51,2% da população mundial estará conectada à internet até o fim deste ano

Facebook é um grave perigo à saúde da internet

De acordo com levantamento divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência  da Organização das Nações Unidas (ONU) a temas relacionados às tecnologias da informação e comunicação, 51,2% da população mundial terá acesso à internet até o fim de 2018. É a primeira vez que o número de conectados vai ultrapassar o de pessoas que não utilizam a internet.

O índice de usuários corresponde a cerca de 3,9 bilhões de pessoas. Os países desenvolvidos são os que registram as porcentagens mais elevadas, correspondendo a 80,9% da população. Mesmo nos países em desenvolvimento, a diferença entre aqueles que têm acesso à internet e os que não têm também está diminuindo. Atualmente, 45,3% dessa população já tem algum nível de conexão.

Para o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, a evolução no acesso à internet colabora para a construção de uma “sociedade informacional global mais inclusiva”. “No fim de 2018, teremos ultrapassado 50/50 no uso da internet. Isso representa um passo importante em direção a uma sociedade informacional global mais inclusiva. Entretanto, muitas pessoas no mundo ainda estão esperando para colher os benefícios da economia digital. Devemos incentivar mais investimentos dos setores público e privado e criar um bom ambiente para atrair investimentos e apoiar a inovação em tecnologia e negócios para que a revolução digital não deixe ninguém offline”, destacou.

De acordo com a agência, a África é a região que registrou mais crescimento relativo no índice. Há 13 anos, apenas 2,1% da população tinha acesso à internet, atualmente esse número chega a 24,4%.

A popularização no uso de smartphones é apontada como um dos fatores decisivos para a expansão na utilização da internet em todo o mundo. Cerca de 96% das áreas povoadas do planeta têm cobertura móvel, estima o órgão da ONU. E nos celulares, há 5,3 bilhões de pessoas com assinaturas de banda larga.

Acesse a pesquisa aqui.

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Medalhas da Tóquio 2020 serão feitas com ouro e prata de lixo eletrônico

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Emblemas das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2020, que acontecem em Tóquio, no Japão. Imagem: Comitê Organizador Tóquio 2020.

Autoridades japonesas anunciaram recentemente que todas as medalhas dos Jogos Olímpicos de 2020 serão feitas a partir da reciclagem de metais preciosos encontrados no lixo eletrônico do Japão. O ouro e a prata recuperados de aparelhos descartados no país equivalem, respectivamente, a 16% e 22% de todas as reservas do mundo.

Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de resíduos chamados “e-waste” — material de celulares, computadores e televisores, bem como de outros eletrônicos jogados fora — são produzidas anualmente. Apenas 40% desse volume é reciclado. O restante é despejado em aterros. Em 2013, o Japão gerou uma quantidade de lixo eletrônico equivalente a 17,3 quilos por habitante.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) apoia e incentiva Estados-membros a reduzir e reciclar a quantidade de “e-waste” produzido no planeta, com propostas de políticas públicas e parcerias com o setor privado voltadas para a gestão sustentável dos resíduos. O organismo vinculado às Nações Unidas também conta com uma agenda própria que prevê a redução pela metade do volume total de lixo eletrônico até 2020.

Além de mitigar os impactos ambientais da revolução digital, o manejo adequado do “e-waste” também pode gerar novas oportunidades de crescimento econômico. A demanda global por serviços de processamento de lixo eletrônico deve passar de 17 bilhões de dólares — valor verificado em 2015 — para 58 bilhões em 2021.

Uma pesquisa recente do Greenpeace com 6 mil consumidores dos Estados Unidos, China, México, Rússia, Alemanha e Coreia do Sul revelou que 80% deles querem que seus smartphones durem e sejam fáceis de consertar.

Mais da metade do mesmo público gostaria que os produtores lançassem menos modelos novos de celulares e fizessem mais para reciclar aparelhos antigos. O desafio em lidar com as toneladas de resíduos eletrônicos já tem provocado mudanças institucionais e legislativas em alguns cantos do mundo.

Uma diretiva da União Europeia que entrou em vigor em 2016 exige dos Estados-membros que coletem 45% do equipamento eletrônico vendido. Até 2019, a meta deve ser elevada para 65% dos aparelhos vendidos ou 85% do lixo elétrico ou de equipamentos eletrônicos.

Fonte: ONU Brasil

Como a ITU ameaça a liberdade na internet

dcvitti na internet

Muito poucas pessoas já ouviram falar da International Telecommunications Union (União Internacional de Telecomunicações, ITU, na sigla em inglês) até recentemente – e com razão. Por mais de 100 anos, a ITU conseguiu muito bem servir como fórum para países e operadoras de telecomunicações para coordenar coisas insanamente técnicas e incrivelmente tediosas, mas muito importantes, relacionadas ao funcionamento internacional das redes telefônicas, como a distribuição de slots de satélite e o gerenciamento de quais frequências os países alocam para diferentes tipos de serviços. Mas agora a ITU, repentinamente, tornou-se muito interessante. Por quê? Como os membros da ITU vão realizar uma rara reunião, a Conferência Mundial de Comunicações Internacionais (WCIT, do inglês  World Conference on International Telecommunications), onde os 193 países membros vão votar sobre a alteração das atuais regras da União Internacional de Telecomunicações (ITRs, em inglês) que estabelecem a estrutura para toda essa monotonia extremamente importante.

O que está obscuro agora é se e como a conferência representa uma potencial ameaça à liberdade de expressão online. Recentemente, tive uma discussão com o professor Milton Mueller (ver a seção de comentários deste post no blog da IGP) sobre isso. A tese central de Milton é de que a histeria recente sobre a ITU estar “assumindo o controle da Internet” é exagerada e de que esta reunião é apenas sobre como operadoras negociam os pagamentos. Isto significa, para alguns, que as organizações da sociedade civil preocupadas com a liberdade de expressão online devem parar de se preocupar com frotas de helicópteros pretos da ONU apreendendo os rootservers de endereços DNS e realocando-os à sede da ITU em Genebra.

Por uma série de razões, eu discordo totalmente dessa avaliação. Mesmo sem a preocupação de que a ITU, de alguma forma, vá “assumir a Internet”, certas propostas da WCIT, antecipadas por vários governos que praticam a censura na Internet, ameaçam o futuro da liberdade de expressão online. Estas propostas, da Rússia e de vários países árabes, adotariam explicitamente pela primeira vez o conceito de que os governos têm o direito de controlar as comunicações online e interromper os serviços de acesso à Internet. Isso inverteria a tendência dos últimos anos de considerar cada vez mais que estas ações violam direitos humanos fundamentais – uma ferramenta valiosa na tentativa de pressionar os regimes repressivos a parar de usar tais táticas.

Como o WCIT poderia impactar na livre expressão online?

Um documento recém-lançado da ITU que resume várias propostas para modificar seus regulamentos existentes (“ITRs”) confirma o que as pessoas estão dizendo e “vazando” já há algum tempo. A Rússia, vários países árabes e outros apresentaram propostas que ratificam expressamente o direito dos Estados-membros de interromper a comunicação em nome da segurança nacional, e de limitar a capacidade dos partidos de se desviarem da censura ou de se comunicarem anonimamente, fornecendo aos Estados-membros a autoridade para determinar caminhos de roteamento e evitar o “desvio e apropriação indevida de inúmeros recursos” (veja, por exemplo, os MOD 30 e 31A propostos – mas existem inúmeras outras propostas que poderiam atingir o mesmo fim).

A resposta de Milton quando expressei preocupações sobre as propostas dos russos e de outros pode ser reduzida a “quem se importa?”. Milton argumenta que as regras atuais já contêm toda essa linguagem ruim (embora limitada aos serviços tradicionais de telefonia), e que utilizar a mesma linguagem em relação aos serviços de Internet não fará diferença. A Rússia e a China vão continuar a fazer o que eles querem de qualquer maneira, mesmo que a ITU rejeite as propostas.

Por que isto importa para a liberdade na internet?

Estou confiante de que os russos e os outros que levantam essas propostas estão familiarizados com as regras atuais. No entanto, eles consideram que pressionar estas questões para a WCIT é igual a tempo bem gasto, e com razão. Apesar do parecer contrário de Milton, o direito internacional atual não reconhece explicitamente o mesmo direito dos governos de interromper serviços na Internet como reconhece na telefonia básica. Pelo contrário, a tendência do direito internacional nos últimos anos tem sido a de tratar as interrupções generalizadas das redes de Internet que têm por fim suprimir o discurso como uma violação dos direitos humanos internacionais. Vimos isso na reação global à interrupção nacional das redes de Internet do Egito como parte de seu esforço para reprimir a “Primavera Árabe”, em 2011. Para nós, nos Estados Unidos, esta questão continua a se desenrolar diante do processo da Comissão Federal de Comunicações de fechar redes sem fios de governos locais.

A adoção de quaisquer das disposições pró-censura no WCIT não leva automaticamente à censura na Internet em toda parte. Mas isso representaria o primeiro revés material para o crescente consenso internacional de que interromper redes e exercer controle de outra forma sobre os fluxos de tráfego de Internet para fins de censura violam os direitos humanos fundamentais. Se os 193 membros nacionais da ITU  aprovarem expressamente o princípio de que países como a Síria podem interromper o acesso à Internet ou ditar o que provedores de informações de roteamento podem usar para “manter a segurança nacional” (ou para qualquer finalidade), torna-se muito mais difícil argumentar que tais ações violam direitos humanos fundamentais.

Eu também acredito que isso teria impacto na capacidade de o Departamento de Estado abertamente financiar programas destinados a desviar da censura governamental da Internet, como este na Síria. No momento, podemos dizer que o nosso financiamento a capacidade dos sírios de se desviarem da censura online do governo é totalmente consistente com as obrigações do tratado e não viola a lei internacional. Se o WCIT adotar qualquer uma das várias propostas pendentes, os programas para ajudar os movimentos de oposição em regimes repressivos a desviarem de controles do governo na Internet violariam as obrigações de tratados internacionais, e seria indiscutivelmente incompatível com o direito internacional.

Para ser claro, o risco não é porque há algo intrinsecamente sinistro sobre a ITU, ou porque o envolvimento das múltiplas partes interessadas é sempre bom em mercados livres. Mas também não é uma questão tão simplista quanto “você realmente acredita que uma votação no WCIT poderia dar à Rússia ou à ITU o controle da internet?” Ambos os tipos de concepções falsas devem levantar uma bandeira vermelha para qualquer um que esteja envolvido em um esforço sério para avaliar se quem está preocupado com o futuro da liberdade de expressão online deve se preocupar com o que acontece no WCIT. Pela nossa perspectiva, parece que vários países – entre eles, a Rússia – estão tentando alavancar o WCIT para legitimar práticas repressivas de censura da Internet sob a lei internacional. Aqueles que se preocupam com o futuro da liberdade de expressão online fariam bem em levar essa preocupação a sério.

Evento da União Internacional de Telecomunicações promove universalização da banda larga nas Américas

Evento da União Internacional de Telecomunicações promove universalização da banda larga nas Américas

Para promover a implementação da conectividade de banda larga na região, a União Internacional de Telecomunicações (UITabre as portas da Cúpula Conectar as Américas hoje (17). Participarão do encontro, que vai até a quinta-feira (19), Chefes de Estado e Governo, Ministros, Chefes-Executivos da indústria das tecnologias de informação e comunicação (TIC), funcionários das Nações Unidas, instituições financeiras, acadêmicos e a mídia.

Uma reunião ministerial finalizará hoje o rascunho do documento da Cúpula, enquanto um grupo de interessados de diversas áreas revisará os acordos de projetos e parcerias com base nas necessidades da região.

A proposta da Cúpula é mobilizar os recursos necessários para disseminação da infraestrutura de banda larga nas Américas, criando oportunidades de atrair um compromisso de investimentos em recursos humanos, financeiros e técnicos.

Mais informações, clique aqui e aqui.