Estarão os empregos ameaçados pela tecnologia?

Novas tecnologias: destruidor ou criador de empregos? Os avanços em tecnologia estão tendo um grande impacto em uma ampla gama de indústrias, provocando um intenso debate sobre o futuro do trabalho.

Os trabalhadores, em muitos países, estão cada vez mais conscientes do que muitos consideram uma ameaça para a existência de muitos empregos. Veículos autônomos seguros e eficientes, por exemplo, podem tornar os motoristas de camiões obsoletos em pouco tempo. Isso significa que milhões de camionistas podem ter de enfrentar o desemprego súbito. Ao mesmo tempo, muitas pessoas, em todo o mundo, estão a encontrar novas oportunidades de emprego – muitas vezes melhores oportunidades – graças à contínua inovação em todas as indústrias. O mundo do trabalho está mudar, do Vale do Nilo ao Silicon Valley. Vamos olhar alguns exemplos. Assista ao vídeo!

www.euronews.com

Skynet T800

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Barcelona substitui Microsoft por software livre

Software Livre

O plano de Barcelona para a migração está definido, com a meta a fixar-se em 2019. A estratégia de software livre não se irá resumir às aplicações que o município consome, incluindo ainda os projetos de desenvolvimento de ferramentas próprias.

O processo será gradual, com o primeiro passo a passar pelo abandono do Exchange e do Outlook e a adoção do Open-Xchange, uma alternativa de software de código aberto. Os planos prevêem posteriormente a substituição do browser Internet Explorer pelo Firefox e a instalação do OpenOffice em substituição do Office. O passo final será dado em 2019: prescindir do Windows para introduzir um sistema operativo Linux como o Ubuntu, que já está a ser utilizado atualmente em 1000 computadores da autarquia.

“Os fundos que vêm dos cidadãos têm de ser investidos em sistemas que possam ser reutilizados e abrir um ecossistema local”, defendeu a Comissária para a Inovação Digital do Município de Barcelona, Francesca Bria, em dezembro passado.

Em declarações ao (link is external)El País(link is external), Bria referiu que o município de Barcelona será o primeiro a aderir à campanha europeia Public Money, Public Code(link is external).

O objetivo da autarquia é evitar despesas em serviços que têm avultados custos de licenças e não depender de fornecedores concretos mediante a celebração de contratos que, em alguns casos, têm a duração de décadas.

Ubuntu

A Comissária para a Inovação Digital, que, antes de trabalhar na equipa de Ada Colau, passou pela agência de inovação tecnológica do governo inglês, a NESTA, explicou que a estratégia de software livre não se resume às aplicações que o município consome, incluindo ainda os projetos de desenvolvimento de ferramentas próprias, seja a nível interno como externo. No total, antes do final de mandato, na primavera de 2019, a autarquia compromete-se a investir 70% do orçamento de informática em software livre.

Para reforçar o desenvolvimento interno de tecnologia, a Câmara de Barcelona contratará mais 65 informáticos. No que respeita à externalização, o município definiu “padrões éticos”para priorizar a contratação de “empresas locais que trabalham com software livre e metodologias ágeis”.

Francesca Bria garantiu que prescindir do software de grandes empresas não se traduzirá numa quebra de segurança dos sistemas municipais. Visando proteger a privacidade, Barcelona está a trabalhar com a capital holandesa para criar uma pasta privada para cada cidadão. Nela serão alojados os dados que a autarquia tem da pessoa. O objetivo é, segundo Bria, assegurar a “soberania tecnológica”.

A Comissária para a Inovação Digital anunciou para este mês a nomeação de um comissário de Proteção de Dados, sinalizando que Barcelona “será a primeira cidade do sul do Mediterrâneo a ter esta figura”.

Dossiê Software Livre

Fonte: www.esquerda.net

Open Source

A Internet é um grande software livre

Internet é um grande software livre

Nesta entrevista à revista A Rede, o brasileiro Marcelo D’Elia Branco, assessor de estratégia para o desenvolvimento de software livre, na secretaria da Sociedade da Informação do governo da Catalunha, defende que a revolução tecnológica atual está a produzir novas formas de relacionamento social e econômico, a partir da internet e da produção em rede. Ele lembra que a internet é um grande software livre. “Os protocolos que fazem a internet funcionar são de domínio público; ninguém paga licenças, ninguém paga royalties, nada é patenteado. A internet é um grande êxito do software livre e os seus criadores são os mesmos criadores do software livre”.

Oportunidades da revolução digital

A revolução digital traz uma nova oportunidade para os países em desenvolvimento, que ficaram em posição subalterna na sociedade industrial. Como essa nova sociedade não nasceu do grande capital, mas dos grupos sociais anti-establishment, as bases da comunicação em rede foram estabelecidas sobre protocolos de domínio público e conhecimento compartilhado. É bem verdade que, nos anos 90, a revolução digital foi impulsionada pelo grande capital – e o resultado dos investimentos especulativos foi o estouro da bolha na viragem do século. Mas as bases da revolução digital ainda não se alteraram e, neste momento, há uma disputa de poder em torno de modelos, entre os grupos e movimentos sociais que investem colaborativamente no desenvolvimento da comunicação em rede e o grande capital. Ou seja, a nova sociedade não será necessariamente mais democrática ou mais justa. Tudo vai depender dos resultados dessa disputa.

Essa é, em síntese, a visão de Marcelo D’Elia Branco, um gaúcho [do Rio Grande do Sul, Brasil] que há dois anos trabalha como assessor de estratégia para o desenvolvimento de software livre, na secretaria da Sociedade da Informação do governo da Catalunha, na Espanha. Em Setembro, Marcelo, que construiu a sua carreira profissional na Embratel, então estatal, com passagens pelas empresas públicas de processamento de dados de seu estado, volta ao Brasil. Aceitou o convite para dirigir o Campus Party Brasil, que será realizado em São Paulo, em Fevereiro. É a primeira vez que o evento, uma festa de entretenimento eletrônico e comunicação em rede, será realizado fora da Espanha.

Marcelo D'Elia Branco

A Rede: Você tem dito que estamos a viver não só uma revolução tecnológica, mas um processo maior, pois envolve a mudança na relação entre as pessoas. Como é isso?
Na minha visão, estamos a viver uma etapa histórica da humanidade que não é só uma revolução tecnológica, caracterizada pela comunicação em rede. A partir das novas perspectivas criadas com essa revolução tecnológica, surge uma nova forma de relacionamento entre os seres humanos. Uma mudança tão profunda como foi a revolução industrial no séculos 18 e 19, da qual se originaram todas as organizações que conhecemos hoje, sejam elas empresas, organizações sociais, partidos políticos e o próprio Estado.
A revolução tecnológica atual, que está em desenvolvimento nos últimos 14, 15 anos, está a produzir novas formas de relacionamento social e econômico. As mudanças ocorrem a partir dos novos atributos proporcionados pela Internet, pela revolução digital. Então, sem sombra de dúvidas, a humanidade está a passar por uma grande transformação.
E, nesse período de transformação, é necessário que os países discutam como será a sua transição do modelo de revolução industrial para o modelo da sociedade em rede. Os países e as regiões que não transitarem bem, ou que demorarem ou se atrasarem nessa transição para a sociedade em rede, serão os países subalternos no século 21.
O que a gente observa é que está a haver um reposicionamento dos países e das regiões na esfera global, assim como ocorreu na revolução industrial. Países que eram líderes no período anterior, mas não acompanharam a transição ou demoraram a chegar ao processo da tecnologia industrial, ficaram para trás; enquanto países que fizeram rapidamente essa transição, como Inglaterra, Estados Unidos e países europeus, lideraram o processo da revolução industrial. A mesma coisa está a acontecer agora.

A Rede: Você acredita que essa nova revolução vai, necessariamente, produzir uma sociedade melhor?
Não é simplesmente o novo patamar tecnológico, ou o grau de digitalização da sociedade nessa nova forma de relacionamento que vai produzir uma sociedade melhor. A sociedade em rede tanto pode ser uma sociedade mais democrática, com mais liberdade e maior desenvolvimento econômico, com distribuição de rendimentos, como poderá ser uma sociedade mais autoritária, com maior concentração de renda e menos liberdade para o cidadão. Na revolução industrial, a corrida por avanços tecnológicos produziu diferentes tipos de sociedades: das fascistas, na Europa, à de inspiração de esquerda mais autoritária, no Leste Europeu, passando pela sociedade liberal individualista, como é o caso dos Estados Unidos, e pela sociedade do bem-estar na Europa. Todos esses modelos sociais, apesar de bastante distintos, tinham o objectivo de serem os mais avançados nas tecnologias geradas a partir da revolução industrial.
Agora, também começam a ser desenhados modelos diferentes pelos que, hoje, lideram a sociedade da comunicação em rede. A Finlândia, que reproduz o modelo europeu do bem-estar social; Singapura, onde praticamente toda a população e toda a economia estão conectadas em rede, vive uma ditadura; e os Estados Unidos continuam uma sociedade individualista, liberal e com traços autoritários na legislação. É importante salientar que a legislação norte-americana é um dos piores exemplos para a construção de uma sociedade democrática, nesse novo paradigma tecnológico.

A Rede: Quais são as oportunidades que essa revolução, baseada na comunicação em rede, traz para os países em desenvolvimento?
A Finlândia, exemplo que citei, não foi líder no processo da revolução industrial; no entanto, hoje, é um país que regista elevadas taxas de crescimento e de produtividade, porque conseguiu transitar para um modelo social em rede. Acho que essa pode ser uma grande oportunidade para o Brasil, desde que existam políticas públicas associadas às já realizadas pela sociedade civil, que possam ser potencializadas através de ações governamentais, e com participação da iniciativa privada.
O Brasil, que perdeu a corrida da revolução industrial, pode ter um papel protagonista nesse novo cenário da revolução digital, onde novas disputas se estabelecem. E pode ser um dos líderes nessa transição, porque, por traço cultural e de comportamento, o brasileiro tem grande facilidade em transitar pela Internet e de se apropriar dos benefícios da comunicação em rede. Apesar de termos ainda um grau baixo de inclusão digital, somos 50 milhões de brasileiros conectados à Internet, muito mais que uma Espanha inteira, e com uma grande familiaridade com a rede. Somos 70% do Orkut e quase a metade do Second Life; temos uma das maiores comunidades de software livre do mundo e as melhores comunidades de desenvolvedores de criação digital.
Os brasileiros têm mostrado que esse novo cenário tem a ver com a sua cultura, com as suas características de fácil relacionamento. Não é apressado dizer que a parcela dos brasileiros conectada à Internet já está a viver a sociedade em rede. Enquanto isso, muitas empresas privadas, principalmente as pequenas e médias, ainda estão fora, da mesma forma que os governos. O sector público tem dificuldade de entrar nesse novo cenário e mudar as suas formas de relacionamento com a população. O mesmo se observa nos partidos políticos.
Como, na Sociedade da Informação, o principal capital é o conhecimento, a colaboração em rede transforma-se num elemento-chave para alavancar o desenvolvimento econômico. A colaboração é um atributo dessa nova sociedade, e, através da colaboração entre pequenos conhecimentos, pode construir-se um conhecimento muito grande. O Brasil, que tem um grande contingente de pequenos desenvolvedores de tecnologia e muitas pequenas empresas de software independentes, tem tudo para, reunindo esse potencial em rede, ser um país que absorva esse conhecimento e possa ser um gerador de novos conhecimentos, até para o mercado internacional.
Para o Brasil caminhar nessa direção, o que falta, entre outras medidas, é que as políticas de inclusão digital sejam consistentes com as nossas políticas industriais. Hoje, não conseguimos fazer isso, infelizmente. O Brasil, por exemplo, defende, na Organização Mundial de Propriedade Intelectual a flexibilização da propriedade intelectual. Noutros fóruns, ao lado da Argentina, lidera a chamada agenda de desenvolvimento. Nas cúpulas da Sociedade da Informação, tanto de Genebra como de Túnis, o Brasil foi o grande defensor do software livre e da cultura livre. Temos programas de inclusão digital bastante interessantes em todo o território nacional, mas a nossa política industrial é totalmente desconectada dessas bandeiras. Não conseguimos nem derrubar as barreiras para que as pequenas e médias empresas, que desenvolvem em software livre, possam ser contratadas como fornecedoras do governo, porque o sistema de contratação beneficia o modelo do software proprietário. O modelo de exportação de software, com que o país trabalha, é uma ideia antiga que não teve êxito, porque é um modelo já ultrapassado. Ele não utiliza as vantagens dos novos atributos da Internet, da revolução digital.
Mesmo assim, acredito que o Brasil tem grandes possibilidades de dar um salto de desenvolvimento econômico e social nesse novo modelo de sociedade em rede. Basta reorientar a política industrial e de desenvolvimento tecnológico em direção ao novo paradigma da sociedade digital. Isso vai permitir dinamizar todo o conjunto do sector industrial de serviços.

A Rede: Como aproveitar as vantagens da comunicação em rede para alavancar o desenvolvimento do país, a democratização do acesso à informação e apropriação do conhecimento de uma forma mais homogênea na sociedade?
As escolhas a ser feitas pelo governo brasileiro, pela sociedade civil e pelo sector privado é que vão determinar o grau de democracia que o nosso país vai viver nesse novo cenário. Depende de como se vai tratar a questão do software, da propriedade intelectual, se será estimulado o conhecimento colaborativo e a cultura livre, ou não. Quanto mais o país ousar nesse novo cenário, em direção ao conhecimento compartilhado, às novas relações entre o produtor de uma obra intelectual ou de um produto tecnológico, seja ela um filme, uma música ou um software, e o consumidor, mais democrático ele será.
Hoje, o que encarece o produto para o consumidor é a cadeia de intermediação; é ela que tem parte relevante dos benefícios das leis de propriedade intelectual, proteção e ampliação de direitos autorais, etc. A possibilidade de construirmos, no Brasil, uma referência não só no plano de desenvolvimento da sociedade em rede, mas também no plano dos direitos do indivíduo de acesso ao conhecimento – e esse deve ser o eixo das legislações sobre Internet -, vai ser determinante para que o Brasil seja um país democrático no século 21. No período anterior, essa indústria intermediária até tinha um sentido, porque transformava matéria-prima em produto, seja na produção de CD ou do disco de vinil, de películas de filmes, de livros de papel. Na sociedade da comunicação em rede, a distribuição é feita pela tecnologia, pela Internet. Por isso, não faz sentido manter o mesmo modelo econômico, de pagar o mesmo preço por uma música, por exemplo, ou de os produtores intelectuais continuarem a ter de vender a propriedade de seu conhecimento para o intermediário.
Creio que as possibilidades, nesse novo cenário, estão abertas e são melhores para o nosso país. Tudo vai depender das escolhas feitas pelo Parlamento brasileiro, pela sociedade civil e pelo Executivo. Eu acho que o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo, sobre crimes na Internet, é um mau começo para o país. No lugar de o Congresso estar a legislar sobre os direitos dos cidadãos frente à tecnologia, sob a óptica dos direitos humanos, vamos partir do princípio de que a Internet é um lugar de criminosos. Não temos que ter uma lei especial para crimes na Internet, como não tivemos uma lei especial para crimes por telefone, etc. Crime é crime e, como tal, deve ser investigado e punido. Não há nada na legislação brasileira que impeça que pedofilia na Internet seja reprimida, que os crimes econômicos praticados através da Internet sejam reprimidos, que os abusos de qualquer ordem sejam enquadrados como crime. Essa ideia de o Brasil ter uma legislação que criminaliza práticas na Internet, antes da definição dos direitos, parece-me um retrocesso muito grande.

A Rede: Você aponta o software livre como um dos motores dessa sociedade em rede. Por que? Qual é o papel que ele exerce?
O sistema operacional GNU/Linux é o projeto mais conhecido do mundo do software livre, mas não podemos esquecer que a Internet é um grande software livre. Os protocolos que fazem a internet funcionar são de domínio público; ninguém paga licenças, ninguém paga royalties, nada é patenteado. Essa ideia de que o software livre é uma coisa e a Internet é outra, como querem os grandes capitalistas conservadores, não procede. A Internet é um grande êxito do software livre e os seus criadores são os mesmos criadores do software livre. Por isso, não existe nenhuma área do conhecimento humano que tenha tido maior êxito na Internet que a do software livre.
Isso não ocorre por uma razão alheia à história dos desenvolvedores das tecnologias do mundo. Sempre quem cria a tecnologia é capaz de, num primeiro momento, usar melhor os seus potenciais e atributos. Essa é a razão de a comunidade de software livre ser o grande êxito da Internet. O trabalho colaborativo desenvolvido por ela e as licenças comuns começam a expandir-se para outras áreas do conhecimento: temos, na produção cultural, as licenças Creative Commons; na economia, os clusters de produção sistemas locais. Não há como pensar na sociedade do futuro sem que esta lógica esteja presente.

A Rede: Dentro desse contexto, o que pode representar a realização do Campus Party no Brasil, no próximo ano?
O Brasil foi escolhido exatamente por ser uns dos países importantes no contexto da comunicação em rede. Apesar do atraso de alguns sectores, parte da sociedade brasileira, mesmo quem frequenta os pontos de acesso colectivos, movimenta-se muito bem na Internet, do ponto de vista de uso das redes sociais. Isso torna-nos um mercado potencial para as empresas de tecnologia, em função da dimensão do nosso país. Soma-se a isso o facto de eu estar a trabalhar na Espanha, de conhecer o Campus Party e de ter aceitado desenvolver essa atividade no Brasil, aproveitando os conhecimentos que adquiri na minha experiência profissional fora do país.
Acredito que o Campus Party no Brasil não será só a maior festa da Internet abaixo da linha do Equador. Será uma oportunidade para o Brasil conhecer o Brasil, aquele Brasil que faz sucesso no exterior, em áreas como software livre, astronomia, robótica, arte com computador, criação colectiva por computador. Muita gente, no Brasil, não sabe o que os grupos brasileiros estão a fazer nessas áreas. O Campus Party poderá, por isso, ser um momento de o país conhecer e reconhecer o seu potencial nesse novo cenário tecnológico. Também será um momento para empresas nacionais, em colaboração ou não com empresas estrangeiras, mostrarem o que estão a desenvolver e como se colocam nesse novo cenário. Além disso, vai permitir a troca de experiências e conhecimento entre brasileiros e espanhóis, ampliando os laços entre as duas culturas, por meio das sociedades em rede.

Dossier: 057: Software Livre

Por Lia Ribeiro Dias da revista A Rede em 10/8/2007

Fonte: www.esquerda.net

IPTU 2018 e a Portaria 511 do Ministério das Cidades

IPTU

Tecnologia disruptiva, e 100% nacional, permite reduzir a dor de cabeça de todas as prefeituras municipais.

Umas das principais e mais importantes fontes de receita de qualquer cidade, o IPTU acaba sendo tratado com descuido por muitos municípios, quer seja pela dificuldade técnica e complexidade de se contratar uma atualização do Cadastro Construtivo Urbano, quer seja pelos elevados custos envolvidos e, até mesmo, devido ao possível desgaste político da prefeitura ter que fiscalizar e visitar milhares de propriedades privadas.

A Portaria 511 do Ministério das Cidades recomenda que se faça essa atualização anualmente, mas em média os municípios ficam cerca de 10 anos sem uma atualização completa e efetiva. Se não bastassem as dificuldades para se contratar esse tipo de serviço com a Lei 8.666/93 e todos os desafios inerentes a uma licitação pública, as soluções técnicas encontradas no mercado são de qualidade questionável, gerando muitos erros de medição da área realmente construída em cada lote, demorando até 2 anos para execução, devido a uma cartografia primitiva e tudo isto, por um custo que varia entre R$30 e R$100 por imóvel fiscalizado. O resultado na arrecadação acaba valendo todo esse desgaste e investimento. No entanto, agora uma tecnologia disruptiva, e 100% nacional, permite reduzir a dor de cabeça de todas as prefeituras municipais.

A Smart Matrix desenvolveu um exclusivo software de Inteligência Artificial, que é capaz de gerar plantas imobiliárias automaticamente, com extrema precisão e velocidade, a partir de fotografias aéreas. Em apenas um mês de trabalho, a empresa garante que é capaz de atualizar toda a base técnica-cadastral de uma cidade inteira, resultando em uma cobrança justa e correta dos impostos imobiliários, com custos entre 50% e 90% menores do que aqueles já conhecidos.

O produto mais valioso deste software é o seu banco de dados, que contempla informações vitais para a atualização do IPTU e ITBI, bem como, para atualização posterior da Planta Genérica de Valores Imobiliários. Portanto, agora se pode gastar menos, arrecadar muito mais e tudo isso, de maneira justa e eficiente, sem desgaste político. As cidades que utilizam Inteligência Artificial se tornam mais eficientes, organizadas e inteligentes, porque proporcionam melhorias significativas para todos seus cidadãos.

Fonte

Colocando o Facebook no seu lugar

Facebook

Por Alexandre Gonçalves*

A partir de hoje não trabalho mais para Facebook. Ou seja, tudo o que quiser dizer ou compartilhar terá como fonte o Coluna Extra e não mais o próprio Facebook com a publicação de posts por lá.

A decisão não é só baseada na minha preferência pelo Twitter e na minha convicção de que rede social – o Facebook, em especial – é meio e não fim (é ponte para gerar acessos e comentários na página da qual o usuário é dono ou para a qual trabalha). É também porque as coisas andam um tanto quanto chatas demais por lá pelo conteúdo e pelas mudanças técnicas que colocam em evidência algumas postagens igualmente xaropes. É repetição atrás de repetição.

Sendo assim, tudo o que vocês, meus colegas de Facebook, costuma(va)m acompanhar lá nomeu perfil, poderão conferir aqui no blog. Espero que mereça o prestígio de vocês. Usarei o Facebook para mandar meus links para lá – via perfil e fanpagens do blog e do Rock SC-, usar o messenger e os grupos que são duas ferramentas de trabalho e compartilhar postas de outros sites e blogs, principalmente os que seguirem o mesmo modelo, de divulgação de links.

Continuarei no Twitter e no Instagram apostando em conteúdo rápido e rasteiro, incluindo minhas cornetagens em dias de jogo do Avaí.

* Artigo de Alexandre Gonçalves, postado no Coluna Extra em 9/02/2013 10:47:00 PM onde recebo,via e-mail, todas as suas atualizações

Governo reabre cadastro ao Programa Cidades Digitais

Queremos internet livre pra toda cidade sr prefeito!.

Iniciativa pretende modernizar o sistema de gestão municipal.

Foi aberta uma nova chamada para que municípios interessados em participar do Programa Cidades Digitais façam cadastro pelo site do Ministério das Comunicações. A reabertura das inscrições acontece graças à inclusão da iniciativa no PAC (Programa de Aceleração de Crescimento), o que garantiu um reforço de R$ 100 milhões.

O Cidades Digitais pretende modernizar a gestão municipal, oferecendo à população acesso a serviços do governo e incentivando o desenvolvimento local. O programa prevê ainda a construção de uma rede entre os órgãos públicos municipais e a instalação de aplicativos para gerir os setores financeiro, tributário, da saúde e educação.

De acordo com a Agência Brasil, os contratos com os primeiros 80 municípios foram assinados na última quinta-feira, 29. Se o cronograma do governo for seguido, até o fim do mês as empresas de tecnologia contratadas terminarão o processo de avaliação da infraestrutura das cidades para iniciar a montagem do projeto.

Cavalo de troia bancário se disfarça de instalador do Chrome

Vírus da internet

Recebi recententemente um e-mail muito interessante e relevante ao debate sobre a segurança na rede e seus malignos vírus da internet, de um amigo que é professor de informática, e segundo ele, em que descreveu seu depoimento, o estava eu na escola dando uma aula para seus os alunos no laboratório e foi onde que ele pediu para “eles” abrirem o Google e fazer uma pesquisa, algo rotineiro no contexto atual. De repente, percebeu que havia algo de errado, pois todos os computadores (30 computadores), estavam pedido na tela para fazer uma atualização do navegador Google Chrome, e não abria a página do Google, Terra, nem UOL. Logo depois por acaso, acabou percebendo e descobrindo que era um vírus, que se espalhou pela rede de toda a escola, apagando todos os computadores que estava com o IP Dinâmico.

Conclusão: Só o seu notebook teve que formata duas vezes, a sua sorte é que a maioria dos computadores tem instalado o sistema operacional Linux, então o vírus não consegui se instalado nestes computadores.

Informações, acesse o link e confira!

Em busca do remédio certo para cada paciente

Farmácia Básica distribui cerca de quatro mil atendimentos foram feitos pela Farmácia Básica em setembro

Um medicamento indicado para uma pessoa nem sempre pode ser eficaz para outra que sofra da mesma doença. O que tem efeito positivo em um paciente pode desencadear reações indesejáveis em outro. A farmacogenética (ou farmacogenômica) pode identificar fatores genéticos que expliquem a variabilidade individual na resposta aos medicamentos.

A maior parte da resposta aos medicamentos é poligênica. Para alguns medicamentos, porém, há uma situação monogênica – variação genética pode consistir em um único gene. “O que temos hoje é uma discussão em torno de pares: um gene, um medicamento,” explica Guilherme Suarez-Kurtz, chefe do Programa de Farmacologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Os genes CYP representam o grupo mais importante da farmacogenética. As enzimas da família CYP metabolizam cerca de 80% dos medicamentos de uso clínico. Com isso, variações nos genes CYP podem alterar as doses a serem usadas”, disse.

Terapias individualizadas

Outro exemplo é o gene VKORC, que afeta a resposta à varfarina (fármaco anticoagulante usado na prevenção de tromboses) e que apresenta variações genéticas frequentes.

“Um paciente, por apresentar essas características genéticas, tem um risco aumentado de sofrer efeitos colaterais. A genotipagem prévia vai mostrar que a variabilidade genética desse paciente pode aumentar o risco de efeitos tóxicos. É uma mudança de paradigma, uma nova e mais precisa variável”, disse Suarez-Kurtz.

A genotipagem prévia pode, assim, possibilitar a aplicação de terapias individualizadas. “A forma de se usar essas informações no acompanhamento do paciente se dá sugerindo uma alteração de medicamento ou uma alteração de dose, ou dizer simplesmente que este paciente não pode fazer o tratamento, porque ele vai ter efeitos colaterais e irá interromper a terapia”, explicou.

Segundo o pesquisador, o abacavir, um dos antirretrovirais usados no tratamento da AIDS, apresenta problemas de reações de hipersensibilidade associadas ao fator genético. “É um remédio de primeira linha no tratamento da AIDS, mas não é o único. Quando se diagnostica um paciente por infecção pela AIDS, pode-se fazer genotipagem e se prescrever uma terapia alternativa”, avaliou Suarez-Kurtz, que também é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Genes dos ancestrais

Muitas das variações genéticas têm um componente associado à ancestralidade individual, aponta o pesquisador.

“Por exemplo, um polimorfismo genético associado à ocorrência da síndrome de Stevens-Johnson (doença que provoca lesões cutâneas) em pacientes tratados com carbamazepina (medicamento anticonvulsivante utilizado no tratamento da epilepsia) é comum nas populações asiáticas, e raro nas populações africanas e europeias, principais ancestrais dos brasileiros. Assim, o risco desta síndrome nos brasileiros é mínimo”, disse Suarez-Kurtz.

Estudo feito por pesquisadores da Rede Nacional de Farmacogenética (Refargen), iniciado em 2010 envolvendo 1.300 amostras, genotipou um número grande de polimorfismos farmacogenéticos reconhecidamente importantes.

Paralelamente, todos os indivíduos foram tipados com marcadores de ancestralidade para saber o quanto cada um deles tinha de ancestralidade africana, europeia ou, em menor escala, ameríndia. “Quantificar a ancestralidade indígena é difícil por dois motivos: primeiro porque é difícil coletar informações dos ameríndios, uma vez que o sistema de proteção aos povos indígenas não permite estudar a genética dos índios, e segundo porque a contribuição média da ancestralidade ameríndia na população brasileira é de menos que 10%”, disse Suarez-Kurtz, coordenador da Refargen.

Entretanto, segundo o cientista, é impossível correlacionar a aparência física de brasileiros com a sua ancestralidade genética, ou seja, um indivíduo categorizado como “pardo” pelo IBGE pode não ter uma ancestralidade dominantemente africana.

Nem tudo é genético

Apesar dos avanços no campo, a adoção clínica da farmacogenética é um processo lento. “Os médicos norte-americanos consideram que existem cerca de 20 pares de medicamentos e genes que têm componentes farmacogenéticos importantes, incluindo a varfarina (anticoagulante) e a codeína (analgésico mais usado no mundo). Mas quantos desses médicos modificam as prescrições para atender à farmacogenética é outra história”, disse Suarez-Kurtz.

O fator genético não explica toda a variabilidade na resposta aos medicamentos. “A resposta aos medicamentos é um fenótipo complexo, um processo que envolve vários fatores. Fatores demográficos (como peso, idade, sexo) e clínicos, função renal, função hepática, hábitos alimentares, tabagismo, alcoolismo, enfim, são inúmeros os fatores que podem afetar a resposta aos medicamentos.

“As variáveis genéticas são um desses fatores. Então, para alguns medicamentos o fator genético é determinante, enquanto para outros o importante a se levar em conta é a idade, e para outros o peso”, concluiu o cientista.

Buscas no Google revelam quais países olham mais para o futuro

As preocupações dos brasileiros com o futuro caíram drasticamente de um ano para o outro, caso o índice idealizado pelos pesquisadores britânicos esteja correto. [Imagem: Tobias Preis/Susannah Moat]

Como saber que país é mais ligado no futuro? Analisando as buscas no Google, é claro. Pesquisadores britânicos analisaram o número de vezes que internautas de 45 países procuravam, no final do ano, pelo ano anterior ou pelo ano novo. Nas buscas do final de 2011, eles contaram quantos internautas procuraram por “2010” ou por “2012” e, no final de 2012, eles contaram as buscas por “2011” ou por “2013”.

Teorizando que isto mostra o quanto os internautas de cada país estão mais ligados no futuro do que no passado, eles compilaram o “Índice de Orientação para o Futuro”. Em termos de quem olha para o futuro, a Alemanha está no topo do ranking, seguida pelo Japão, Suíça e Reino Unido. Na passagem 2011/2012 o Brasil ficou em 3º lugar, mas a preocupação dos brasileiros com o futuro diminuiu na passagem 2012/2013, com o país caindo para a 9ª posição.

Procurando explicações

A conclusão dos pesquisadores é que, em termos gerais, quanto maior é a renda per capita de um país, maior é a preocupação com o futuro, conforme expressa no seu índice.

“Nós vemos duas explicações principais para essa relação entre as buscas e o PIB. Primeiro, esses resultados podem refletir diferenças internacionais na atenção ao futuro e ao passado, onde um foco no futuro dá suporte ao sucesso econômico,” propõe o Dr. Tobias Preis (Universidade de Warwick), que idealizou o Índice de Orientação para o Futuro em colaboração com sua colega Helen Susannah Moat (Universidade College Londres).

“Em segundo lugar, esses resultados podem refletir diferenças internacionais no tipo de informação procurada online, talvez devido a influências econômicas sobre a infraestrutura disponível da internet,” teorizou.

Cientistas brasileiros patenteiam nanomaterial que pode remover poluentes

Invento pode ser usado para remover poluentes metálicos e tóxicos, incluindo os radioativos, presentes nos efluentes industriais.

Boa ideiaA Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen/MCTI) obteve patente pela invenção de um nanomaterial superparamagnético que pode ser usado para remover poluentes metálicos e tóxicos, incluindo os radioativos, presentes nos efluentes industriais. De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o invento foi desenvolvido pelas pesquisadoras Mitiko Yamaura e Ruth Luqueze Camilo, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), e pelo pesquisador Luiz Sampaio, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF/MCTI). A patente foi concedida no fim de 2012.

Composto de partículas de magnetita em escala nanométrica, o material patenteado constitui alternativa barata e eficiente aos métodos existentes para tratamento de efluentes. A metodologia consiste na remoção das nanopartículas com os poluentes com uso de campo magnético produzido por um ímã, por exemplo.

Como funciona

As nanopartículas magnéticas têm sua superfície revestida por uma fina camada de material polimérico e um agente extrator, de modo a serem funcionalizadas e se tornarem receptoras seletivas de determinados íons ou moléculas (orgânicas) de interesse. Na invenção dos três pesquisadores, as nanopartículas são utilizadas para remover íons de urânio de meio aquoso.

Como explica Sampaio, as nanopartículas magnéticas são amplamente conhecidas pela sua propriedade de purificar soluções e já bastante utilizadas nos campos da biomedicina, da biologia molecular, do diagnóstico médico e da química. As partículas descritas na invenção de que ele participou são seletivas para íons metálicos tri, tetra e hexavalentes de soluções altamente ácidas.

A patente, depositada em 2003, tem prazo de validade de 20 anos, contados a partir da data do depósito.