uma vez no Poder Legislativo, os eleitos agem para obter isenções de impostos, para lograr feriados no calendário oficial da nação e para garantir concessões nos meios de comunicação.

Junto ao Poder Executivo, buscam apoio financeiro para eventos religiosos em espaços públicos e agem para lograr subsídios para a construção de templos. Ao mesmo tempo, em suas iniciativas, campanhas e declarações midiáticas, criminalizam práticas ligadas às religiões de matriz africana.

Nos meios de comunicação, também são frequentes as repercussões de declarações de conhecidos evangélicos que negam o reconhecimento de direitos das mulheres, dos grupos LGBT, dos negros, das populações indígenas, bem como se contrapõem a iniciativas que propõem desarmamento e tratamento de saúde para usuários de drogas consideradas ilícitas.

Por tudo isso, seja por defender interesses de suas igrejas, seja por fomentar a intolerância religiosa, seja por questionar direitos e estimular discriminações, “os evangélicos” são, muitas vezes, vistos como a mais perfeita metáfora do mal que ronda a democracia brasileira.

E, certamente, não há como negar que nos dias atuais a atuação pública de setores evangélicos produz nefastas consequências para o combate das desigualdades e para a valorização de nossa diversidade.

Contudo, o objetivo deste pequeno artigo é justamente relativizar diagnósticos conclusivos sobre os “evangélicos em geral”. Para tanto, de início vamos lembrar alguns aspectos de nossa história religiosa e, em seguida, destacar algumas características do Brasil atual que envolvem desigualdades nas condições de vida, sistema eleitoral e concessões nos meios de comunicação.

Catolicismo hegemônico x crescimento pentecostal

Evangélicos e a políticaDesde os tempos coloniais, os santos, os símbolos e rituais católicos se imbricaram no calendário oficial da nação brasileira bem como essa igreja teve papel central na configuração de territórios urbanos e espaços rurais.

Mesmo após a Proclamação da República, a Igreja Católica continuou sendo a religião oficial e dominante e, ainda, assegurou sua presença nas ações públicas, sobretudo as voltadas para educação, saúde e assistência social.

Enfim, em nossa história, “ser brasileiro e ser católico” parecia ser uma equação inquestionável. As religiões mediúnicas – por vezes ignoradas, por vezes combatidas – não chegavam a ameaçar a hegemonia católica no campo religioso. Até mesmo porque muitos frequentadores de candomblé, umbanda e do espiritismo kardecista, vivendo um pertencimento duplo, também se declaravam católicos.

Os protestantes de migração, herdeiros da Reforma do século 15 (batistas, presbiterianos, luteranos, metodistas etc.), também não representaram grande ameaça, pois, sem priorizar novas conversões, seguiram com crescimento vagaroso.

De fato, foi a chegada do pentecostalismo, no começo do século 20, que provocou fortes mudanças no campo religioso. Marcados pela crença nos dons especiais concedidos pelo Espírito Santo, com suas ofertas de êxtase religioso e com seu forte ativismo proselitista, os primeiros crentes pentecostais chegaram via Estados Unidos, como indica a história da Assembleia de Deus e da Congregação Cristã do Brasil.

Décadas depois, aquelas e muitas outras denominações – vindas de fora ou nascidas no país – já estavam espalhadas Brasil afora. A partir dos anos 1960, contando com as concessões de rádio e TV, algumas obtidas durante a ditadura militar, as denominações pentecostais chegaram aos lares católicos e cresceram, sobretudo nas camadas populares.

Logrando conversões e exigindo exclusividade, essa vertente religiosa introduziu concorrência explícita no interior do campo religioso. Como reação a esse crescimento, sobretudo no decorrer dos anos 1970, novas movimentações surgiram no interior da Igreja Católica.

De um lado, a Renovação Carismática Católica (RCC) – também enfatizando o acesso dos fiéis contemporâneos aos dons do Espírito Santo – passou a oferecer rituais católicos com maior efervescência e ganhou adeptos no interior da própria população católica. De outro lado, inspiradas nos documentos do Concílio Vaticano II, as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) se tornaram espaços de reivindicação por terra, por condições de trabalho, por moradia urbana. Por meio de uma “politização do religioso”, quadros das CEBs renovaram a fé e passaram a atuar segundo as regras do campo político.

Porém, nem a Renovação Carismática nem as CEBs chegaram a ser movimentos massivos e não foram suficientes para estancar a diminuição do rebanho católico. Como indicam os resultados dos censos do IBGE, o catolicismo seguiu linha decrescente: 89,0% (1980); 83,3% (1991); 73,6% (2000) e 64,6% (2010). Enquanto os evangélicos, alavancados pelo crescimento das denominações pentecostais, chegaram aos seguintes números: 6,6% (1980); 9,0% (1991); 15,4% (2000) e 22,2% (2010)1.

Situações, trajetórias de vida e níveis de pertencimentos

Política e religiãoNão por acaso, denominações evangélicas chegaram nas prisões, favelas, conjuntos habitacionais, acampamentos rurais e outras periferias marcadas pela pouca presença da Igreja Católica e pela presença precária do Estado.

Em espaços marcados pela fragmentação e violência, as igrejas evangélicas oferecem recursos materiais e simbólicos para dar sentido à vida e para enfrentar situações difíceis. Ali circulam recursos ritualísticos e estoques de argumentos para enfrentar sofrimentos relacionados com desemprego, doenças, alcoolismo, drogas, violência doméstica etc.

Em territórios mais pobres, muitas vezes dominados pela violência do narcotráfico e da polícia, sem dúvida, os templos evangélicos tornam-se importantes espaços de sociabilidade. Para quem mora em comunidades, favelas e periferias faz diferença “ser da Igreja”. Pertencer a grupos de oração, equipes de evangelização, participar de vigílias e ações sociais pode resultar em aumento da autoestima e acesso a redes de ajuda mútua.

Porém, olhando mais detidamente para o interior dessas igrejas, percebe-se que também há diferenças entre os fiéis que devem ser consideradas. Em um artigo intitulado “Somos mais que ovelhas” (O Globo, 29/9/2016), Ana Paula Lisboa – afirmando que “boa parte da esquerda considera os crentes burros, bitolados, alienados” – faz uma distinção entre “crentes ativos que se engajam nas programações da Igreja”; “crente de banco que entra e sai despercebido” e “crente Raimundo, um pé na Igreja e um pé no mundo”.

Essas várias maneiras de “estar na Igreja” somadas às diferentes experiências de vida dos fiéis sugerem a seguinte pergunta: até que ponto o que é dito nas igrejas, nas rádios e nas TV é incorporado por todos ou sempre existem possibilidade de selecionar e (re)interpretar mensagens? Por exemplo, a recorrente demonização dos cultos afro-brasileiros pode ter significados diferentes para um evangélico que nunca frequentou terreiros, para outro que já os frequentou e, ainda, um outro para quem vive (ou não) com parentes próximos que são adeptos da umbanda ou do candomblé.

Interessante notar ainda que a depender da idade dos fiéis as experiências vividas em espaços de evangélicos também podem ser apropriadas de formas diferentes. Sem dúvida, para os jovens, as igrejas são locais de sociabilidade, de convivência e lazer. Mas, nessa fase da vida, geralmente, os jovens “têm um pé no mundo”, circulam por outros espaços e têm outros pertencimentos. Jovens das classes populares – que têm oportunidade de aprender a cantar e a tocar instrumentos musicais nas igrejas – estão transferindo esse aprendizado para redes de hip-hop gospel e para outros grupos de arte e cultura, parte deles com ativismo político ligado à cultura de periferia.

Foram muitos os jovens evangélicos que em 2013 postaram suas fotos na rede social Facebook com a frase “Feliciano não me representa”, em protesto contra o deputado homofóbico que naquele momento presidia a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

As cúpulas e as bases: sintonias e distanciamentos

Evangélicos na políticaContudo, a despeito das diferenciações acima apontadas, pode-se dizer que para a grande maioria dos fiéis o pertencimento a igrejas evangélicas produz “conservadorismo”, aqui entendido como intolerância religiosa, discriminação das chamadas minorias e negação de direitos? A meu ver, não produz conservadorismo, mas exacerba crenças e valores preexistentes no tecido social. Em outras palavras, trata-se de um considerável reforço condensador de percepções e valores conservadores espalhados no contraditório “senso comum” da sociedade. Tal reforço religioso, sem dúvida, pode realimentar (e sistematizar) preconceitos e sectarismos.

Assim sendo, em momentos eleitorais (mesmo sendo difícil isolar a variável “religião” de outras variáveis como renda e escolaridade), esse mesmo reforço pode determinar escolhas de candidatos. Sendo assim, sem dúvida ganham votos aqueles que – enfatizando a “defesa da família” – repudiam o aborto e negam os direitos das mulheres e da população LGBT etc.

Mas isso não é tudo. Para compreender as repercussões do “ser evangélico” é preciso também considerar outras possibilidades. Em um extremo, a proximidade (física, pessoal) de um candidato evangélico pode, muitas vezes, funcionar mais do que a total ou parcial concordância com seus pensamentos. Em outro extremo, a grande circulação de fiéis entre denominações, e entre igrejas de uma mesma denominação, torna mais fluidas as relações entre “representantes” e as “bases” que eles dizem representar. Situações intermediárias podem se dar entre os evangélicos que, segundo o censo do IBGE de 2010, dizem não pertencer a nenhuma igreja. Lendo a Bíblia e assistindo programas de TV, esses fiéis estabelecem vínculos descontínuos com diferentes denominações.

Atentar para diferentes maneiras de “ser evangélico” contribui para a compreensão das dissintonias que podem existir entre os posicionamentos dos pastores/candidatos/representantes evangélicos e o conjunto das percepções de toda a população que os elege. Segundo pesquisa do DataFolha, divulgada em 2014, há grande sintonia no repúdio ao homossexualismo, mas há notáveis discrepâncias no que diz respeito ao uso de armas de fogo e à pena de morte. Ainda segundo pesquisa do Datafolha, divulgada em 2015, a grande maioria dos evangélicos entrevistados se posicionou contra propostas neoliberais de redução do Estado e reivindicou o Estado protetor, marcando a distância de parlamentares evangélicos que hoje (parte da base aliada do governo federal) estão votando medidas que levam à privatização de serviços públicos e à perda de direitos.

Isso tudo sem falar que a segmentação continua sendo uma característica do mundo evangélico. Novas denominações surgem cotidianamente e, entre elas, aquelas que questionam as pautas conservadoras, religiosas e/ou laicas. Assim nasceram as “igrejas evangélicas inclusivas”2 que aliam pertencimento religioso e engajamentos em lutas por reconhecimento de direitos da população LGBT. Este também é o caso da Igreja Batista do Caminho, à qual pertence o pastor Henrique Vieira, ex-vereador pelo PSOL, em Niterói, Rio de Janeiro.

Entretanto, quando se fala “dos” evangélicos em geral, essas e outras diferenças são silenciadas. Melhor, então, seria falar “de” evangélicos e, a partir de tal delimitação, relacionar seus comportamentos com algumas características do Brasil atual. É o que faremos a seguir.

Conluios “de evangélicos” no sistema político e nos meios de comunicação

Política x religiãoEntre evangélicos nota-se uma espécie de “religiosização da política”. Isso porque, a partir de justificativas morais (em consonância com interesses de suas instituições religiosas), seus membros, sem constrangimento, utilizam categorias bíblicas e evocam Deus nos espaços usuais da política.

Entretanto, se é verdade que essa linguagem e identidade religiosa (construída em oposição aos privilégios da Igreja Católica) funciona como um passaporte para o ingresso na vida política, isso não impede que esses parlamentares rapidamente incorporem e reproduzam os usos e (maus) costumes predominantes no sistema político vigente.

Tanto na “bancada evangélica”, conhecida após a promulgação da Constituição de 1988, quanto posteriormente na Frente Parlamentar Evangélica (FPE), articularam-se interesses religiosos e contrapartidas políticas. Já foi assim, em 1987, por ocasião da aprovação dos cinco anos para o governo Sarney; continuou assim em 1992, no escândalo dos “anões do orçamento”, e em 2004, na “operação Sanguessuga”.

Após essa constatação, pode-se então indagar: qual seria hoje o traço distintivo de sua atuação? Ocultando ou não seu pertencimento religioso, mas sempre usando referências bíblicas, temos hoje um conjunto de evangélicos que levantam bandeiras de cunho moral que lhes garantem grande visibilidade. Por exemplo, nas iniciativas contra a descriminalização do aborto, se unem a parlamentares de diferentes religiões e partidos, mas eles parecem falar mais alto. Nas questões de gênero e de orientação sexual3, as posições públicas de evangélicos também coincidem com uma onda conservadora mais ampla que, atualmente, tem se manifestado no Brasil (e no mundo). Porém, suas vozes também ganham destaque.

As narrativas sobre famoso episódio que resultou na não distribuição de material pedagógico sobre diversidade sexual (desqualificado como “kit gay”), preparado pelo Ministério de Educação, em 2014, omitem as pressões feitas de outros atores e atribuem o feito somente à “força dos evangélicos”. Também a expressão acusatória “ideologia de gênero” é imediatamente associada aos evangélicos, ainda que seja usada por padres, por bispos católicos, por leigos4 e até adotada por noticiários de TV.

Tal visibilidade exacerbada contribui para a invisibilidade das “igrejas evangélicas inclusivas” e da Teologia da Missão Integral5. Assim como invisibiliza as atividades desenvolvidas por redes evangélicas e/ou ecumênicas, que com restritos recursos financeiros se colocam a favor dos direitos (conquistados ou a conquistar) de diferentes grupos sociais discriminados. Aqui vale também lembrar blogues e sites nos quais jovens evangélicos (da Rede Fale e da Rede Ecumênica de Juventude, entre outras) se contrapõem às visões machistas e homofóbicas que fundamentam a campanha denominada de Escola sem Partido.

Certamente, essa mesma visibilidade exacerbada também tem contribuído para eleições de parlamentares e pode ter influenciado resultados de eleições majoritárias no Rio de Janeiro, que elegeu para prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Nessas, e em outras situações, pastores evangélicos negociam apoios e contrapartidas. De um lado, abrem suas igrejas, onde um grande número de “eleitores evangélicos”, com grande frequência cotidiana, são disputados por candidatos de diferentes religiões, perfis e partidos. Nas campanhas eleitorais, candidatos não evangélicos visitam igrejas, participam de cultos, criam “comitês evangélicos”. Depois das eleições, para alimentar tais relações, implementam-se parcerias em ações públicas e cargos são oferecidos como moeda de troca.

De outro lado, esse sistema político baseado em “puxadores de votos” também alimenta o particular crescimento de parlamentares que se apresentam como evangélicos. E assim, os mais conhecidos, com maior acesso aos meios de comunicação, vão elegendo (com poucos votos) outros candidatos evangélicos pouco conhecidos O sistema beneficia os pastores-comunicadores, bem como beneficia “famosos em geral”, como Tiririca, deputado federal mais votado do país em 2010.

Também as rádios e TVs “evangélicas” se movem dentro da lógica perversa na área da comunicação no Brasil. A Record, que pertence à Igreja Universal do Reino de Deus, é hoje a segunda televisão do país, ainda assim também “aluga” horários em outros canais. Prática essa seguida por outras igrejas evangélicas que, em concessões públicas, praticam aluguéis sem autorização, fazendo subconcessões e negociações publicitárias. Emissoras como a Bandeirantes, Rede TV! e Gazeta em São Paulo não fecham seus orçamentos sem a venda de horário para as igrejas6. Tudo isso reforça a desigualdade no uso de espaço de uma concessão pública.

Nota final: evangélicos, a quem interessam as generalizações?

Político fazendo o seu pé de meiaNo que diz respeito ao campo religioso, é interessante indagar por que em escândalos e polêmicas envolvendo parlamentares, somente a religião dos evangélicos ganha destaque. Certamente isso pode se explicar pela maneira, veemente e religiosamente reiterativa, dos evangélicos atuarem na política. Mas também pode revelar preconceitos em relação aos evangélicos por parte da sociedade brasileira que se vê como laica, mas naturaliza a presença de símbolos e rituais católicos no espaço público. Ou seja, para refletir sobre o papel desempenhado por segmentos evangélicos, hoje, é preciso também indagar sobre o catolicismo tradicional fortemente imbricado em nossa cultura.

No que diz respeito ao campo político, é necessário indagar: quais grupos econômicos e forças sociais se beneficiam – direta ou indiretamente – da atuação dos parlamentares evangélicos? Como se sabe, vários projetos que visam a democratização dos meios de comunicação têm sido barrados por “deputados evangélicos”, que acabam também por prestar um serviço para canais concorrentes. Paradoxalmente, a mesma Rede Globo, que pareceu tão empenhada em dificultar a eleição de Crivella no Rio de Janeiro, se beneficia da ação de evangélicos quando estes barram mudanças na atual forma de regulamentação dos meios de comunicação.

Nesse sentido, ao circunscrever o mal da democracia aos “evangélicos” acaba-se por economizar reflexão sobre realidades, interesses e disputas políticas presentes no Brasil de hoje. Sem dúvida, o protagonismo sectário de certos líderes evangélicos tem sido oportuno para outros segmentos religiosos, políticos e econômicos. Tais confluências também criam obstáculos para levar adiante a reforma política.

Em cenários de barganha e disputa por capital político, aos setores evangélicos conservadores também interessa ocultar outras iniciativas e denominações e assim ter seu poder de representação inflacionado. Em contraposição, para refletir sobre o Brasil de hoje, é preciso conhecer mais sobre denominações, grupos e redes evangélicos que têm se somado aos coletivos e movimentos sociais que lutam por reconhecimento da diversidade e efetivação de direitos sociais.

Por fim, para melhor qualificar o debate, é preciso também ir além das informações quantitativas sobre a “população evangélica”. Conformando um todo bem heterogêneo, os fiéis evangélicos são “mais que ovelhas” e com suas histórias e experiências não são, necessariamente, impermeáveis a todas as causas que envolvem direitos sociais. Afinal, para a construção da democracia interessa diferenciar e se aproximar de pessoas, grupos e segmentos que vivenciem discriminações e injustiças sociais, independentemente das religiões que professem.

Notas

  • 1. Nos resultados dos censos do IBGE chama atenção também o crescimento progressivo dos “sem religião”, sobretudo entre jovens.
  • 2. Sobre o assunto ver o livro Margens da Política. Estado, Direitos Sexuais e Religiões, de Marcelo Natividade, Ed. Garamond, 2017.
  • 3. Sobre o assunto ver livro de Christina V. da Cunha e Paulo Vitor Lopes intitulado Religião e Política: uma Análise da Atuação de Parlamentares Evangélicos sobre Direitos das Mulheres e de LGBTs no Brasil, Rio de Janeiro, Gráfica Minister, 2012.
  • 4. Ver no YouTube vídeo de Alexandre Garcia, jornalista da TV Globo, falando sobre os perigos da “ideologia de gênero”.
  • 5. Para entender os pressupostos da Teologia da Missão Integral ver ariovaldoramosblog.blogspot.com
  • 6. Ver http://www.conjunturaonline.com.br/noticia/geral/sem-dinheiro-de-igrejas…

Regina Novaes é antropóloga, como pesquisadora do CNPq, desenvolve projetos de investigação nas áreas de Juventude, Religião e Política.

Fonte: Teoria e Debate

Com Deus ao nosso lado somos mais que vencedores

dcvitti será um vencedor em nome de Jesus!

Todos os dias nós enfrentamos gigantes, lutamos com nossas forças, com as forças que vem de Deus, vencemos uma batalha e logo vem a próxima. Com Deus ao nosso lado somos mais que vencedores, não há gigante que consiga ficar de pé diante de nós, não há nada que possa nos impedir de continuar a caminhada pela estrada da vida. Não tenha medo de enfrentar os gigantes que hoje aparecerão diante de você, pois aquele que está contigo te faz mais que vencedor em qualquer circunstância. De joelhos no chão somos mais que vencedores e é assim que lutamos nossas batalhas.

Deus te escolheu

Deus te escolheu!Talvez você esteja nesse exato momento dizendo a si mesmo: Como posso ter sido chamado por Deus para sua obra sendo tão falho, ou quem sabe anda se lamentando de suas fraquezas e debilidades, ou já quis desistir dizendo, como posso ser um servo de Deus tendo falhas as vezes me sinto pecador, tentei não falhar mais falhei, você já sentiu assim ou está se sentindo assim no momento?

Mais eu tenho uma palavra de Deus pra você. Assim disse Deus a o Apóstolo Paulo: Minha graça te basta, e o meu poder se aperfeiçoará nas fraquezas.

A palavra graça significa favor imerecido Deus te usa por quer te usar, aceite o fato que Ele ama você. Deus te usa quando você se sente fraco para que o poder e honra seja d’Ele. Tenha certeza de uma coisa Deus te escolheu pelas suas fraquezas para que a glória seja d’Ele por isso diga a si mesmo este verso Bíblico.

Diga o fraco, sou forte (Joel 3:10b)

Pregação de pastor morto em acidente é uma espécie de premonição

Na sexta-feira do dia primeiro de fevereiro, quando estava voltando de um culto evangélico na cidade de Camboriú, sede do maior congresso evangélico do sul do país, talvez de toda nação, o Gideões, quando ao olhar pro ginásio onde é realizado o grande louvor a Deus, lembrei-me do episódio da pregação do pastor que revelou sua morte e muitos outros, quando foi uma das vítima do acidente do avião da TAM. Ao chegar em casa, fui pesquisar sobre o assunto e resolvi blogar pra que a gente possa testemunhar que a fala de um homem de Deus não é apenas “algumas palavras” jogando ao vento. Elas proferem sobre as nossas vidas. Nós que não queremos ouvir.

Na pregação, em que o pastor Pastor Luiz Antônio Rodrigues da Luz fez no jubileu de prata no Gideões em abril de 2007, o pregador diz ter tido uma revelação e visto centenas de mortos. O vídeo foi levantado pro YouTube em 20 de julho. O acidente aconteceu na noite do dia 17 do mesmo mês e em menos de 48 horas, mais de 17 mil pessoas tinham acessado o vídeo no site.

Na pregação, Luiz Antônio conta a uma platéia de evangélicos sobre uma madrugada em que estava em casa, mas não conseguiu dormir. Segundo o pastor, ele teve uma revelação. “Eu vi dezenas de centenas de pessoas mortas, enroladas em alguma coisa que não consegui discernir, sendo levadas para um lugar estranho e escuro”, afirmou.

O pastor embarcou no Airbus A 320 da TAM porque viajaria para Minas Gerais, onde participaria de um congresso. Luiz Antônio era um conhecido líder evangélico do Sul do país e pertencia à Assembléia de Deus em Ivoti, cidade a 55 km de Porto Alegre. Ele era casado com Maria Isabel Bomber da Silva Luz e tinha três filhos.

Gravação “legítima”

O evangélico Jorge Santos trabalhava com o pastor e diz que estava presente na pregação em Camboriú/SC, onde as imagens foram gravadas. “(A imagem) é legítima, nós a temos inclusive gravada em DVD”, contou. Ele disse que viu a pregação novamente após a morte do pastor.

A mulher do pastor contou ao G1 que a “visão” ocorreu em fevereiro, depois de uma viagem que o casal fez ao Japão. “Ele disse que tiveram coisas que ele viu, só que não estava autorizado a revelar”, contou. Maria Isabel disse que a lembrança da pregação trouxe conforto à família. “No momento (que recebeu a notícia) eu não lembrei, tem coisas que fogem da memória da gente. No outro dia, amigas lembraram de tudo isso que ele havia falado. Isso traz um conforto muito grande”, disse.

A cunhada do pastor, Madalena Bomber, que trabalhava como sua secretária, contou que Luiz Antônio embarcaria em um vôo que deixaria Porto Alegre às 6h15. Por causa da neblina, a aeronave não pôde decolar e o pastor ligou para Madalena pedindo que o vôo fosse remarcado. Ela conseguiu uma vaga no avião que partiria às 12h20, mas o pastor acabou indo até uma loja da TAM e remarcando a saída para mais tarde.

“Normalmente, ele não remarcava as passagens. Mas ele disse que preferia ir mais tarde, para almoçar com a mulher e os filhos. Acabamos todos comendo em um shopping”, contou. Horas mais tarde, ele embarcou no vôo 3054, que colidiu com o prédio da TAM Express na Zona Sul de São Paulo.

Desastre

O avião da TAM com 187 pessoas a bordo iria pousar na pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas atravessou a Avenida Washington Luís e bateu no prédio da TAM Express, onde trabalhavam entre 50 e 60 pessoas no momento da colisão. A aeronave, um Airbus A 320, vôo JJ 3054, partiu de Porto Alegre, às 17h16 de terça-feira (17) e chegou a São Paulo às 18h50.

A paz do senhor Jesus

A paz do senhor Jesus

Deus sempre quer abrir a maior porta e quando todos nos viram as costas é porque Deus nos quer mostrar que só ele é fiel. Quando pensamos que estamos em um verdadeiro deserto é porque Deus quer se revelar. Quando passamos por várias dificuldades é porque Deus quer algo nos ensinar. Quando o impossível se apresenta é porque é a hora do nosso Deus operar. Quando você pensa que está só e que Deus te esqueceu… Deus te diz:

Não te esqueci, nem te abandonei, estou te moldando para minha glória e louvor. Farei na tua vida uma obra que deixará todos pasmos glorificando o meu nome e dizendo que tu és um vaso escolhido na terra. Não se turve o vosso coração, apenas creia e confie em mim. Sou teu Deus e não te abandono jamais, porque em todas essas coisas, somos mais que vencedores em Cristo Jesus

Pastor Ari Leão

Deus está batalhando por você!

Deus é o único que nunca vai te abandonar!

As tempestades podem soprar, as dificuldades podem chegar em sua vida, os inimigos podem se levantar, o sol pode não aparecer para você amanhã. Todos podem te acusar, todas as portas podem se fechar, porém você tem um Deus que detém as tempestades, te ajuda nas dificuldades!

Guerreia contra os teus inimigos. Você tem Jesus, que é o sol da justiça, que é teu advogado e que tem em suas mãos as chaves da morte e do inferno. Diante dele todas as portas se abrirão! Você pode estar enfrentando agora, a maior batalha da sua vida, porém, creia em Cristo, pois ele está batalhando por você, e vai te dar a vitória!

Fica com Deus!

Deus não fez nada sem uma razão de ser

Deus não fez nada sem uma razão de ser

Deus não fez nada sem uma razão de ser; tudo tem um sentido; tudo converge para um objetivo. Na sua matricial eterna cada coisa se encaixa em seus propósitos pré-estabelecidos, entendê-los é o nosso desafio!

Ao sol deu-lhe o dever de iluminar o dia; a lua foi-lhe atribuída à tarefa de clarear a noite; as estrelas foram incumbidas a honra de servir de companheiras e ornamento para os céus; as plantas foram criadas para que através da fotossíntese possibilitasse a troca do gás carbônico pelo oxigênio. Enfim, toda a sua criação foi criada para um objetivo e finalidade, até as coisas mais simples, e aparentemente insignificantes, têm sua existência objetivada.

E nós seres humanos? Porque o altíssimo nos criou? Tão diferentes; tão especiais; sim, tão peculiares. Há uma razão para tudo isso… Ele nos fez para louvor e glória sua. Aleluia! Ele nos fez para que fôssemos seus amigos mais chegados, que pudéssemos contar os nossos maiores segredos, com os quais tivéssemos a ousadia de dizer bem baixinho “pode contar comigo amigo”, somos o ápice de sua criação terrena, honremos o mestre!

É necessário que nos conformemos, e aceitemos o que Deus tem nos reservado, pois seus feitos são excelentes e sua vontade e autoridade são soberanas. Assim sendo, não façamos como um terço dos anjos, que liderados pelo Querubim Lúcifer, apostataram e se rebelaram contra Deus, em busca de posição e glória para si. Logicamente que tal intento ingrato não logrou êxito, pois Deus em sua onipotência os frustrou tirando todos os privilégios que outrora tinham e os condenou a perdição.

Portanto, devemos permanecer humildes e firmes onde Deus nos chamou, aceitando seu propósito para nossas vidas, pois no momento oportuno, nosso pai celestial nos recompensará e nos exaltará. Pois tudo tem um propósito na Criação…

Aprendi que sem Deus…

Aprendi que sem Deus eu não posso viver

Aprendi que por pior que seja um problema ou uma situação, sempre existe uma saída. É bobagem fugir das dificuldades, mais cedo ou mais tarde será preciso; tirar as pedras do nosso caminho para conseguir avançar. Perdemos o nosso tempo nos preocupando com fatos que na maioria das vezes, só existem na nossa mente. Isso só nos faz sofrer por antecipação.

Aprendi que heróis não são aqueles que realizaram obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário, e assumiram as conseqüências dos seus erros. Não vale a pena se tornar indiferente ao mundo e às pessoas. Vale menos a pena, ainda, fazer coisas para conquistar migalhas de atenção. Devemos nos valorizar um pouco mais.

Não importa em quantos pedaços meu coração já foi partido, o mundo nunca parou para que eu pudesse consertá-lo, isso é tarefa para Deus, quanto a mim; devo prosseguir. Toda mudança inicia um ciclo de construção, isso se eu não esquecer de deixar a porta do meu coração aberta. O tempo é muito precioso e não volta atrás, por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena mesmo é construir o meu futuro.

Foi então que aprendi, que sem Deus eu não posso viver, pois, só ele vai me dar forças para prosseguir nesta minha caminhada. Por esta razão, devo descruzar os meus braços, vencer o medo e partir em busca dos meus sonhos. Deus está na minha frente e está também no controle de tudo, sem ele não vou a lugar nenhum.

Aprendi que, amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz. Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos na força do senhorPois o que faz diferença não é o que tenho na vida, mas quem eu tenho.

Que Deus te abençoe e te capacite para também entender tudo isso e ser feliz, onde quer que você esteja

Escrito pelo Pastor Ari Leão e extraído do facebook.

Necessita ouvir a voz de Deus?

Necessita ouvir a voz de Deus

Precisamos ouvir a voz de Deus, precisamos tanto! Necessitamos tanto da sua voz… que é tão difícil quando ele se cala, mas saiba que quando Deus se cala é porque está agindo na minha e na sua vida, porque ele é fiel e permaneces assim. Quando tudo parece difícil e parece que o mar não vai se abrir, tão somente creia, pega o teu cajado e coloque sua  fé em ação. Ame ao senhor continuamente. Ore sem cessar! Clame, louve, e adore! Saiba meu amigo que Deus jamais desampara aquele que é fiel para com ele, e é no silêncio que deus trabalha!