O que a Bíblia diz sobre o capitalismo?

Capitalismo é a exploração do trabalhador

Eu sou contra esse sistema e este artigo é totalmente fora da realidade. Nossa igreja está doente, pensando que a santidade é um banco de fomento e a prosperidade é nossa carta de crédito. Acodem meu povo, o divino não é humano.

O dicionário define o capitalismo como “um sistema econômico caracterizado pela propriedade privada ou corporativa de bens de capital, através de investimentos que são determinados por decisão particular, e por preços, produção e distribuição de bens que são determinados principalmente pela concorrência em um livre mercado”. Embora a Bíblia não mencione o capitalismo pelo nome, ela fala muito sobre questões econômicas. Por exemplo, seções inteiras do livro de Provérbios e muitas das parábolas de Jesus tratam de questões econômicas. Como tal, aprendemos qual deve ser a nossa atitude quanto à riqueza e como um cristão deve lidar com as suas finanças. A Bíblia também nos fornece uma descrição de nossa natureza humana, o que nos ajuda a avaliar o possível sucesso e fracasso de um sistema econômico na sociedade.

Porque a economia é uma área onde muito da nossa vida cotidiana acontece, devemos avaliá-la de uma perspectiva bíblica. Quando usamos a Bíblia como nossa estrutura, podemos começar a construir o modelo de um governo e uma economia que libera o potencial humano e limita o pecado humano. Em Gênesis 1:28, Deus diz que devemos subjugar a terra e ter domínio sobre ela. Um aspecto disso é que os seres humanos podem possuir propriedades para exercer o seu domínio. Já que temos tanto a vontade quanto direitos de propriedade privada, podemos supor que devemos ter a liberdade de trocar esses direitos de propriedade privada em um mercado livre onde os bens e serviços podem ser trocados.

No entanto, devido à devastação do pecado, muitas partes do mundo têm se tornado locais de decadência e escassez. Além disso, embora Deus nos tenha dado o domínio sobre a criação, devemos ser bons administradores dos recursos à nossa disposição. Historicamente, o sistema do comércio livre tem fornecido a maior quantidade de liberdade e os ganhos econômicos mais eficazes do que qualquer sistema econômico já inventado. Mesmo assim, os cristãos muitas vezes se perguntam se podem apoiar o capitalismo. Em essência, o interesse próprio é recompensado em um sistema capitalista livre. No entanto, até mesmo o evangelho apela ao nosso interesse próprio porque é para o nosso próprio bem aceitar Jesus Cristo como nosso salvador para que o nosso destino eterno seja garantido.

De uma perspectiva cristã, a base da propriedade privada repousa em sermos criados à imagem de Deus. Podemos fazer escolhas sobre propriedades que podemos trocar em um sistema de mercado. No entanto, às vezes o desejo por propriedade privada cresce do nosso pecado. Correspondentemente, a nossa natureza pecaminosa também produz negligência, preguiça e ociosidade. O fato é que a justiça econômica só pode ser alcançada da melhor forma se cada pessoa for responsável por sua própria produtividade.

Historicamente, o capitalismo tem uma série de vantagens. Tem o potencial econômico liberado. Ele também fornece a base para uma grande liberdade política e econômica. Quando o governo não está controlando os mercados, então há liberdade econômica para se envolver em uma série de atividades empresariais. O capitalismo também tem levado à grande liberdade política porque uma vez que o papel do governo na economia é limitado, também limitamos o alcance do governo em outras áreas. Não é por acaso que a maioria dos países com a maior liberdade política geralmente têm grande liberdade econômica.

No entanto, os cristãos não podem e não devem endossar todos os aspectos do capitalismo. Por exemplo, muitos defensores do capitalismo têm uma visão conhecida como utilitarismo, a qual se opõe à noção de absolutos bíblicos. Certamente devemos rejeitar esta filosofia. Além disso, há certas questões econômicas e morais que devem ser abordadas. Embora existam algumas críticas econômicas válidas do capitalismo, como os monopólios e o subproduto da poluição, estes podem ser controlados por um controle governamental limitado. E quando o capitalismo é sabiamente controlado, ele gera prosperidade e liberdade econômica significativa para o seu povo.

Um dos principais argumentos morais contra o capitalismo é a ganância – é por isso que muitos cristãos se sentem inseguros sobre o comércio livre. Os críticos do capitalismo argumentam que este sistema deixam as pessoas gananciosas. No entanto, então devemos nos perguntar se o capitalismo torna as pessoas gananciosas ou se já temos pessoas gananciosas que usam a liberdade econômica do sistema capitalista para atingir os seus objetivos? À luz da descrição bíblica da natureza humana (Jeremias 17:9), este último parece mais provável. Porque as pessoas são pecaminosas e egoístas, algumas vão usar o sistema capitalista para satisfazer a sua ganância. Entretanto, isso não é realmente uma crítica do capitalismo, uma vez que é um reconhecimento da condição humana. O objetivo do capitalismo não é mudar as pessoas más, mas nos proteger delas. O capitalismo é um sistema em que as pessoas ruins podem fazer o mínimo de danos e pessoas boas têm a liberdade de fazer boas obras. O capitalismo funciona bem com indivíduos completamente morais, mas também funciona adequadamente com pessoas egoístas e gananciosas.

É importante perceber que há uma diferença entre interesse próprio e egoísmo. Todas as pessoas têm interesses próprios que podem operar de formas que não são egoístas. Por exemplo, é do nosso próprio interesse conseguir um emprego e ganhar uma renda para que possamos sustentar a nossa família. Podemos fazer isso de formas que não são egoístas. Por outro lado, outros sistemas econômicos, como o socialismo, ignoram as definições bíblicas da natureza humana. Como resultado, eles permitem que o poder econômico seja centralizado e se concentre nas mãos de poucas pessoas gananciosas. Aqueles que reclamam da influência que grandes corporações exercem sobre as nossas vidas devem considerar a alternativa socialista onde alguns burocratas governamentais controlam cada aspecto de nossas vidas.

Embora a ganância às vezes seja evidente no sistema capitalista, temos que entender que não é por causa do sistema — é porque a ganância faz parte da natureza pecaminosa do homem. A solução não se encontra em mudar o sistema econômico, mas em mudar o coração do homem através do poder do evangelho de Jesus Cristo.

Fonte: www.gotquestions.org

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Ele não me representa

Ele não me representa

Essa frase se popularizou nas redes sociais alguns meses atrás após a declaração de um pastor sobre o seu ponto de vista a respeito de alguns assuntos polêmicos. Muitos cristãos e alguns líderes religiosos publicaram seu posicionamento dizendo que aquele pastor não lhes representava.

De fato, nenhum dos nossos líderes e governantes, mesmo os que receberam nosso voto e tem o nosso apoio, podem nos representar integralmente naquilo que pensamos e cremos.

Podemos concordar em um ou até em vários aspectos, mas ainda assim, continuamos sendo diferentes e, teremos hora ou outra, posicionamentos diferentes. Apesar de não termos dúvida quanto a isso, às vezes erramos querendo atribuir a alguém a imagem exata de Deus. E o resultado disso, sempre será a decepção, a raiva e a revolta contra o próprio Deus.

Afinal de contas, as pessoas erram, pecam e nos ferem. Elas estão longe de serem iguais a Deus. Por isso muitos têm se afastado da igreja. Acreditam, ou foram levados a acreditar, que a posição do seu líder era sempre a posição de Deus. Já outros –  e talvez seja este o seu caso – têm se afastado de Deus por acreditarem que Ele é exatamente como seu pai. Acham que Deus irá lhe tratar do mesmo modo como o pai aqui da Terra trata.

Se não podemos representar o outro na sua totalidade, imagine a Deus! Em muitas atitudes do seu pai, Deus pode estar te dizendo: “Ele não me representa”. Apesar disso: “Ele continua sendo o seu pai, portanto o ame e o respeite, mas nunca o confunda comigo quando da sua parte lhe faltar amor, perdão e graça. Lembre-se: independente do que você fizer, eu, seu Deus e Pai, sempre estarei pronto para te aceitar, abraçar e beijar”.

Oração

Peça a Deus que te ajude a abrir o seu coração para ter as suas feridas curadas por Ele. Se você tem trazido em sua mente uma imagem negativa de Deus, talvez fruto de algo que possa ter escutado ou visto em alguém, peça a Ele que te ajude a percebe-lo como um Pai de amor e misericórdia, que está de braços abertos para te aceitar, corrigir os seus erros e te dar uma nova chance. Peça a Deus também que te ajude a amar e perdoar o que for necessário do seu pai.

Por Diego Guerzoni Brusamolim do blog Consciência Cristã.

Onde Igreja e pastorais podem ajudar a quebrar a espiral da violência?

Teologia Negra

Ronilso Pacheco faz uma análise sobre a violência racial a partir da proposta da CF 2018.

Talvez o que podemos realmente fazer enquanto igreja, para contribuir com a construção de uma cultura onde a violência não tenha mais lugar central, seja onde exatamente nossa posição nos cabe: nós podemos inviabilizar a sacralização da violência, que passa pela divinização do sangue.

Uma contribuição importante da chamada Teologia Negra nos Estados Unidos foi denunciar o lugar central que a crucificação de Jesus tinha para o cristianismo. Neste lugar central, a cruz sempre teve um papel de relevância como um símbolo de sacrifício máximo, ao qual Jesus se submete (quase) voluntariamente. A compreensão equivocada da narrativa do “esvaziamento” de Jesus contida em Filipenses 2, transformou a crucificação em um auge do ministério de Jesus. O sacrifício foi necessário, e, como tal, perde a força de sentido como um instrumento de tortura e morte usado pelo poder, pelo Império, pelo estado, pelas autoridades, políticas, militares e religiosas para punir, constranger, eliminar, intimidar, executar e (consequentemente) fazer sangrar sujeitos considerados “ameaças”, corpos e presenças que eram um risco para a “ordem social”.

A Teologia Negra comparou a crucificação de Jesus ao linchamento de negros na sociedade racista e segregacionista dos Estados Unidos dos anos finais do século XIX e primeira metade do XX. Se, em algum momento da narrativa bíblica, o Deus de “perfil guerreiro” desaparece, condena o derramamento do sangue inocente e desagua na pessoa de Jesus de Nazaré como o Deus que é todo amor, com profunda ênfase na misericórdia e no perdão, deveria desaparecer nossa linguagem violenta sobre Deus (o “general”, o “Senhor dos Exércitos”, aquele a quem “a vingança pertence”, que recorre “a vara” para a correção, o Deus da “ira implacável”, aquele cuja ira “devorará os ímpios), dando lugar a compreensão plena do Deus que escolhe ser definido como amor.

No entanto, o sangue continua tendo lugar central na nossa cultura cristã, e, muito por isso, a compreensão da violência como recurso possível não nos deixa em paz. Se o sangue é necessário, a violência que provoca o seu derramamento também passa a ser. Tudo o que temos visto no comportamento social de nossas cidades, como o Rio de Janeiro, é a violência ocupar o lugar central. Tão central que a ideia de segurança pública passou a se resumir única e exclusivamente a “gestão da violência”.

A segurança pública deixou de ser a oportunidade que o público (a população, todas e todos) deveria ter de ter acesso a paz, aos bons tratos, aos serviços que funcionam para si e para os outros, de não ser coagido pelas necessidades extremas e nem pela pressão de ter mais e mais numa cultura social que prioriza o consumo e o privilégio. A segurança pública resume-se agora a “gestão da violência”.

Com efeito, espera-se que a violência sirva para punir violentos e ameaçadores de violência. Vai do linchamento do infrator que furtou o celular até as operações policiais que precisam dar como “saldo positivo” para a sensação de insegurança (seja lá o que for isso) a apresentação dos corpos pretos e pobres, devidamente incriminados, para que todos possam saber que acabamos de ter um criminoso a menos, um traficante a menos, um vagabundo a menos. A cultura do sangue derramado se espalha mesmo onde sangue (ainda) não foi derramado. Ter uma comunidade ocupada pela presença ostensiva de militares do Exército não é apenas a militarização da vida cotidiana, é o recurso da violência das armas que indicam que, a qualquer movimento estranho, o sangue será derramado.

Não há (e nem pode haver) poder no sangue. Nossa política pública de segurança, a resposta do poder para a violência, a ocupação dos territórios precarizados e desassistidos; a criminalização prévia dos corpos pretos e pobres; a militarização da vida cotidiana; as estratégias de auto defesa que clamam pelo porte de armas; a espetacularização midiática da violência que espalha mais medo e influencia nas respostas de soluções fáceis das autoridades visando calar a opinião pública; a circulação de armas nas favelas; o inacabável comércio de drogas ilícitas rodeado de violência e crueldade; as crianças que pulam corpos a caminho da escola.

Tudo está manchado de sangue. Tudo na sociedade está atravessado pelo sangue, e a igreja é uma voz que poderia desmistificar o sangue deste lugar simbólico sacrifical que é capaz de produzir algo de valor. Não pode.

Se continuar afirmando que há poder “no sangue de Jesus”, continuaremos abrindo margem suficiente para que os métodos usados para fazer Jesus sangrar até a morte tenha tido alguma utilidade para os planos de Deus. O que é o mesmo que dizer que Deus usa as mesmas armas da estrutura da morte, para vencer a morte. E até onde sabemos, na narrativa dos Evangelhos, a morte é vencida com a ressurreição. A cruz é arma do Império. A ressurreição é resposta de Deus, para dizer que a vida deve sempre vencer.

E, sejamos sinceros, com quem o corpo de Jesus se parecia na hora da morte. Sua pele escura, sua condição social precária, seu território pobre e militarmente ocupado, sua ascendência de um povo marcado pela escravidão, punido, sem oportunidade, sem justiça, vítima do medo e do desprezo. Isto mostra que, na cultura do sangue derramado e da violência (socializada e institucionalizada), raçaclasse e gênero continuarão sendo sempre os fatores decisivos para definir aqueles e aquelas cujo sangue continuarão a jorrar. E é por isso que precisamos denunciar este ciclo, desmistifica-lo. Não há poder no sangue.

Fonte: Texto de Ronilso Pacheco para o Portal das CEBs

A queda inevitável

Influenciar pelas tentações

Quem entregou Jacó por despojo e Israel, aos roubadores? Porventura, não foi o SENHOR, aquele contra quem pecaram e nos caminhos do qual não queriam andar, não dando ouvidos à sua lei?

Isaías 42.24

Quando o povo de Deus fecha os ouvidos para a Verdade e deixa-se influenciar pelas tentações, o Senhor não tem mais nada a fazer do que entregar esses amados aos roubadores. No momento em que decide fazer qualquer obra do mal para atender a uma tentação que lhe pareça prazerosa, você se afasta do Senhor e entra no mundo do engano. Então, tudo de ruim pode acontecer-lhe. Se isso tem acontecido, peça perdão e não faça mais.

O diabo é o ladrão que comanda o império do mal em nosso planeta. Ele é o chefe dos demônios que agem segundo suas ordens. O reino da perversidade é unido no propósito de matar, roubar e destruir (Jo 10.10a). Rugindo como um leão, ele não para de andar ao nosso derredor (1 Pe 5.8). O que interessa a ele é que você se suje e não respeite os preceitos divinos; desse modo, você estará em suas perversas mãos. Veja como você tem servido a Deus.

Jacó, o povo de Deus, que faz parte da Aliança a qual jamais será quebrada, não entende que as suas más práticas fazem com que as cláusulas de sofrimento entrem em vigor. Ora, o Senhor é Deus fiel e não pode negar-se a si mesmo (2 Tm 2.13). Se insistir no erro, chegará o dia em que Ele terá de entregá-lo aos roubadores. Por isso, não resista ao Espírito Santo, que fala pela Palavra, convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

Pecar contra o Altíssimo ocorre quando a pessoa conhece os mandamentos e não os atende; com isso, ela se exclui da proteção divina. Não adianta orar para ser exceção, a fim de satisfazer seu vil apetite. Ainda que o Senhor não lhe virasse as costas quando você pecasse, o inimigo pleitearia o “direito” de oprimir você. A atitude mais insana é agir de modo contrário ao que está escrito na Palavra.

Recusar-se a trilhar os caminhos de Deus faz a pessoa ficar como cega, pois só neles há luz. Ao andar nas sendas da perversidade, você não mais consegue entender a Palavra do Senhor e, por isso, não recebe a graça divina, a qual lhe dará entendimento e poder para não se submeter aos truques do inimigo. Uma vez longe do Altíssimo, você terá Satanás ao seu lado. Este ser não lhe fará companhia para o bem, mas, sim, para derrubá-lo sempre.

Esforce-se para estar nos caminhos de Deus. Jamais se deixe levar pela mentira, pelo ódio e demais coisas que provêm do maligno. Não tenha nada escondido em seu coração, pois tudo o que vem dele o levará à destruição (Jr 17.9). Se você caiu, tem a obrigação de se arrepender, a fim de se livrar do inimigo e aproximar-se do Pai. Trilhe as veredas do Senhor, as quais são agradáveis, aprazíveis e não acrescentam dor alguma (Pv 10.22).

Dê ouvidos à lei de Deus. Nada foi colocado ali por acaso. Uma pequena luz que se adquire por ouvir o Senhor já é suficiente para lhe mostrar a saída. Não se deixe envolver por nada errado. Tome a decisão mais acertada da sua vida agora. Afinal, a sua libertação só depende de você.

Em Cristo com amor,
R. R. Soares

Convide as pessoas para aprender mais sobre a Bíblia

Bíblia

Você teve algumas ótimas conversas sobre Deus com um amigo, e ele se interessou em Jesus. No entanto, ele tem algumas perguntas bem complicadas e não está muito interessado na ideia de ir para a igreja. O que você faz? Por que não convidá-lo para um Curso Introdutório?

Se você nunca esteve num curso Introdutório, recomendamos que você vá! Nunca temos conhecimento suficiente para deixar de reexaminar as crenças fundamentais da fé e ganhar um novo entendimento da Bíblia e do relacionamento com Deus.

Cursos assim podem responder perguntas como “Quem é Jesus?” e “Como ler a bíbia?”, mas também respondem questionamentos como “Por que e como eu posso orar?” e “Como Deus nos guia?”

Cursos dessa forma são ótimos para que seu amigo possa conhecer mais sobre Jesus, fazer perguntas e descobrir pessoas com jornadas similares. Não há pressão, nem acompanhamento ou cobrança de valores.

A JOCUM tem um curso online muito bacana para quem quer conhecer mais sobre a Bíblia. É muito importante termos uma base sólida nesse quesito. Afinal de contas, é só o livro que guia as nossas vidas não é mesmo? Para acessar o curso clique aqui: ywamelearning.com

Use o seu tempo livre para se aprofundar nas escrituras e crescer em fé e em sabedoria. Deus pode ter planos incríveis para a sua vida, mas de nada vai adiantar se não estivermos preparados para eles.

O que é a quaresma?

Para alguns cristãos, a Quaresma tem sido sempre uma parte de sua vida espiritual, mas para outros não é familiar. É um período que leva à Páscoa, época que os cristãos têm historicamente preparado seus corações para a Páscoa com reflexão, arrependimento, e oração.

A Quaresma começa hoje, na Quarta-feira de Cinzas, e continua por 40 dias, excluindo domingos, e culminando na Sexta-Feira da Paixão e Sábado de Aleluia. Visto que os domingos são celebrações semanais da ressurreição de Jesus, os seis domingos na Quaresma não são contados como parte do período de quarenta dias, que foca em introspecção, exame de consciência e arrependimento.

Muitos cristãos preferem fazer jejum durante o período da Quaresma, mas o foco não é privar-se de algo tanto como é dedicar-se a Deus e Seu propósito no mundo. Quaresma é um período importante no calendário da igreja.

O calendário da igreja é uma maneira excelente para nos ajudar a dirigir nossa atenção a Deus conforme organizamos o nosso tempo. Ao invés de seguir a estrutura mais familiar do calendário solar, organizado pelos ritmos da natureza, o calendário da igreja é organizado em torno de Deus e Sua atividade no mundo.

Este calendário segue seis períodos de duração variável: Advento, Natal, Epifania, Quaresma, Páscoa, e Pentecostes. Cada um destes períodos têm objetivos diferentes:

  • Advento foca na antecipação da vinda de Deus para o mundo e também na encarnação e o retorno de Cristo.
  • Natal foca no nascimento de Cristo.
  • Epifania foca na luz da presença de Deus brilhando no mundo.
  • Quaresma foca no pecado humano e a solução benevolente de Deus.
  • Páscoa foca na vida de ressurreição.
  • Pentecostes foca na atividade contínua do Espírito Santo no mundo.

O ritmo anual desses períodos podem ter um efeito poderoso no crescimento espiritual pessoal e comum.

Se você gostar deste devocional da Quaresma, confira a Bíblia Sagrada: Mosaic, uma Bíblia impressa que inclui tudo o que você lerá neste devocional mais obras de arte coloridas e leituras para cada semana do calendário da igreja.

Leituras

“Agora, porém”, declara o Senhor , “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” Rasguem o coração e não as vestes. Voltem-se para o Senhor , o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se e não envia a desgraça. Talvez ele volte atrás, arrependa-se, e ao passar deixe uma bênção. Assim vocês poderão fazer ofertas de cereal e ofertas derramadas para o Senhor , o seu Deus. Toquem a trombeta em Sião, decretem jejum santo, convoquem uma assembleia sagrada. Reúnam o povo, consagrem a assembleia; ajuntem os anciãos, reúnam as crianças, mesmo as que mamam no peito. Até os recém-casados devem deixar os seus aposentos. Que os sacerdotes, que ministram perante o Senhor , chorem entre o pórtico do templo e o altar, orando: “Poupa o teu povo, Senhor. Não faças da tua herança objeto de zombaria e de chacota entre as nações. Por que se haveria de dizer pelos povos: ‘Onde está o Deus deles?’”
Joel 2:12‭-‬17

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.
Mateus 6:16‭-‬21

Resenha do documentário “Luz, Trevas e o Método Científico”

O Filme construído por Leopoldo de Meis – Luz, Trevas e o Método Científico, têm como finalidade explorar a relação das descobertas da ciência desde o surgimento das espécies até a contemporaneidade. O trabalho desenvolvido surge da necessidade de mostrar a evolução da ciência até às descobertas atuais. Todo filme é ditado por um tom extremamente humanista, com destaque do próprio professor Leopoldo de Meis sobre as benesses e as tragédias – quando mal utilizada – que a ciência pode trazer.

Este vídeo propicia-nos um olhar pelo percurso multiforme na historia da ciência, podemos percorrer por cenas de luta, perseguição, sangue, guerra, fome e também conquistas. Onde a defesa de um ideal era patente na sua produção, bem como na sua ação cultural cívica e humanista.

O homem é a espécie mais recente do planeta, cuja sobrevivência, fazia necessário enfrentar a fome, grandes predadores e principalmente microoganismos e vírus, que ao final sempre conduzia a morte do individuo, no qual acreditava ser sobrenatural. O curandeiro possuía poderes inquestionáveis, exigindo total submissão. Varias religiões pregava o sacrifício humano como forma de aplacar as iras dos deuses, ao mesmo tempo também estava surgindo outra forma de pensar, baseado no funciona ou não funciona, nas tentativas e erros (experimentação), perpassando pela lógica e observação, criado por Aristóteles. Logo após, Hipócrates contestava que todas as doenças seriam de origem divina, não sendo um castigo divino. Em detrimento a isso, um grupo de homens iniciou uma nova forma de refletir mudando a maneira de ser e pensar do homem.

Porém, esse grupo de homens enfrentou forte rejeição da igreja, a partir do século XII essa perseguição tornou-se oficial, sendo denominada Inquisição; para fazer cumprir a suposta vontade divina, os inquisitores promoviam a constante vigilância, baseado no medo e na intolerância religiosa. Qualquer um que fosse considerado bruxo, pecador ou erudito seria torturado para confessar seus pecados. As mulheres eram as maiores vítimas nesse período, eram humilhados e considerados seres inferiores sendo maltratadas pela sociedade.

Mas, em meio a essa guerra, surgiram homens corajosos com seus pensamentos começaram a modificar a situação caótica em que o Mundo vivia. Um exemplo foi Francis Bacon, dizia que apenas com a lógica e observação não seria suficiente para descrever a realidade, a experimentação seria fundamental, devido a essa imaginação o preço foi alto, o Papa Clemente ordenou sua prisão perpetua. Eram na maioria das vezes intimidados e obrigados a recuar.

Não se podia pensar nada mais daquilo que a igreja define como inquestionável. Muitas lutas e mortes foram necessárias para chegar ao patamar que nos encontramos na atualidade. Desta forma, a ciência que conhecemos hoje, começou a se desenvolver, o método cientifico, abriu caminho para a revolução científica; as academias ajudaram a disseminar e consolidar esta atitude.

As ciências naturais avançaram enormemente a vida do homem no planeta, mudando radicalmente nos últimos anos. Com exemplo a isso, principiou a evolução dos meios de transporte, máquinas, tecnologias além do direito das mulheres sendo respeitados.

Destarte, a evolução das ciências permitiu ao homem trazer a realidade alguns de seus sonhos antigos, como voar, navegar em baixo d’água, chegar até a lua, atenuar a fome e aumentar sua expectativa de vida, mas para isso, custou preço de sangue, as idealizações eram constantemente rejeitadas e os pensadores eram na maioria das vezes punidos quando não sacrificados.

O pensamento destes homens/filósofos serviu como alicerce de diversas ideologias que duram até a contemporaneidade. Hoje, o conceito de ciência está bastante difuso entre as populações em geral, embora não se saiba corretamente sua definição, mas constantemente estamos vivendo a ciência e com a ciência.

Sobre o autor

Laudinéia Maria Neves Dias – Graduada em Enfermagem – Especialista em PSF, Licenciada em Biologia e Física via Complementação Pedagógica, Especialização em atenção básica em Saúde da Família (UFMG) MESTRANDA em Ciências da Educação pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa- Parceria com Universidade Federal do Espírito Santo – UFES. Email: laudineia_dias@yahoo.com.br.

O Diabo, Lutero e o Protestantismo

Livro o Diabo, Lutero e o Protestantismo

O Diabo, Lutero e o Protestantismo retrata, com fidelidade e penetração, uma das épocas mais agitadas da igreja. Esta época é conhecida pela decadência que apresenta na história. Poucos, porém, conhecem de perto, e nos pormenores, a luta titânica, que a igreja sustentou contra os abusos e erros de Lutero e comparsas. Os católicos e até protestantes olham Lutero apenas através de curtas monografias, que nos mostram a sua revolta contra a igreja, mas não o situam no ambiente em que viveu.

Ficha técnica

  • Autor:
  • Número de Páginas: 282
  • Editora: Nebli
  • Idioma: Português
  • ISBN: 978-85-69098-13-3
  • Dimensões do Livro: 14 x 21 cm
  • Valo R$ 58,00
  • Loja: http://bit.ly/2sCzNPE
  • Para baixar o livro de

Pesquisando sobre o livro descobri que há um PDF dando sopa no submundo da internet e algum abençoado liberou o conteúdo para ser baixando sem custo. Clicando este link você poderá ter o material de forma digital. Volto a lembrar a comunidade que isso não é legal e não recomendo. Mas cada um é juízo de si e sabe o que faz. Fazer a aquisição do material ainda é a melhor opção, gera emprego e a economia. Mas livro é cultura, conhecimento… nesse casa tá liberado.

Introdução do livro

“O Diabo, Lutero e o Protestantismo” é o estranho título de um livro a nos contar uma história macabra. A princípio parece exagero a aproximação dessas três realidades. Mas não é, como o leitor chegará a verificar.

Do mesmo modo por que se entrelaçam e se completam numa só entidade o CRISTO, O PAPA E A IGREJA, como demonstrei noutro volume sobre esse título, também se ligam e se estreitam no diabo, Lutero e o Protestantismo. Assim como deixei provada a suave, harmoniosa e divina união entre Nosso Senhor, o Pontífice de Roma e a instituição de Pedro, tentarei, agora estabelecer a conexão flagrante e diabólica e as seitas ditas da reforma.

Não me acusem de deturpar as coisas, antes de manusearem com atenção o livro todo. Quem o ler logo estará convicto do fato.

Calúnia alguma assaquei ao protestantismo. Apenas tirei do olvido e frisei, com argumentos numerosos e seguros, a expressão viva de um acontecimento histórico e moral.

A vida de Lutero jaz num esquecimento inexplicável.

Por que razão um homem que revolucionou tanto o mundo, as consciências, as idéias e até a política, permanece de tal forma desconhecido, que mesmo os seus seguidores lhe ignoram os gestos? Como atinar com o sepulcral silêncio que envolve a existência desta curiosa personagem?

É muito simples a resposta. É que ele, a despeito do papel saliente desempenhado no mundo, é alguém cuja vida, moral e aspirações pessoais não sobressaíram pelo valor e predicados próprios, mas unicamente devido ao ambiente de degradação, sensualidade e revolta que o envolveram, nele se corporificando de forma tal a torná-lo o representante de sua triste época, o herói dos males reinantes de então.

Está patente que quem elevou a sublimou a personalidade de Lutero não foram as suas qualidades pessoais, senão os males morais de seu tempo. E isto se verá nestas páginas, onde o contemplaremos de acordo com o retrato a nós legado pela história imparcial e não como o representam lendas gratuitas e suspeitas.

Nada inventarei, aqui, pois a história, sendo a reprodução de realidades vividas e objetivas, não se forja assim de repente.

Consultarei autoridades antigas, historiadores sérios, católicos, protestantes, e até o próprio Lutero, apoiando-me sobre documentos que me possibilitarão reproduzir a feição histórica e moral da Reforma e dos reformadores.

Leitores delicados acharão, talvez, essa história um tanto dura e violenta. Têm razão. Apenas quero lembrar-lhes ser mister, na reprodução de cenas rudes, usar de termos correspondentes à realidade. Não se pintam quadros de guerra em tons amenos e pálidos, mas de maneira persuasiva e forte.

A linguagem predileta de Lutero pode ser qualificada furiosa desenfreada, apelando a cada passo para o demo, com que ele assegurou possuir relações estreitas. Não convinha modificar esse seu modo de falar, sob pena de alterar-se a fisionomia do autor.

Católicos e protestantes deverão ler atentamente este livro.

Para os primeiros ele será um relâmpago e para os segundos, um trovão. O relâmpago projeta claridade, o trovão faz tremer os mais valentes. Precisam os católicos de luz, para se precaverem contra o erro protestante; os protestantes necessitam de trovão, para acordarem do sono dos seus ensinos falhos.

Apesar de sua forma popular, este livro é um verdadeiro estudo, com argumentos sólidos, certos, tendo por mira somente mostrar a verdade.

O protestantismo, ao contrário, firma-se exclusivamente na ignorância da doutrina católica. Aí está porque os pastores protestantes proíbem com tanto rigor aos seus adeptos a leitura dos livros católicos, sabendo que a verdade, neles exposta, é bastante clara e contagiante para uma alma reta à procura da luz. Possa esse volume tornar conhecida esta verdade que com tanto fulgor se irradia da Igreja, luzeiro divino, em face da qual aparecem as falsidades do pretenso reformador e de suas multiformes denominações sectárias.

A Igreja Católica é o pleno dia da verdade; as seitas protestantes são a noite trevosa dos erros.

Mostrar essa luz, este dia, esta escuridão, salientando o bem a ser seguido e o mal a evitar-se, tal é a grande aspiração do autor.

Pe. Júlio Maria

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Áudio book

Se você não estiver afim de comprar o livro, nem de baixar o PDF e ainda tem preguiça de ler, eu tenho uma coisinha aqui que vai te ajudar. Selecionamos uma série de vídeos hospedados no YouTube que trata de um áudio book da obra e criamos uma playlist.

Segundo o que constamos, o áudio book é composto por 16 partes, mas só conseguimos encontrar 3 partes mais a introdução. Caso alguém consiga encontrar as outras partes, manda uma notificação aqui nos comentários.

Forte abraço a todos.

Liberalismo: um flerte fatal

Liberalismo - Deus precisa do seu dinheiro

O que o liberalismo e o comunismo tem em comum? Ambos são movimentos ideológicos oportunistas.

Esse flerte é um flerte fatal. É sempre gente muito especial
Edgard Scandurra

Flerte Fatal é o nome de uma música da banda de rock nacional Ira, que fala sobre o abuso das drogas e suas consequências. Na narrativa poética de Edgard Scandurra, tudo começa com um simples flerte que aos poucos vai nos consumindo, e no final nos destrói completamente.

O liberalismo tem sido alvo de flerte há algum tempo no Brasil. Sabe-se de seminários respeitados que hoje são um ninho de teólogos liberais, instituições tradicionais e pentecostais que tem em sua cátedra professores cuja missão em sala de aula é desacreditar a Palavra de Deus.

Herege à moda antiga

Essa vertente chamada de liberalismo teológico não é nova. Engana-se quem pensa que Rudolh Bultmann, no século 20, foi o proponente, idealizador ou precursor. Já no século 19, o alemão Friedrich Schleiermacher negava a historicidade dos milagres de Jesus, e Albrecht Ritschl colocava a experiência subjetiva acima da Palavra e transformava o filho de Deus em um mero sábio religioso.

A lista de teólogos malignos e seus desserviços ao evangelho é longa, e seria muito chato gastar tanto tempo citando cada herege liberal, sua época e sua contribuição para esculhambar com a igreja, então eu vou abreviar. Basta-nos saber que tal pensamento não é novidade.

Utopia racional

Assim como o comunismo, o liberalismo teológico é uma utopia. Ele chega com a promessa de revitalizar o cristianismo através de uma proposta de fé que contemple as necessidades do homem moderno (ou no nosso caso, do homem pós-moderno), mas ao invés do avivamento religioso-racional prometido, o que realmente acontece quando o liberalismo chega às igrejas é que elas morrem. Isso aconteceu na Europa, tem acontecido nos Estados Unidos e em breve vai começar a acontecer no Brasil.

Além disso, os teólogos liberais falham no mesmo ponto que os comunistas. Eles acham que sabem o que as pessoas precisam, quando na verdade eles não entendem nada de gente. As pessoas modernas (e pós-modernas) precisam de espiritualidade tanto quanto os humanos mais primitivos. O homem não é uma máquina proletária, e nem uma máquina humanista, mas um ser criado à imagem de Deus, que precisa estar em comunhão com ele por meio de Jesus Cristo. Por isso as ideologias humanizadas, sejam elas políticas ou bíblicas, são totalmente ineficazes quando se trata de resolver o problema do homem.

Mil rostos, todos iguais

No Brasil, o liberalismo tem muitas faces. Ele se disfarça de pastor-pensador que discursa sobre uma “divindade relacional” que abre mão de conhecer o futuro pra ser nosso amigão, e também de guru esotérico que apela até para a “impossibilidade quântica” quando o assunto é justificar o próprio pecado. Ele se disfarça de pastor-filósofo que fala de “horizontes utópicos” e “humanismo apofágico”, e até de pai de santo gospel que faz culto em terreiro de candomblé sob pretexto de que “todas as religiões têm uma parte da verdade”.

Mas por trás de toda roupagem intelectual, a verdade acerca destes homens é bastante simples. O pastor liberal quase sempre é um homem que perdeu a fé, mas que gosta de viver da religião. Sem coragem para encarar o mercado de trabalho, o neo-herege faz desse estado de apostasia sua nova fé, e transforma sua “crença na descrença” em um lucrativo meio de vida. Como o mau pastor de Ezequiel 34, estes homens engordam sugando a vitalidade das ovelhas, e destruindo a espiritualidade da igreja.

Por Léo Gonçalves, no Púlpito Cristão.

Evangélicos lançam manifesto contra a reforma da previdência

Reforma da Previdência - Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Rede Brasil AtualPastores se mobilizam e criticam articulação de pastores conservadores midiáticos no reforço à propaganda enganosa do governo Temer

Uma semana depois de Michel Temer reunir-se com pastores midiáticos, em busca de apoio à “reforma” da previdência, crentes ligados à Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito lançaram o manifesto “Pastores contra a Reforma da Previdência”. De acordo com a coordenadora nacional da frente, a jornalista Nilza Valéria Zacarias do Nascimento, trata-se de um “grito dos evangélicos para que a reforma, como foi apresentada, não seja aprovada, já que reforçará a perda de direitos, sobretudo dos mais pobres e afetará consideravelmente a dignidade que se deve ter na velhice, defendida, inclusive, pela Bíblia Sagrada”, explicou.

O manifesto trata a tentativa do governo de dificultar o acesso dos brasileiros à aposentadoria como “maldita” e afirma que foi “forjada para oprimir o povo pobre e trabalhador, em seu direito à aposentadoria tranquila e digna”. O documento afirma ainda que vê como “estranho e fora do sentido democrático que o presidente de um estado laico, ainda que seja um golpista, chame religiosos para garantir votos no Congresso”.

O texto critica duramente pastores aliados ao governo como “coronéis evangélicos”. “Ao participarem dessas conversas, carimbam e plastificam a carteirinha de traidores do povo que os via como pastores, isto é, se revelarão como verdadeiros lobos, ou pior, como pastores de seu próprio ventre, dependendo do que esse governo oferecerá como moeda de troca, e o que eles aceitarão”.

Desde seu início, em 2016, a Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito reuniu mais de 6 mil adesões, possui representantes em todos  os estados e núcleos já organizados em 15. “São crentes das mais diversas denominações, como batistas, anglicanos, metodistas, presbiterianos, congregacionais, assembleianos e de igrejas independentes”, diz Valéria.

campanha não à reformaO pastor Fábio Ferreira Ramos Colen, da igreja Catedral da Paz, em São Mateus,  zona leste paulistana, é um dos opositores da reforma. “A palavra de Deus diz ‘ai dos que chamam ao mal de bem, e ao bem de mal. Que mudam as trevas em luz e a luz em trevas. Que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce’. O presidente Michel Temer diz que a reforma da previdência vai ser boa para os brasileiros, mas isso só vai ser bom para os bancos. Lembrando que este mesmo governo desmontou os direitos trabalhistas”.

Para o pastor José Marcos da Silva, da Igreja Batista em Coqueiral, em Recife, Temer tem “se empenhado cabalmente na agenda de retirada de direitos, sobretudo dos oprimidos”. Ele criticou o que chamou de “conchavo” entre as lideranças evangélicas e o governo atual. “Eles podem se achar acima da lei, mas não estão acima da lei de Deus. Aos líderes que apoiaram esse tipo de coisa, quero dizer que vocês têm a responsabilidade de ser a boca de Deus, sobretudo para os oprimidos”.

A campanha reúne depoimentos de pastores na página na rede social da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito >>>www.facebook.com/frentedeevangelicos<<< e pela hashtag #PastoresContraAReformaDaPrevidência.

Rede Brasil Atual