Cadu é o meu candidato ao Senado!

Cadu Carlos Eduardo de Souza

Cadu é o meu candidato ao Senado Federal pelo meu estado. É e sempre será! Cadu é um amigo, um guerreiro. Tem uma energia militante e de liderança. Está à frente das lutas importantes que temos levado em Florianópolis e em Santa Catarina contra o golpe e contra o corte nos direitos. Foi o grande organizador, junto com o PT Floripa, do maior ato da Caravana Lula no sul do Brasil (e um dos maiores do Brasil), liderou nossa participação na vigília Lula, e esteve lá dia a noite organizando a militância, liderando a resistência! Precisamos de um candidato ao Senado que defenda os princípios, o programa e as propostas do PT na luta contra o golpe, que não tenha receio de lutar contra as O.S. que querem substituir os serviços públicos, que defenda os direitos dos e das trabalhadoras, que esteja articulado com as lutas da juventude, das pessoas LGBT, das mulheres, do movimento negro, dos indígenas e quilombolas. O processo eleitoral não pode estar descolado das lutas na rua, nos movimentos, nesse renascimento da consciência crítica da população, na disputa pelos corações e mentes em direção à retomada de um projeto de país popular, democrático e soberano.

#TamoJuntoCadu

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As razões pelas quais Cadu é melhor candidato ao Senado

Cadu Carlos Eduardo de Souza

Diante da imensa representatividade do companheiro Cadu na política catarinense destacamos as principais razões pelas quais Carlos Eduardo de Souza é melhor candidato ao Senado Federal do PT por Santa Catarina em 2018. Confira:

  1. A maioria dos eleitores não votam para senador porque são sempre os mesmo, políticos de carreira e não tem novidade, Cadu é novidade autêntica.
  2. PT já dediniu um dos candidatos ao senado que é Ledio Rosa, um outsider da política e pouco conhecido do partido. Cadu é conhecido internamente e por isso complementa a chapa e ajuda segurar os votos petistas.
  3. Apesar de pouca idade, 38 anos, Cadu tem um militância respeitada de 20 anos dentro do PT, foi lider estudantil, secretário estadual da juventude do PT de SC, candidato a vereador em Ilhota (2000) e em Floripa (2012 e 2016) ambas como segundo suplente com excelente votação exercendo mandato de vereador neste mandato em Floripa (2018).
  4. Cadu é im dirigente partidário respeitado,além de exercer vários cargos no PT de SC, conhece muito bem a base do partido, elegeu-se presidente municipal do PT da capital do estado disputando com quadros históricos e respeitados como Luci Choinacki e Baratieri e posteriormente reeleito presidente com ampla maioria de apoios.
  5. Cadu fez um trabalho excelente e exemplar na presidência do PT da capital, puxou os movimentos sociais contra golpe dese 2015, Floripa é um dos municípios com maior proporção de novos filiados, organizou núcleos de base e iniciou um projeto do pré vestibular alternativo para estudantes carentes, desde 2017, o que já é um sucesso.
  6. Cadu tem liderado as mobilizações Lula Livre, desde 24 de janeiro em Porto Alegre, organizou uma das maiores mobilizações da Caravana Lula em Floripa em 28 Março e depois tem se dedicado incansavelmente na organização do acampamento Marisa Letícia e mobilização de militantes em Curitiba.
  7. Cadu vem se destacando pela sua atuação em defesa da educação pública, universal e de qualidade, na formação politica de lideranças sindicais do Sinte, ma comissão de educação da Alesc, na construção da Conap e em todas as mobilizações e manifestações de professores e demais categorias do movimento sindical.
  8. Cadu representa ideias novas, sangue novo na política catarinense, um líder que vem de baixo e conquistou espaço com muito trabalho e persistência, passo a passo.
  9. Cadu representa a renovação dos quadros políticos do PT de SC, um jovem preparado, com firmeza ideológica pela esquerda, com carisma e capacidade de liderar.
  10. Cadu tem um discurso renovado, articulado, que traz esperança para encantar não apenas a juventude mas aqueles que estão descontentes com a política.

Cadu, pré-candidato ao Senado Federal por Santa Catarina

Cadu, pré-candidato ao Senado Federal por Santa Catarina

Assista ao vídeo, clique na imagem e conheça uma breve apresentação sobre Carlos Eduardo de Souza, o Cadu, com imagens e depoimentos de militantes e lideranças catarinenses que atestam a trajetória política e de luta de Cadu, em defesa do povo dos trabalhadores(as) brasileiros(as) e do povo de Santa Catarina. Convido a curtirem a página do Cadu no Facebook. Acesse ou clique no link www.facebook.com/tamojuntocadupt.

Conheça os 13 motivos para apoiar Cadu

Cadu Carlos Eduardo de Souza

Esses são os 13 motivos para apoiar Carlos Eduardo de Souza – Cadu como pré-candidato ao Senado Federal do PT por Santa Catarina.

  1. É preciso promover e aprofundar a RENOVAÇÃO na política e em especial, nos representantes catarinenses no SENADO FEDERAL. Grande parte da população não sabe quem eles são e nem que o fazem, pois são figuras desconectadas da realidade das pessoas.
  2. Cadu defende a EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA e de QUALIDADE para todas as crianças brasileiras no ensino fundamental e médio, além da garantia do fortalecimento das universidades públicas e institutos federais, com ampliação da destinação de recursos à todas elas.
  3. Os atuais senadores estão completamente desconectados do povo catarinense. Encastelados em seus mandatos, a maioria ainda representa as velhas oligarquias catarinenses. Cadu defende um Senado atuante em defesa da SOBERANIA NACIONAL.
  4. Cadu defende a ampliação de programas de DISTRIBUIÇÃO DE RENDA, como Bolsa Família, Minha Casa Vida, que reduzem a desigualdade econômica e ajudam a consolidar a saúde e educação a milhares de crianças no Brasil.
  5. Cadu defenderá os direitos trabalhistas no SENADO, posicionado ao lados dos trabalhadores e trabalhadoras catarinenses.
  6. Cadu milita em defesa da IGUALDADE RACIAL e de GÊNERO e contra a intolerância, homofobia e misoginia. Essa também serão bandeiras de Cadu enquanto Senador.
  7. Cadu defende a previdência pública e entende que os trabalhadores e aposentados não são responsáveis pelo suposto rombo nas contas da previdência. Cadu vai defender no Senado AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA.
  8. Cadu defende POLÍTICAS CULTURAIS PÚBLICAS, que fortaleçam a cultura popular, valorizando e fortalecendo o que já produzido nos municípios de Santa Catarina e apoiando novas iniciativas.
  9. Cadu vai lutar no Senado para destinação de recursos para Santa Catarina, para realização de obras de infraestrutura, fomentando o desenvolvimento do Estado, gerando EMPREGO E RENDA para a população.
  10. Cadu está posicionado contra as privatizações das empresa estatais brasileiras, como por exemplo, PETROBRAS e ELETROBRAS, pois entende que elas são patrimônio de todos os brasileiros e brasileiras. Cadu vai lutar contra a destruição e alienação de núcleos estratégicos da economia nacional, mediante processos de privatização de empresas estatais e compra de empresas privadas nacionais.
  11. Cadu defende a UNIDADE DAS ESQUERDAS, para que todos juntos, no Congresso Nacional defendam um projeto nacional de recuperação do país, destruído pelo golpe neoliberal personificado na figura de Michel Temer e do PSDB.
  12. Cadu é usuário do SUS e por isto, entende como poucos políticos a importância da ampliação dos investimentos e da valorização no sistema público de saúde. Que atualmente está com o investimento congelado por 20 anos pelo governo Temer.
  13. Cadu defende a DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA, para que os brasileiros tenham melhor acesso às notícias e não fiquem reféns de interesses escusos de grandes conglomeraodos midiáticos. E por isto, Cadu luta desde já por uma campanha e uma política limpa de mentiras e do que hoje chamam de Fakenews.

Cadu: guerreiro pronto para a batalha

Cadu Carlos Eduardo de Souza

Nasceu na Ilhota, filho de operário, aprendeu desde a infância que o preço do feijão, do arroz e da farinha depende de decisões políticas (Bertold Brecht), mas que as decisões políticas nem sempre são favoráveis, elas também depende de trabalho, de suor e de luta, não caem prontas do céu.

Cadu descobriu desde cedo na luta que o “que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher” (Cora Coralina).

Começou a semear esperança de um dia ver o Brasil transformado, ainda criança, na campanha Lula-lá, brilha uma estrela, Lula-lá nasce a esperança, Lula-lá, de um Brasil criança na alegria de se abraçar. Ansioso para ter o direito ao primeiro voto pra fazer brilhar nossa estrela, Cadu lutou pelo voto aos 16 anos.

De operário virou estudante e líder estudantil, foi trabalhar de garçon e sempre se perguntava:

Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis:
Arrastaram eles os blocos de pedra?

E a Babilônia várias vezes destruída
Quem a reconstruiu tantas vezes?

Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo:
Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio
Tinha somente palácios para os seus habitantes?

Mesmo na lendária Atlântida
Os que se afogavam
gritaram por seus escravos
Na noite em que o mar a tragou?

O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?

César bateu os gauleses.
Não levava sequer um cozinheiro?

Filipe da Espanha chorou,
quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?

Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?

Tantas histórias.
Tantas questões.
Bertold Brecht

Cadu participou de muitas histórias, fazendo parte do seu enredo, sendo ator e sujeito de um tempo em que a juventude tinha consciência dos tempos de chumbo do passado e não queria voltar pra trás. Mas suas histórias e batalhas se resumiam à voz do vale do rio Itajaí-açú, até que foi chamado para assumir grande responsabilidade de ser o secretário estadual da juventude do PT de Santa Catarina.

Secretário da juventude? De militante passar à dirigente, num tempo de lutas intensas da juventude no meio estudantil. Aceitou o desafio, com coragem, com disposição, vencemos a União Catarinense de Estudantes depois de mais de duas décadas e conhecendo cada município do estado de Santa Catarina, conhecendo cada companheiro, cada dirigente, sempre com posição firme e destemida.

Hay que endurecer, pero sin perder La ternura jamás!

Cadu se tornou um dos dirigentes petistas mais conhecidos e respeitados de Santa Catarina nos anos 2000, por isso, mudou-se para a capital, a linda e bela Floripa. Veio aqui pra brilhar.

Disputou as eleições de 2012 e surpreendeu a todos, quem é aquele garoto, sem recursos, com quatro ou cinco seguidores que pinta camiseta na praça, que faz campanha com arte e alegria e vira suplente de vereador.

Um ano depois esse garoto se torna presidente municipal do PT da capital de Santa Catarina, mostrou seu valor, passou segurança, voltou a ser candidato, reeleito presidente do PT, conquistou seguidores e pessoas dispostas a dar o melhor de si para ajudar a construir essa trajetória. E agora Cadu?

Para onde vamos Cadu? Para onde você pretende nos conduzir?

Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural…
Bertold Brecht

#TamoJuntoCadu

A tal “censura” à internet

Censura na internet

Foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, uma emenda na reforma política que exige das plataformas de redes sociais um papel mais responsável diante dos conteúdos publicados, e que gerou muita polêmica.

Antes de abrir uma explicação mais detalhada sobre a emenda, cabe uma breve análise do que aconteceu nas últimas eleições disputadas, depois que a internet tomou espaço como um dos principais palcos para o debate eleitoral.

O fenômeno mais recente ocorreu na eleição de Donald Trump, em que uma avalanche de notícias falsas foi disseminada em redes sociais, de forma que a confusão gerada na cabeça dos eleitores pode ter alterado o resultado eleitoral em favor do atual presidente.

A bagunça foi tamanha que o próprio fundador do Facebook, Mark Zuckberg, se manifestou há cerca de duas semanas sobre o tema. Em seu pronunciamento, mostrou grande preocupação com o mau uso da plataforma na eleição estadunidense e na francesa. Anunciou algumas medidas para contenção de problemas futuros e o comprometimento da plataforma com as instituições que investigam a influência russa na eleição americana.

No Brasil não é muito diferente. Desde a campanha de Gilberto Kassab, em 2008, para a prefeitura de São Paulo, convivi em todas em que trabalhei com a disseminação de boatos ou material ofensivo na internet.

Primeiro no Orkut, depois por meio de blogs e e-mails, mais recentemente, pelo Facebook, Youtube e Whatsapp. O conteúdo das mensagens costuma variar entre sátiras, memes, dublagens e, até mesmo, notícias falsas.

A internet não inventou a guerrilha, apenas ampliou o alcance. Quando estamos em período eleitoral, os eleitores são bombardeados por publicações feitas por grupos especializados, de todos os tipos, buscando influenciar a escolha para determinado candidato.

O que acontece quando um candidato sofre com o jogo sujo do adversário? Ele precisa entrar com uma ação na justiça para que ela peça ao Facebook, ao Google ou outra ferramenta, a remoção do conteúdo. Na teoria funciona. Mas, a verdade é que boa parte das ações contra agressores não são julgadas a tempo e, com isso, o processo eleitoral é prejudicado de maneira irreparável.

Além disso, muitas vezes, após todo o trâmite do processo, descobre-se que o Facebook não tem como identificar a autoria dos ataques, por tratar-se de publicações feitas por perfis falsos, com fotos roubadas de outros usuários e ferramentas que dificultam a localização dos autores.

Quem perde com isso? O candidato? Claro que sim, mas também perde o eleitor, que é o principal prejudicado pela manipulação do resultado eleitoral.

A emenda, vetada do presidente Michel Temer, colocaria equilíbrio no uso de redes sociais para finalidade política.

O texto dizia que, em caso de uma publicação com conteúdo ofensivo ou mentiroso, qualquer cidadão poderia reportar a ferramenta para que ela fazesse a identificação do autor. A identificação não seria pública, mas apenas garantiria que o conteúdo tem autoria real, não sendo fruto de perfil falso.

A publicação ficaria suspensa até a identificação do autor, que caso não ocorresse, continuaria suspensa. Uma vez a autoria da publicação realizada, o autor não deveria mais ter publicações suspensas.

Essa medida seria um tiro no coração da guerrilha virtual. Inviabilizaria o uso de robôs e de perfis falsos para esparramar boatos e notícias falsas em 2018.

A preocupação dos usuários com a censura não é justificada, pois o conteúdo só seria suspenso em caso de não confirmação de autoria, que poderia ocorrer por meio do envio de uma simples foto do documento para a plataforma que hospeda a publicação.

A própria Constituição Federal garante a liberdade de expressão, mas veda o anonimato. Diante da repercussão negativa gerada, pela compreensão equivocada da emenda, o próprio deputado pediu o veto ao presidente, o que nos jogou novamente no meio da guerra digital de robôs, páginas e perfis falsos.

Infelizmente, uma medida que nos afastaria de ter uma eleição mais equilibrada, com menos notícias falsas e manipulação, foi derrotada pelo senso comum.

Por Marcelo Vitorino :: Artigo publicado no Correio Braziliense.

Anatel esclarece atuação da Agência em relação às rádios comunitárias e orienta entidades

rádios comunitárias

Os problemas para instalação das rádios comunitárias no país e uma nova legislação para o setor foram temas de audiência pública realizada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) no Senado, nesta quinta-feira, 27/04. O chefe da Assessoria Técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcus Paolucci, disse durante a  audiência que a Agência já fez alterações em seus regulamentos beneficiando as rádios comunitárias. Mas, explicou Marcus Paolucci, os problemas relacionados às frequências precisam ser analisados individualmente pela Anatel.

O coordenador de Análise Técnica de Radiodifusão Educativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), Rodrigo Cruz Gebrim, disse durante o debate que existem de 4,7 mil rádios comunitárias outorgadas no país. O número de rádios FM é bem menor, destacou,  cerca de 3,5 mil. Segundo Gebrim, o Ministério quer reduzir para seis meses o prazo para autorizar o funcionamento das rádios comunitárias. Atualmente, o processo leva cerca de um ano.

O coordenador executivo da Associação Brasileira de Rádio Comunitária (Abraço), Geremias dos Santos, informou que as rádios comunitárias demandam novas frequências para evitar as zonas de sombra que impedem o acesso ao serviço para as populações residentes nestas áreas. Os representantes das rádios comunitárias reclamaram ainda do andamento dos processos na Anatel, que consideram lento.

Anatel

Reforma política: o que esperar do Congresso Nacional?

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Tema recorrente no debate político brasileiro, a reforma política voltou à pauta do Congresso Nacional. E a julgar pelos discursos das principais lideranças, com mais força do que esperamos de nossos parlamentares, acostumados a serem eleitos e reeleitos pelas regras atuais.

Um acordo entre Senado e Câmara definiu que cada Casa tratará de pontos específicos da reforma, com debates conjuntos. Dessa forma, aguarda votação pelos senadores a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 36/2016, que propõe o fim das coligações nas eleições proporcionais, a instituição da cláusula de barreira e a fidelidade partidária, entre outros pontos. De sua parte, a Câmara instalou recentemente uma Comissão Especial para discutir o sistema eleitoral que deve vigorar no país.

Houve, então, uma mudança de atitude entre os parlamentares? Para Wagner Iglecias, doutor em sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da USP, a resposta é negativa. “é difícil esperar que a classe política, e sobretudo um Congresso dominado por forças tão comprometidas com o modelo eleitoral vigente, vá promover mudanças no sentido de prejudicar os interesses dos atuais parlamentares e dos chefes partidários”, ele afirma em entrevista concedida ao Observatório via redes sociais.

Mesmo descrente, ele vê pontos positivos em medidas que reforcem o “enraizamento social dos partidos” e alerta para a necessidade de continuar a discussão sobre o financiamento eleitoral, buscando limitar doações de indivíduos ricos e a influência de meios de comunicação e igrejas.

Leia a íntegra da entrevista:

Observatório: A discussão da reforma política sempre foi um tabu no Congresso e muitos vêm com ceticismo a possibilidade de parlamentares realizarem mudanças que prejudiquem seus interesses. Acha que a conjuntura é diferente?

Wagner Iglecias: A conjuntura política muda o tempo todo, mas de fato é difícil esperar que a classe política, e sobretudo um Congresso dominado por forças tão comprometidas com o modelo eleitoral vigente, vá promover mudanças no sentido de prejudicar os interesses dos atuais parlamentares e dos chefes partidários. Outras demonstrações nesse sentido já foram dadas no passado recente, quando aprovou-se, ainda sob a presidência de Eduardo Cunha na Câmara, a tal minirreforma política e tudo o que foi votado representou um retrocesso ainda maior em relação ao sistema vigente, que já tem inúmeros problemas

Observatório: Não há ainda um consenso em torno do conteúdo da reforma em discussão, mas alguns pontos parecem avançar: cláusula de barreira e fim das coligações, ambos apontando para uma diminuição no número de partidos. São medidas que prejudicarão partidos pequenos, seja os de aluguel ou partidos ideológicos, como PSOL, Rede, Partido Novo. Corremos risco de travar demais o sistema, excluindo ideias e grupos minoritários do debate?

Wagner Iglecias: O Brasil é um país continental e a sociedade brasileira é de fato bastante complexa, com inúmeros atores sociais buscando pautar a agenda pública. Apesar disso não faz sentido nosso sistema político ter dezenas de partidos, a maioria dos quais desprovidos de ideologia conhecida e dos quais pouco se sabe que interesses representam. Qualquer medida que reforce o enraizamento social dos partidos parece positiva. Infelizmente a cláusula de barreira traz esse risco de, se por um lado se diminua bastante a atuação de legendas de aluguel, por outro se exclua do debate público e da vida parlamentar partidos ideológicos e programáticos. Talvez uma solução intermediária, como a possibilidade de criação de federações de partidos possa atenuar esse problema.

Observatório: Outro consenso aparente é sobre a manutenção da proibição do financiamento empresarial de campanhas, definida pelo STF, inclusive com apoio de partidos que foram contra, como PSDB e DEM. Como interpreta essa mudança, levando em conta as eleições municipais?

Wagner Iglecias: Não tenho certeza de que esta seja uma questão fechada. Nas últimas semanas houve sinalizações, partindo de pontos diversos, pela liberação do financiamento empresarial. Sobre as eleições municipais recentemente ocorridas, as primeiras já sob a nova legislação, o que se viu foi gente rica doando para as próprias campanhas e também para campanhas de correligionários. A campanha foi visivelmente mais pobre, do ponto de vista da busca do voto na rua, e um peso ainda maior do que já vinha ocorrendo para a formação de alianças partidárias visando maximizar o tempo de televisão na chamada propaganda eleitoral gratuita de rádio e TV.

Observatório: Ainda sobre financiamento, o PT levanta a questão de limitar as doações de indivíduos milionários, que acabaram desequilibrando as arrecadações. Como avalia a questão? Existe (e é interessante) como limitar a influência de personalidades midiáticas e/ou ligadas a igrejas?

Wagner Iglecias: Esse é um debate que várias democracias têm feito. Nos EUA, por exemplo, há fortes discussões sobre os limites para as doações empresariais e as doações feitas por indivíduos. O fato é que dinheiro privado em campanha eleitoral é e sempre será um fator de desequilíbrio, que atrapalha a competição entre os partidos e entre os candidatos e desvia a atenção do eleitor para a maior ou menor visibilidade de uma campanha em detrimento da discussão de ideias e de programas de governo.

Observatório: Outro debate é sobre o modelo de votação, também caminhando, aparentemente, para uma mudança do modelo atual, em lista aberta. Que caminho te parece mais interessante para unir representatividade com governabilidade?

Wagner Iglecias: O caminho da lista fechada. Os partidos precisam ter vida política interna mais intensa, e ninguém melhor do que eles para definirem a ordem dos candidatos a serem apresentados ao eleitorado. É urgente desfulanizar o voto no Brasil, mudando assim nossa cultura política, que ainda é pautada pelo voto em pessoas e não em programas partidários. Obviamente que podem ocorrer distorções nos processos internos aos partidos de escolha de candidatos e ordenamento da lista, mas cabe também ao eleitor começar a acompanhar melhor como esses processos ocorrem e quais os elementos que definem quais candidatos os partidos privilegiam ou não nos processos eleitorais.

Por Nicolau Soares, do Observatório

Senado Federal abre consulta pública sobre novas eleições

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Mais de 90% dizem querer novas eleições presidenciais em consulta pública do Senado Federal. Mais de 216 mil já votaram na enquete da PEC 20/2016 apoiam a proposta até a noite desta quinta-feira. A votação ainda está em aberto: confira neste link! Eu já votei.

Em meio a manifestações pedindo novas eleições, o Senado abriu uma consulta pública de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema. De autoria do senador Walter Pinheiro (sem partido/BA), a PEC 20/2016 propõe novas eleições presidenciais simultaneamente às disputas municipais de outubro.

Até a noite desta quinta-feira (9/9), 200 mil pessoas já haviam votado a favor e 16 mil contra a proposta. Para ser aprovada, uma PEC precisa de três quintos dos votos tanto na Câmara quanto no Senado, em dois turnos. Há essa altura, isso será meio que impossível, pois a matéria repousa nas gavetas da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado há cinco meses.

O relator escolhido foi o senador Acir Gurgacz (PDT/RO), que ainda sequer apresentou relatório sobre a proposição – a última “movimentação” da matéria foi justamente a distribuição do texto para a relatoria, em 28 de junho, por designação do presidente da CCJ, José Maranhão (PMDB/PB).

Ambos os senadores votaram a favor da destituição de Dilma, mas apenas Acir aliviou a punição a Dilma ao votar contra a perda dos direitos políticos da petista, garantindo-lhe a participação em eleições e o exercício de função pública em cargo comissionado ou efetivo, por exemplo.

Assista os vídeos da sessão em que presidente Dilma Rousseff fala no Senado Federal

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Presidente afastada Dilma Rousseff apresenta sua defesa na manhã do dia 29/8 diante do Senado Federal e a votação dos senadores sobre afastamento definitivo da mandatária deverá ocorrer nesta quarta-feira (31/08). Abaixo, à fala da presidente Dilma Rousseff e à sessão do Senado presidida por Ricardo Lewandowski.