Um massacre está acontecendo na Síria!

Um massacre está acontecendo na Síria!

Não temos palavras para descrever o que tem acontecido em Ghouta Oriental, na Síria. Homens, mulheres e crianças estão sendo bombardeados e não têm para onde fugir ou se esconder. É um massacre!

O governo sírio, apoiado pela Rússia, está matando sua própria população! Precisamos urgentemente pressionar a Rússia e a Síria para que parem imediatamente os bombardeios e que permitam a entrada da ajuda humanitária.

As Nações Unidas estimam que mais de 400 mil civis estejam em Ghouta Oriental neste momento. Essa pessoas estão encurraladas, cercadas pelo governo sírio desde 2013. A ajuda humanitária não entra e elas não podem sair. Falta comida, água potável, eletricidade e gasolina.

É urgente parar os ataques, permitir a entrada da ajuda humanitária e deixar os civis saírem.

Há cerca de um ano a pressão internacional funcionou em Alepo e os civis puderam ser transferidos. O mesmo precisa acontecer agora. Para isso, precisamos de muitas assinaturas! Precisamos da sua assinatura.

Assine a ação em nosso site e encaminhe esse e-mail aos seus amigos e familiares. Agora é a sua vez de atuar!

A pressão funcionou em Aleppo e com sua assinatura poderemos fazer o mesmo em Ghouta Oriental.Sua participação faz toda a diferença.

Anistia Internacional Brasil

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Imagine ser acordado com um ataque de gás químico

Imagine ser acordado com um ataque de gás químico

Anistia Internacional, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツAmigos, isso foi o que aconteceu com centenas de pessoas no dia 4 de abril, na província de Idleb, norte da Síria. Mais de 70 crianças e adultos morreram e centenas de pessoas ficaram feridas ao enfrentarem, logo pela manhã, um despertador que ninguém gostaria de ouvir.

A Anistia Internacional entrevistou uma enfermeira que trabalhava no hospital Al Rahma na manhã do ataque.

Por volta das 6:35 da manhã, as primeiras vítimas foram trazidas – e então o fluxo continuou até às 9h. Havia um grande número de pessoas sendo trazidos, e havia apenas quatro de nós médicos no hospital naquele momento, e um de nós também foi infectado. As vítimas tinham vômito no nariz e na boca, de uma cor amarelo escuro, às vezes se tornando marrom, e também paralisia nas funções respiratórias – as crianças estavam morrendo mais rápido do que os adultos por causa disso. Nós tentamos injeções… mas simplesmente não funcionou. As vítimas eram incapazes de engolir, estavam inconscientes, completamente sem resposta

Exija justiça para as vítimas do conflito na Síria!

O uso de armas químicas é estritamente proibido pelo Direito Internacional Humanitário e constitui um crime de guerra. Este foi o ataque químico mais mortífero na Síria desde 2013, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução para eliminar o uso de armas químicas na Síria.

Pressione os líderes mundiais a acabarem com o conflito na Siria. Todos os crimes devem ser investigados e seus autores responsabilizados.

Anistia Internacional Brasil

Pressione por justiça para os crimes de guerra cometidos na Síria

Os crimes de guerra cometidos na Síria

No dia 15 de março, o conflito da Síria completou seis anos. E os números mostram porque este tem sido um dos piores conflitos dos últimos tempos.

  • O número de mortos já passou de 400.00, ou seja, um a cada 100 sírios morreu desde o início da crise.
  • Mais de 20% da população síria vive como refugiada fora do país.
  • Metade da população que ainda está na Síria precisa de ajuda humanitária.   

Os crimes contra a humanidade e os crimes de guerra cometidos por todos os participantes do conflito na Síria vêm sendo amplamente documentados desde o início da crise pela Anistia Internacional e outras organizações de direitos humanos, além de agências da ONU.

Entre esses crimes estão execuções extrajudiciais, tortura e tratamento cruel, além de ataques deliberados a civis, residências, instalações médicas e infraestrutura civil, além de ataques indiscriminados e desproporcionais, desaparecimentos forçados, extermínio e tomada de reféns. Pressione a ONU por justiça para os crimes cometidos na Síria.

No dia 21 de dezembro de 2016, a comunidade internacional aprovou a criação de um novo mecanismo da ONU para a investigação dos crimes de guerra e contra a humanidade cometidos nopaís nestes 6 anos de conflito. Exija que as Nações Unidas garantam rapidamente uma investigação imparcial e independente na Síria.

Anistia Internacional

Precisamos falar sobre as crianças refugiadas da Síria

Crianças refugiadas da Síria

Algumas atitudes tocam nosso coração e nos deixam orgulhosos. Ficamos muito felizes ao ver que a fundadora da Kickante, Candice Pascoal, criou uma campanha para apoiar crianças refugiadas da Síria que chegam à Europa após viverem um horror imenso.

E, apesar da nossa felicidade pela atitude, ficamos extremamente entristecidos em saber que crianças inocentes tenham que assistir a seus familiares morrendo em busca de uma vida menos sofrida, dentre outras situações que não conseguimos nem imaginar. Confiram a campanha para saber mais a respeito.

Se cada um de nós fizer uma ação de solidariedade, se importar com quem está ao lado (mesmo quando o lado se traduz em quilômetros de distância), as coisas podem ser diferentes. Por isso, hoje, peço sua atenção a essas crianças que estão confinadas em campos de refugiados, precisando de carinho, de atenção, de diversão… precisando da oportunidade de serem crianças!

Com uma contribuição a partir de dez reais você já pode fazer uma grande diferença na vida dessas crianças. Temos certeza que a história delas vai tocar a sua vida, e que sua ação pode mudar totalmente a vida delas. Vamos juntos fazer essa troca?

Visite agora a página da campanha e mostre seu apoio, seja contribuindo, seja compartilhando e levando essa história a cada vez mais pessoas. Que a voz dessas crianças não seja silenciada!

Contribua agora

Alô, Dilma? Aqui é o Obama…

Alô, Dilma... aqui é o Obama

A ONU confirmou o uso de gás sarin num ataque a um subúrbio de Damasco no dia 21 de agosto. O documento não define os responsáveis pelo ataque, embora o secretário-geral, Ban-Ki-moon, ensaie uma espécie de domínio do fato contra o regime de Damasco. O recurso, como se vê, é multiuso. O brasileiro Paulo Sergio Pinheiro, comissário da ONU que investiga crimes contra os direitos humanos na Síria há mais de dois anos, tem uma opinião diferente. Ele concedeu uma profilática entrevista à Folha nesta 2ª feira, retificando um ‘consenso’ para o qual se empenham colunistas do próprio jornal. “As análises estratégicas por parte de vários países, os quais não vou nomear, foram profundamente enganadas e enganosas (…) porque alguns interesses externos apostam na destruição do Estado sírio”, disse Pinheiro e disparou no alvo: ” Se houvesse um Datafolha na Síria hoje, mais de 50% estariam a favor dele (Assad)”. Quantas vezes você leu ou ouviu isso antes, sobre um conflito que se arrasta há dois anos? A manipulação do noticiário internacional é um socavão intocado do jornalismo conservador. Escuro e embolorado, ele desautoriza ilusões no fim da guerra fria. O muro caiu; mas as classes continuam de pé. E a mídia oligopolizada está onde sempre esteve: editorias de internacional fazem da guerra externa uma extensão do combate interno. LEIA MAIS AQUI!

*Obama falou com Dilma por 20 minutos nesta 2ª feira:  telefonema de Washington adiou para hoje a decisão sobre a viagem de outubro aos EUA, da qual Dilma já havia desistido, em resposta à espionagem da CIA no país (leia a reportagem de Najla Passos e o relato do clima nos bastidores do governo sobre esse tema)**A crise mundial acabou? O que teria mudado para que ela virasse passado? (leia nesta pág)** 93% apoiam os corredores de ônibus em SP (Ibope); 73% apoiam o ‘Mais Médicos'(CNT): governo aprendeu o caminho das pedras?

EUA, Israel e Europa querem o gás e o gasoduto da Síria

A única base militar da Rússia pelo mundo afora fica precisamente na Síria, aliás tradicional comprador de armas dos russos, com estes dispondo do porto de Tartus e acesso também ao de Latakia, cujo projeto russo para este ano é converter em base naval; Rússia, Estados Unidos, Inglaterra, França e também Israel têm fortes interesses no gás sírio e em um gasoduto, crítico para a Europa, que, para funcionar, depende da boa vontade síria.

Colossais jazidas de gás estão localizadas na plataforma marinha síria e estendendo-se até Israel, passando pelo Líbano. Uma vista ao mapa ajuda a entender o peso dos marcos geográficos nessa disputa de interesses que envolve grandes petroleiras e tira o sono de estrategistas russos.

Total, francesa, e a British Petroleum (BP), esta desde 1990, vêm se lançando sobre o gás das águas sírias em disputa com Líbano e Síria. Israel, por sua vez, conseguiu deter as operações da BP, sob protestos do governo Tony Blair, a partir da vitória eleitoral do Hamas em 2006 (que passaria a controlar uma parte do litoral de Gaza onde há gás). Neutralizada a ofensiva da BP, a pretexto de “governo terrorista” do Hamas, Israel se lançou com tudo sobre aquelas reservas bilionárias e estratégicas. A disputa agora, por grandes reservas de gás(virtualmente só superadas pelas da Rússia, Irã, Qatar) eclode novamente, tomando as cores da questão síria. Como lembra Armanian (2012):

Os imensos campos de petróleo e gás de todo o Oriente Médio mediterrâneo são uma tentação para os Estados Unidos e a União Europeia (UE). Depois do fracasso do Ocidente no projeto do gasoduto “Nabucco” – que diversificaria o fornecimento energético da UE com a importação de gás desde o mar Cáspio ao Mediterrâneo, evitando a Rússia – a UE considera mais viável o “Arab Gas Pipeline” (gasoduto árabe) com a participação da Síria, Jordânia e Líbano, que conectaria o gasoduto do norte da África à Turquia, ao Mediterrâneo. Daí o apoio do Kremlin ao seu aliado Assad e, por outro lado, o interesse de Ankara em derrocá-lo: converteria a Síria na primeira porta energética da Ásia para a Europa.

É por esse motivo que os EUA levantou o embargo de armas à Síria, para armar os mercenários do Qatar e Arábia Saudita, tentar derrubar Assad e colocar no lugar um marionete à serviço das corporações energéticas sionistas.

Criam pretextos para invadir países e roubar seus recursos. O plano começou a ser concretizado em 2001, logo após o auto-atentado judaico de 9/11 contra o World Trade Center e desde então vimos como cada nação rica em petróleo e gás no Oriente Médio foi invadida e pilhada, uma após a outra.

Invadiram a Líbia por causa de gás e petróleo, hoje tentam o mesmo com a Síria pelos mesmos motivos, amanhã será a Venezuela e depois poderá ser a vez do Brasil e Argentina.

Portanto, algo a população da América Latina precisa fazer. Se ficarmos de braços cruzados assistindo como as outras nações são invadidas e pilhadas, vamos acordar um dia com a IV Frota dos EUA e OTAN bem à frente de nossas costas preparados para invadir e roubar o petróleo(sob algum novo pretexto, o narcotráfico por exemplo), o gás e a água que pertence ao povo sulamericano.

Isto já deveria ser tratado como questão de segurança nacional por parte de todos os países da América do Sul. Algum governo demonstra alguma preocupação? Não. Por que será?

Fim da linha para o mercador da morte na Síria

Conflito na Síria

Mais 27 corpos de crianças foram encontrados em uma massacre na Síria. Para acabar com esse horror, precisamos interromper o fluxo de armamentos enviados para aquela ditadura. Há uma maneira de fazer isso se tornar realidade, mas precisamos trabalhar juntos.

Funciona assim: A Índia e os Estados Unidos são os clientes principais do maior fornecedor de armas da Síria — a empresa estatal russa Rosoboronexport. Se conseguirmos que esses países ameacem suspender todos os seus acordos a menos que os russos parem de apoiar a máquina assassina da Síria, os revendedores de armas podem ser forçados a interromper as vendas para a ditadura síria. Tanto os EUA quanto a Índia querem acabar com a violência no país, mas apenas ações diplomáticas não têm sido suficientes. Essa é a intervenção mais eficiente que esses países podem fazer — vamos dar um apoio público gigantesco para que eles possam agir.

Os EUA já conseguiram persuadir essa empresa a interromper o suprimento de armas de pequeno porte para a Síria. Se conseguirmos aumentar a pressão sobre a Índia e fazer com que ambos os países se pronunciem agora, a Rosoboronexport pode ser forçada a cortar o suprimento de armas para a Síria por completo. Clique aqui para assinar essa petição urgente para acabar com o tráfico de mortes para a Síria e divulgue para todos — nosso clamor será entregue para ambos os países e para a Rosoboronexport em uma conferência sobre armamentos em Paris daqui a 3 diashttp://www.avaaz.org/po/us_and_india_stop_syrias_merchants_of_death/?vl.

As soluções políticas internacionais não estão conseguindo acabar com o derramamento de sangue na Síria — na semana passada, o mundo ficou perplexo com o massacre brutal em Al Houla, onde 49 crianças foram executadas. Porque? Assad é protegido por sua velha amiga, a Rússia, que bloqueou a ação da comunidade internacional, ao passo em que continua a lucrar com a venda de armamentos — Rosoboronexport é a maior revendedora de armas da Rússia e dá ao governo bilhões de dólares de receita por ano. O presidente sírio, Bashar al Assad, só continua no poder por conta de seu poderio militar e semeando o medo. Se conseguirmos convencer a Rússia de que não vale a pena apoiar a ditadura síria e acabar com a venda de armas para Assad, seu arsenal de morte entrará em declínio e o controle escapará de suas mãos.

A Índia e os EUA compõem mais de 50% das vendas da Rosoboronexport, e ambos os países querem uma ação forte da comunidade internacional sobre a Síria. Os EUA têm liderado esforços para acabar com a violência e um grupo de senadores está clamando ao Pentágono que cancele um enorme contrato de compra de helicópteros feito com a Rosoboronexport. A Índia já votou em prol de acabar com a violência na Síria no Conselho de Segurança da ONU. E, nesse momento, os especialistas dizem que, se existir uma chance do governo da Índia reconsiderar seu amparo à Rosoboronexport por causa da situação na Síria, as vendas ao regime ditatorial podem acabar e os russos podem voltar atrás no que diz respeito ao apoio que o país tem dado a Assad.

Rosoboronexport pode ser responsabilizada legalmente por crimes de guerra por enviar armas para a ditadura síria, mas devido aos grandes lucros e a um sentimento de impunidade eles continuam com o seu negócio sangrento como de costume. A pressão diplomática sobre a Rússia está crescendo nesse momento, mas é essa ameaça financeira que pode ser a carta na manga. Temos de agir agora e garantir que centenas de milhares de nós se pronunciem antes que a Rosoboronexport chegue em Paris na semana que vem. Clique para exigir que os EUA e a Índia acabem com os acordos mortais da Rússia agora e encaminhe para todoshttp://www.avaaz.org/po/us_and_india_stop_syrias_merchants_of_death/?vl.

Durante o ano passado, os membros da Avaaz apoiaram a primavera síria e o fim da violência — furamos o blecaute de mídia, expusemos as atrocidades escondidas e provemos uma corda salva-vidas para os sírios sob cerco. Hoje entregamos nossa petição à ONU para exigir mais monitores. Agora, vamos fazer tudo o que pudermos para interromper o fluxo de armas na raiz do problema que está matando o povo sírio.

Com esperança e determinação, Alice, Joseph, Denis, Luca, Ricken, Wissam, Dalia e toda a equipe da Avaaz.

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Não suporto ver mais outra criança assassinada na Síria

Não suporto ver mais outra criança assassinada na Síria

As imagens de Al Houla, na Síria, feitas na sexta-feira são brutais demais para se olhar. Eu tenho uma filha de 5 anos e sei que somente a sorte de ter nascido em outro lugar a separa deste horror. Mas o meu choque me levou a escrever isso, pois eu acredito que todos nós podemos fazer algo juntos para acabar com essas atrocidades.

Dezenas de crianças jazem cobertas de sangue, seus rostos mostram o medo que elas tiveram antes de morrer, e seus corpos inocentes sem vida revelam um massacre indescritível. Essas crianças foram abatidas por homens que estavam sob ordens estritas de espalhar o terror. E, mesmo assim, tudo o que os diplomatas conseguiram fazer até agora foi enviar alguns monitores da ONU para ‘observar’ a violência. Agora, os governos em todo o mundo estão expulsando os embaixadores sírios, mas a menos que demandemos uma forte ação no local, eles irão se satisfazer com essas medidas diplomáticas ineficientes.

A ONU está discutindo o que fazer nesse exato momento. Se houvesse uma ampla presença internacional em toda a Síria, com um mandado para proteger os civis, poderíamos prevenir os piores massacres ao mesmo tempo em que os nossos líderes se engajariam em esforços políticos para resolver o conflito. Não suporto ver mais imagens como aquela sem ter vontade de gritar para toda a cidade ouvir. Mas para impedir a violência, vai ser preciso que todos nós, em uma única voz, exijamos proteção para essas crianças e suas famílias. Clique para exigir a ação imediata da ONU e envie essa mensagem para todoshttp://www.avaaz.org/po/syria_will_the_world_look_away_c/?vl.

A morte de uma criança é trágica em qualquer circunstância. A ONU diz que 108 pessoas foram mortas neste ataque violento, 49 eram crianças com menos de 10 anos de idade, e a mais jovem era uma garota de 2 anos. 90% da população de Al Houla fugiu de suas casas. Enquanto eu colocava minha filha para dormir ontem à noite, eu tentei imaginar o que as mães, os pais, e os avós dessas crianças sentiram. A simples dor e desespero são inimagináveis, mas também há uma profunda ira e aversão a aqueles que fizeram isso. Até que todos nós ajudemos a parar esses ataques sendo feitos ao povo da Síria, o ciclo de violência não acabará.

Não vamos esquecer — esse banho de sangue começou há mais de 1 ano com milhares de pessoas protestando pacificamente nas ruas — pedindo, como seus irmãos e irmãs em toda a região, por liberdade e democracia. Mas o regime ditatorial respondeu com brutalidade e violência — assassinato, tortura, sequestros e cercos à cidades inteiras. A comunidade internacional não interveio, deixando suas preocupações geopolíticas obstruírem nossa responsabilidade de proteger. Então, sob desespero para proteger suas famílias e contra-atacar a repressão, alguns empunharam armas. Agora isso tudo se tornou um conflito armado — e se o mundo continuar a não fazer nada, o caso sírio vai virar uma guerra aberta sectária que pode durar gerações e gerar o tipo de ataques terroristas que ainda temos que imaginar em nossos piores pesadelos.

Quando dezenas de crianças são assassinadas a sangue frio pelo exército e suas milícias, é chegada a hora para uma ação séria.Assad, seus capangas e seu exército assassino devem ser responsabilizados e o povo da Síria protegido. Nada que a comunidade internacional fez até agora conseguiu remover Assad do controle sobre o poder. Os poucos monitores da ONU que foram ao local não tinham poder para impedir as mortes de Al Houla — eles somente serviram para contar os pequenos corpos. Mas se enviarmos centenas de monitores para cada uma das 14 regiões da Síria, os assassinos de Assad vão pensar duas vezes.

O mundo virou as costas para Srebrenica e Ruanda. Se todos nós respondermos a isso hoje, podemos garantir que a morte trágica dessas crianças seja o limite para que todos nós digamos “BASTA!”. Mas se virarmos nossas costas, o mesmo farão nossos líderes. Vamos juntar vozes de todos os cantos do planeta e fazer com que seja impossível que nossos líderes ignorem nosso pedido. Em respeito a essas queridas crianças e suas famílias, clique para se juntar ao chamado global para exigir uma presença maciça da ONU na Síria agora! http://www.avaaz.org/po/syria_will_the_world_look_away_c/?vl.

A comunidade da Avaaz já apoia o povo sírio há 15 meses, denunciando o regime ditatorial sírio, pedindo sanções, apoiando comunidades espalhadas pelo país com ajuda humanitária, e dando equipamentos para jornalistas cidadãos poderem trazer para o restante do mundo informações sobre a violência. Hoje, vamos fazer do massacre de Al Houla o momento para mudança e insistir que nossos governos parem de concordar balançando suas cabeças e virando suas costas.

Com grande tristeza e determinação, Alice e toda a equipe da Avaaz.

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O presente do povo sírio para nós

O presente do povo sírio para nós

Nesta manhã, 4 jornalistas ocidentais estão seguros em suas casas com suas famílias, mas os ecos do horror e heroísmo de Baba Amr ainda ressoam em seus ouvidos. Mais de 50 ativistas sírios, apoiados pela Avaaz, ofereceram-se para resgatar os jornalistas e dezenas de civis feridos da zona de risco do exército sírio. Muitos desses ativistas incríveis não sobreviveram à esta semana.

Abu Hanin é um desses heróis. Ele tem 26 anos, é um poeta, e quando sua comunidade precisou, Hanin assumiu a liderança para organizar os jornalistas-cidadãos que a Avaaz apoiou para ajudar as vozes dos sírios chegarem ao resto do mundo. O último contato com Abu Hanin foi na quinta-feira, quando as tropas do regime se aproximaram de sua localização. Ele leu seu último desejo e testamento para a equipe da Avaaz em Beirute, e nos contou onde enterrou os corpos dos dois jornalistas ocidentais mortos no bombardeio. Desde então, o bairro de Baba Amr onde ele vivia se tornou um buraco negro, e nós ainda não sabemos o seu destino.

É fácil se desesperar ao ver a Síria hoje, mas para honrar os mortos, temos que levar adiante a esperança de quem morreu com ela. Enquanto Baba Amr mergulhava em escuridão e o massacre se espalhava, os sírios tomaram às ruas — mais uma vez — por todo o país, em um protesto pacífico que mostrou uma coragem surpreendente.

Sua coragem é uma lição, o presente do povo sírio para o resto de nós. Porque no seu espírito, em sua coragem para enfrentar a pior escuridão que o nosso mundo tem para oferecer, um novo mundo está nascendo.

E, nesse novo mundo, o povo sírio não está sozinho. Milhões de nós de todas as nações os apoiaram diversas vezes desde o início de sua luta. Aproximadamente 75.000 de nós já doaram quase US$ 3 milhões para financiar movimentos populares e entregar equipamentos de comunicação de alta tecnologia para ajudá-los a contar suas histórias, bem como permitir que a equipe da Avaaz ajudasse a infiltrar mais de US$ 2 milhões em suprimentos médicos. Nós organizamos milhões de ações online para pressionar por um ato do Conselho de Segurança e da Liga Árabe e sanções de muitos países, e entregamos essas campanhas online em dezenas de demonstrações, campanhas na mídia e reuniões de alto nível com os líderes mundiais. Juntos, ajudamos a ganhar muitas dessas batalhas, inclusive ações sem precedentes da Liga Árabe, e sanções de petróleo impostas pela Europa.

Nossa equipe em Beirute também forneceu um precioso ponto central de comunicação para corajosos e habilidosos ativistas coordenarem as operações de infiltração complexas e o resgate dos feridos e de jornalistas. A Avaaz não chefiou essas atividades, mas facilitou, apoiou e aconselhou. Nós também estabelecemos esconderijos para os ativistas, e apoiamos a divulgação e envolvimento diplomático do Conselho Nacional da Síria – o corpo representativo do incipiente movimento de oposição política.Muitos dos meios de comunicação mais importantes do mundo cobriram o trabalho da Avaaz de ajuda ao povo sírio, incluindo matérias na BBCCNNEl PaisTIMEThe GuardianDer SpiegelAFPG1, e muitos mais, citando o nosso “papel central” no movimento de protesto pacífico sírio.

Hoje, mais uma dúzia de pesadelos como os que visitam a cidade de Homs estão se desdobrando na Síria. A situação vai piorar antes de ficar melhor. Será sangrento e complicado, e na medida em que alguns manifestantes pegarem em armas para se defenderem, a linha entre o certo e o errado vai ficar ainda mais tênue. Mas o regime brutal do presidente Assad cairá e haverá paz, eleições, e prestação de contas. O povo sírio simplesmente não vai parar até que isso aconteça – e pode acontecer mais cedo do que todos nós pensamos.

No início, cada especialista nos dizia que uma revolta na Síria era impensável. Mas, de qualquer maneira, enviamos enormes quantidades de equipamentos de comunicação por satélite. Porque a nossa comunidade sabe algo que os especialistas e os cínicos não sabem — que o poder do povo e um novo espírito de cidadania estão varrendo nosso mundo hoje, que o povo é destemido e imparável, e este espírito vai levar esperança para os lugares mais sombrios. Marie Colvin, uma jornalista americana que cobria a violência em Homs, disse à Avaaz antes de morrer: “Eu não vou deixar essas pessoas”. E nem nós.

Com admiração e esperança pelo povo sírio e os cidadãos corajosos em todos os lugares, Ricken, Wissam, Stephanie, Alice, David, Antonia, Will, Sam, Emma, Wen-Hua, Veronique e toda a equipe Avaaz.

P.S. Se você quiser fazer mais, clique aqui para ajudar a manter viva a nossa esperança para a Síria: https://secure.avaaz.org/po/smuggle_hope_into_syria_po_rb_2//?vl.

Música latinoamericana de protesto

 

E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?

Almeida Garrett, escritor – 1810/1877