Uma entrevista com o lendário ídolo vascaíno Carlos Germano

Lendário ídolo vascaíno Carlos Germano

Confira entrevista de Carlos Germano à Guerreiros do Almirante

Em 29 de junho de 2008, um grupo de torcedores seguiu até Vargem Grande, no CFZ, para encontrar um dos grandes ídolos da torcida vascaína, Carlos Germano. Com intuito de mostrar-lhe a homenagem prestada pela Guerreiros do Almirante, através de um trapo (bandeira), aproveitaram o encontro para um bate-papo para que ele pudesse conhecer um pouco mais sobre a história e as idéias do movimento. Através de uma antiga rede social, numa nossa comunidade do extinto Orkut, torcedores enviaram algumas perguntas para lendário Carlos Germano. Segue abaixo o resultado da entrevista.

Quais as músicas da sua época de jogador que você mais gostava?
Eu joguei algumas partidas com o samba-enredo acho que da Estácio, em 88, na época em que jogava o Geovani – que não recordo agora – e também o samba-enredo da Unidos da Tijuca, do centenário.

E atualmente tem alguma música que você goste?
Tem a do Juninho agora, que o pessoal fez do “Caldeirão”, que a gente consegue identificar, às vezes naquela confusão toda não dá pra entender a letra bem. E também na televisão eles mostram a letra e dá pra você acompanhar um pouquinho.

Pelo o que você conhece, o que você acha do Ideal desse Movimento, Guerreiros do Almirante?
Eu acho interessante porque foge à regra das torcidas que você vê por aí, quando se parte do princípio que o apoio é fundamental ao time, independente do resultado, porque lógico que tem dias que não tem como, dentro de casa mesmo a gente não tem uma boa apresentação, mas acho o incentivo sempre melhor que a cobrança, as vaias. Se o ideal de vocês é esse, o incentivo constante, aos jogadores em si e ao próprio clube, acho que é o caminho certo, se todo torcedor partisse desse princípio seria melhor.

Falando um pouco mais sobre sua carreira… Você considera a defesa da cabeçada do Oséas, na final de 97, a mais importante da sua carreira?
Pelo momento foi crucial, no final da partida. Não sei se ali, aos 40 e poucos minutos do segundo tempo, o Vasco não teria força para uma reação, se de repente fosse no início da partida, com o Maracanã lotado e o incentivo do torcedor a gente poderia reverter o quadro, agora pela circunstância de final de jogo, acho que seria um pouco complicado. Não foi das mais difíceis, lógico que toda cabeçada é difícil, por não saber aonde a bola vai, pro goleiro principalmente é muito difícil esse tipo de jogada, mas foi importante. Foi importante pra todo mundo, e acredito que o homem lá em cima estava olhando e não tinha como tirar o título da gente, não.

E qual foi então o momento mais marcante da sua carreira?
Tem umas passagens importantes no Vasco, em 92 foi quando eu passei a jogar efetivamente, que eu tive uma oportunidade. Era o Joel o treinador, e o que me marcou foi que eu joguei do lado do Roberto, maior ídolo do Clube, então você está jogando ao lado dele, jamais podia imaginar que um dia isso iria acontecer, e a gente foi campeão invicto aquele ano. Ano seguinte, em 93, teve a despedida do Roberto, que eu estive presente. Jogou Roberto e o Zico também vestiu a camisa do Vasco e participou daquele jogo, são umas coisinhas que vão ficando marcadas. Os títulos ficam sempre marcados. Um título nacional é importante, porque não é fácil você jogar um campeonato brasileiro, aí depois vem uma Libertadores no ano seguinte, no centenário do Clube você conseguir um título importante como a Libertadores, foi bom. Infelizmente não conseguimos trazer o Mundial, seria fechar com chave de ouro tudo o que a gente tinha planejado, os momentos difíceis, ficar um mês concentrado em hotel, exclusivamente para ali, viajar antes. Foram 3 anos, desde a volta do Edmundo, aí fez um timaço como o de 97, tentaram manter aquilo pra final do Mundial, e de negativo mesmo acho que só esse Mundial que a torcida merecia, acho que todo mundo merecia aquele título ali, mas a gente chega lá. Tem muita água pra rolar por debaixo da ponte, acho que o Vascão tem chances de ganhar um Mundial tranquilamente, com as mudanças, com tudo que vem acontecendo. Hoje entra o Roberto saí o Dr. Eurico, amanhã entra outro e o Vasco continua em busca sempre do melhor, sempre ser forte com a força que existe, e de repente chegar a um Mundial, e quem sabe futuramente não estou trabalhando lá dentro de novo, treinando goleiro, como segurança, como contador de piada…

Outra questão era realmente essa, se você tem alguma pretensão de voltar a trabalhar no Vasco.
Pretendo sim, pretendo desde a época que eu saí do Clube e fui pro Santos. Sempre deixei claro que tinha um projeto pro Clube quando voltasse, sempre foi muito claro pra mim que eu voltasse como treinador de goleiro. De repente com o Roberto pode acontecer, com o Eurico talvez acontecesse, eu estava até conversando com o Euriquinho a respeito de repente ter essa volta como treinador de goleiro. Eu treinaria os goleiros profissionais do Vasco, durante a semana traria jogadores das categorias de base, o goleiro dos juniores, do juvenil e até o do mirim para treinar com os profissionais, aí dentro desse processo todo, além de treinar os profissionais, ficaria no clube o dia todo para participar do treinamento das categorias de base, mas só especificamente com a parte de goleiro, e tentar descobrir alguma coisa que o Vasco tem deixado um pouco a desejar, nesses 5 últimos anos, desde a saída do Fabio, o Vasco não conseguiu firmar ninguém ali. Jogou o Mazaroppi 10 anos, jogou o Acácio, depois eu joguei 10 anos, o meu substituto seria o Hélton que poderia hoje tranquilamente jogar pelo Vasco pelo o que é, mas saiu precocemente com 2 anos, depois saiu o Fábio também, e o Vasco na conseguiu firmar, quer dizer, isso vem de baixo.. O Mazaroppi veio de baixo, o Cássio, eu vim de baixo, o Elton veio de baixo. O projeto é justamente esse, descobrir alguns talentos na divisão de base, uns 2 ou 3 goleiros, para que o Vasco durante uns 10, 20 anos não precise contratar para essa posição. Contratar lateral, atacante, mas goleiro vai estar muito bem servido.

Desde o Fábio não vemos goleiros do Vasco na seleção Brasileira…
Primeiro você descobre, primeiro você tenta trabalhar o que você tem, e consequentemente em cima do trabalho, do grupo, do momento do time, porque o goleiro também depende muito disso, se está defendendo um time bom, se está fazendo um bom campeonato e ser lembrado novamente. O Vasco sempre teve essa tradição de ter goleiros de ponta, que durante o campeonato o Goleiro consiga pro time de 20 a 22 pontos de repente nas partidas, salvando e ajudando, e que venha novamente ou nas divisões de base, ou no pré-olímpico ou na seleção principal possa novamente de repente um goleiro lá.

Qual sua opinião sobre o atual goleiro do Vasco? Há algo que ele possa fazer para melhorar?
Eu estive conversando com o Tiago há um tempo atrás, fui visitar o Edmundo, faz umas duas semanas, aí eu conversei com o Tiago. Eu acho o Tiago um belo goleiro, ele é novo, tem condições de ficar no Vasco durante uns 8, 10 anos, isso só depende dele. Você sempre torce e é apaixonado pelo Clube, mas se você for olhar o elenco do Vasco e for comparar a uns 3 ou 4 times, você não tem condições de repente de almejar um título, e o goleiro vive disso. O goleiro depende de uma boa zaga, depende de um time muito bem montado porque senão acaba sofrendo lá atrás. E eu falei com o Tiago isso, "se prepara porque é o seguinte: quando um começar a arrebentar, quem sofre sempre é o goleiro, ou é o goleiro ou é a zaga, então tente evitar o pior", se puder vai ser muito bem vindo, vai ser goleiro pra vários anos de Vasco da Gama e trabalhar sempre. Acho que o Tiago tem tudo pra permanecer, e lógico que querendo, trabalhando muito, sempre com dedicação, tem muito o que crescer, mas ele tem capacidade pra isso.

Voltando à sua carreira no Vasco, quais eram seus grandes amigos de elenco?
Na época que você joga, o convívio é diário, mas é aquele momento ali de duas ou 3 horas de treinamento, o convívio de concentração, de viagens. De freqüentar, sair com a família, era mais difícil porque o tempo vago que era pouco, você ficava em casa. O Edmundo já é amigo desde juvenil que a gente jogava junto, eu tenho uma amizade muito forte com o Márcio o goleiro, o Tinho que jogou também, foi goleiro nosso, com o Leandro Ávila. Foi também por causa dos filhos, todos com praticamente a mesma idade e brincam juntos e a gente tem essa afinidade. O Edmundo, não é de hoje, é Vasco, é Seleção, a gente morava no mesmo alojamento, então tem essa amizade juntamente com esses outros que eu falei, que a gente sempre morou junto embaixo das arquibancadas lá, e fica essa coisa família, a gente se fortalece com isso, e nos momentos bons e nos momentos ruins pra você estar firme. E o Edmundo, eu já tinha falado por telefone pra esquecer esse negócio, tem que jogar até os 40, ficar um pouco mais, pro Clube é bom ter um ídolo, às vezes você fica 1, 2 anos ou até como hoje, 5 anos sem título, mas um ídolo não pode faltar. Ter um cara de referência dentro do grupo, o Edmundo, hoje também com o Roberto voltando como presidente, então tem que ter uma pessoa pro torcedor vibrar, torcer pro torcedor saber que ele vai decidir uma hora e ter a paixão pelo cara também, está ali pelo que fez e isso é importante.

E que você acha dos jogadores hoje em dia, não ter essa ligação direta com o Clube que joga, como você foi, você é conhecido como Carlos Germano do Vasco.
E isso sempre vai ser… Acho que mudou muito toda essa situação do jogador não ter mais essa identificação com o Clube, mesmo sendo formado em casa, acho que foi depois que a da Lei do Passe foi feita, hoje o jogador vive de acordo com o contrato que ele assina com o clube. Se o contrato é de 1 ano, é 1 ano que ele vai ficar depois ele está livre pra seguir o caminho dele. Na nossa época mesmo tinha aquele negócio de ser estipulado seu passe na federação, quer dizer, então você sempre fazia contratos mais longos, de 2, 3, 4 anos e vivia dentro do Clube dessa forma. Acho que até os jogadores do Clube mesmo, que foram formados na divisão de base, se tivessem esse tipo de situação, se chegassem pros meninos pra fazer um contrato mais longo, de 4 ou 5 anos, acho que não teria problema nenhum, acho que eles ficariam, passam por tantas coisas ali dentro e de certa forma aprende a gostar do Clube também.

Quando você começou a jogador no Vasco, você não demorou muito pra ser campeão na categoria profissional. Como você vê esses jogadores que vêem da categoria de base, são pratas da casa mas não estão conseguindo trazer um título?
Acho que é o momento do Clube também, quando você tem um elenco forte, é mais fácil subir um jogador. Por exemplo, hoje a gente falou antes do Alan Kardec, tem o Pablo ainda subindo, que é um grande jogador, na minha opinião tem tudo pra ser um dos melhores, mas acho que precocemente. Eu acompanhei o Alan Kardec na divisão de base do Vasco, no juvenil, e o Vasco foi jogar a Taça São Paulo Junior com esse juvenil, quer dizer, o Alan Kardec não passou pelos juniores do Vasco, não teve essa formação de, de repente jogar no Maracanã, uma preliminar, então tudo isso faz parte, faz parte pra você se fortalecer. De repente os garotos sobem em uma situação em que o Clube tem seus altos e baixos dentro da competição, acabam não rendendo aquilo que de repente todos estavam esperando por serem a promessa que são. Acho que com esses jogadores, precisa ter um pouco mais de paciência, esperar fortalecer o grupo do Vasco em relação ao campeonato nacional para poder ir lançando aos poucos.

Qual elenco do Vasco você gostou mais de jogar? E qual o que você percebeu que tinham mais dificuldades em conquistar vitórias?
Na década de 90 nós tivemos momentos bons, de 92 a 94, um tricampeonato, o Vasco conseguiu montar bons times. Em 95 e 96 foi triste, tinha um ano desse daí que a gente não ganhava de ninguém, no Brasileiro mesmo a gente corria até risco, acho até que foram nos 2 anos que a gente correu risco de rebaixamento, ficando ali em 19º, 20º, e pra Vasco é ruim demais. A gente ficava 7 partidas sem vencer, de repente você vencia uma partida fora, como o Cruzeiro que aconteceu, depois você ficava 5, 6 partidas sem vencer, foram anos ruins. De 97 pra lá que começou a melhorar. Quando você tem bons patrocinadores, gente que investe, acho que você tem condições de montar bons times, como Vasco fez em 97 e em 98, foi uma década maravilhosa, acho que é por aí também.

Nesse ano de 98, onde o Vasco não conseguiu trazer o Mundial, qual era o pensamento do elenco? Quando vocês ganharam do River Plate, estavam confiantes no título, e até mesmo depois de ganhar do Barcelona de Guayaquil alguém achava que esse título não pudesse ser nosso?
Quando a gente ganhou do River Plate foi uma final antecipada, embora a gente soubesse que o Barcelona seria um jogo difícil, porque lá também tem um estádio enorme pra 90 mil pessoas e você encontra dificuldades. Você vê aí o Fluminense disputando agora, ganhou do Boca Juniors, o que foi uma final antecipada, mas teve uma surpresa nesse primeiro jogo. E depois que a gente foi campeão da Libertadores, não tinha favorito, porque daí você pega um Real Madrid, uma escola também que estava acostumada a vencer, seria um jogo realmente difícil. A gente só foi dar uma engrenada mesmo no final do 1º tempo, a gente não começou bem aquela partida, e no 2º tempo só deu Vasco, mas são coisas que tem que acontecer, a gente tinha tudo pra vencer no 2º tempo daquela partida. Estávamos confiantes, bem condicionados, em um único cochilo na hora que a gente não podia errar, foi quando aconteceu, única bola que tinha chegado ao nosso gol no 2º tempo foi a bola do Raul, em um lançamento onde praticamente todo o time do Real Madrid estava cansado, a gente estava mandando no jogo e deu no que deu, aquele corte do Vítor, ele tinha acabado de entrar, e a gente voltou pra cá desanimado, foi triste.

E com relação a sua carreira profissional agora? O que você está fazendo?
No final do ano passado comecei a treinar os goleiros do Joinvile – SC, pela WL do Wanderlei. Recebi o convite, fui e fiquei 4 meses no campeonato catarinense. Voltei em abril pro Rio e estava em casa, levando filho pro colégio, buscando, indo aos jogos do Vasco, aí o pessoal aqui do CFZ me chamou pra ficar aqui, vão jogar a jogar a 2ª divisão agora em agosto, e a gente começa uma preparação agora no meio de julho, a partir do dia 2 já começa uma preparação pra ver se esse time consegue subir pra 1ª divisão.

Para encerrar, deixe uma mensagem para toda torcida vascaína que tem você como um ídolo.
A mensagem é sempre que o Vasco, acima de tudo, tenha o amor pelo Vasco. Pra os que vão sempre ao estádio, acho que o Clube do Vasco precisa mais do torcedor do que do próprio time. Acho que o incentivo do torcedor fora é importante, o jogo que vocês tiveram contra o Corinthians–AL, eu também assisti aquele jogo, que é daquela forma que o Vasco fica imbatível, acho que independente do time que tenha. O torcedor tem que comparecer sempre, se tiver casa cheia melhor ainda porque eu acho que o Vasco consegue, através do torcedor o Vasco tem força pra almejar uma colocação muito boa nesse nacional. “Obrigado vocês pela visita. Pra gente é bom, pra gente que pára e gosta do Clube, e você receber uma homenagem como essa é muito bom, é gratificante mesmo.”

Fonte: Site da Guerreiros do Almirante

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◤✠◢ Vasco da Gama, 118 anos história ◤✠◢

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Mexia-se muito com o português naquela época. E só quem a viveu pode fazer uma ideia do papel que representou o Vasco na identificação completa do brasileiro e do português. Foi através do Vasco que o brasileiro conheceu melhor o português. E conhecendo aprendeu a gostar dele, aberto, franco, generoso, lusidíaco, se me permitem o termo […] O que o português fez no Vasco cabia numa página dos Lusíadas. Do campinho da rua Moras e Silva, o Vasco deu um salto para São Januário. Gozado, o português sentiu despertar nele, invencível, a velha fibra lusitana
Mário Filho. Revista Manchete, agosto de 1956

No dia de hoje comemoramos 118 anos do Club de Regatas Vasco da Gama. Na atualidade, o clube desenvolve variadas práticas esportivas, com acesso a todos os gêneros, diferentes faixas etárias e a indivíduos com as mais diversas condições sociais. Dentre os múltiplos esportes praticados, podemos citar o remo, esporte-fundador da entidade, o futebol, o atletismo, o futsal, o futebol americano, o futebol de praia (beach soccer), o basquete, etc.

Na tarde de 21 de agosto de 1898, os 62 idealistas reunidos na Rua da Saúde n. 293 talvez não imaginassem que o clube que estavam a fundar pudesse alcançar o gigantismo ostentado na contemporaneidade, uma instituição cujas inúmeras glórias alcançadas ajudaram a construir uma legião de adeptos (sócios e torcedores) que chegam ao patamar de milhões.

No apagar das luzes do século XIX, impulsionados pelos ares da modernidade, pelo desejo de praticarem um esporte símbolo dos novos tempos, homens ligados à chamada classe caixeiral, que na sua maioria trabalhavam no comércio do centro da Cidade do Rio de Janeiro, decidiram criar um novo clube para a prática do remo, eis que surgia o Club de Regatas Vasco da Gama.

As comemorações do IV Centenário da Descoberta do Caminho Marítimo para as Índias influenciaram no nome da nova instituição náutica e nos seus símbolos, principalmente, o maior deles, a cruz que os fundadores do Clube deram ao Vasco. Esta que fora inspirada naquelas presentes nas naus comandada pelos portugueses, como o almirante Vasco da Gama, no período das Grandes Navegações. A Cruz de Cristo, que se popularizou entre os vascaínos pela nomenclatura “Cruz de Malta“, foi instituída como o primeiro e grande emblema do Clube.

Necessitando organizar-se melhor após o seu nascedouro, o Vasco começou a competir no ano seguinte, em 1899. Como demonstração de sua força, logo em seu ano de estreia veio a primeira vitória em provas, com a Volúvel, no primeiro páreo e ainda um segundo lugar com a Victória, uma baleeira a quatro remos. Embora a prova não valesse para o campeonato, chamou a atenção de todos o feito dos vascaínos.

Os anos se passaram e as conquistas do Vasco foram se acumulando. Em 1904, vieram os dois primeiros troféus, a Prova Clássica Sul-América e a Prova Clássica Jardim Botânico. Logo após os seus primeiros anos de fundação, o clube tornou-se bicampeão de remo da cidade em 1905 e 1906, demonstrando a sua grandeza e realizando um feito que outros clubes mais antigos não haviam conseguido.

Um grandioso tricampeonato em 1912, 1913 e 1914 veio consolidar o Vasco como o maior clube náutico do Rio de Janeiro e um gigante do remo no Brasil. Nessa época, a ginástica e o tiro já eram praticados pelos sócios vascaínos. Acompanhando uma tendência que se espalhava pela cidade, crescia cada vez mais a influência do futebol entre o quadro associativo vascaíno e muitos sócios começavam a solicitar a inserção desta prática no clube, fato que viria a ser consumado a partir de 26 de novembro de 1915.

Na “Era do futebol”, o Vasco escreveu de uma vez por todas o seu nome no esporte mundial. Em 1923, tornou-se o primeiro clube carioca a ser campeão com jogadores negros e brancos de baixa condição social. Negando-se em 1924 a excluir seus atletas a pedido da AMEA, que congregava os clubes das elites cariocas, lutou pela democratização do futebol no Brasil. Em 21 de abril de 1927, inaugurou o então maior estádio da América do Sul, calando os críticos e os defensores de um futebol exclusivamente voltado para homens brancos de “boa família”.

O Estádio de São Januário, para além do futebol, tornou-se um patrimônio nacional ao ser sede de eventos culturais e políticos que marcaram a vida do país.  No estádio vascaíno, Getúlio Vargas assinou a lei que instituiu o Salário Mínimo, anunciou a instalação da Justiça do Trabalho, pronunciou discursos no Dia do Trabalho (1º de Maio) e no Dia da independência (07 de Setembro). Geralmente, na comemoração da independência, o maestro Heitor Villa Lobos regia corais orfeônicos com milhares de jovens e crianças. Além de Getúlio, a Tribuna de Honra teve a presença de outras figuras importantes da política nacional, como Luiz Carlos Prestes, Juscelino Kubitschek, Eurico Gaspar Dutra, João Goulart e outros. Na “casa vascaína” também foram realizados desfiles de escolas de samba e shows de bandas internacionais.

Na década de 40 e 50, o Vasco montou uma das melhores equipes da história do futebol, o Expresso da Vitória. Os jogadores vascaínos constituíam a base da seleção brasileira, e o Clube era o maior expoente do futebol nacional, posição ratificada com a conquista do seu primeiro título continental, o Campeonato Sul-Americano de Clubes Campeões (Chile, 1948).

Após a Segunda Guerra, a Fifa voltou a organizar uma Copa do Mundo, cuja sede foi no Brasil. No intuito de oferecer um grande palco para o evento, construiu-se o maior estádio do mundo à época, o Maracanã. O Vasco sagrou-se o primeiro campeão carioca no estádio, ao vencer o campeonato de 1950.

A seleção brasileira contou com a ajuda vital dos vascaínos para conquistar a sua primeira Copa do Mundo. Para o Mundial de 1958, o Vasco cedeu ao Brasil o zagueiro e capitão Bellini, o zagueiro Orlando Peçanha e o atacante Vavá. Este último foi o autor dos dois primeiros gols brasileiros na final contra a Suécia, virando o jogo em prol da seleção, quando esta perdia por 1 a 0.

No ano do seu centenário, 1998, o Clube conquistou outro campeonato continental, ao levar para casa a Copa Libertadores. Dentre os vários títulos e conquistas no “esporte bretão”, destacamos os 4 brasileiros, 1 Copa do Brasil e 24 títulos do Campeonato Carioca (sendo seis deles invictos: 1924, 1945, 1947, 1949, 1992, 2016; e um tricampeonato em 1992, 1993, 1994). Ainda citamos os torneios intercontinentais, como o Torneio Internacional Rivadávia Correa Meyer (1953), Torneio de Paris (1957), o Troféu Teresa Herrera (1957) e o Torneio Ramón de Carranza (1987, 1988 e 1989).

Para além dos gramados, quadras, piscinas e lagoas, o grande diferencial do Vasco é o fato de, por vezes, suas ações ultrapassarem o espaço reservado da prática esportiva em si e alcançarem as esferas sociais. A história do clube, em diferentes períodos, se entrelaça com a própria história do país e dialoga com algumas reivindicações das camadas menos favorecidas da sociedade.

No decorrer desses 118 anos, nós vascaínos, cantamos, rimos, choramos e comemoramos com o nosso Vasco. Esperamos que muitas outras glórias estejam por vir para nossa amada e centenária entidade, assim, engrandecendo ainda mais a riquíssima história do Club de Regatas Vasco da Gama.

Fonte: Portal do Vasco da Gama.

dcvitti vascaíno

Vascaíno desde 1979

Neste domingo, qual será a sua escolha?

Neste domingo, qual será a sua escolha... culto ou futebol?

Eu me decidi. Minha escolha é a igreja, louvar e agradecer a Deus por tudo o que ele está fazendo em minha vida. A questão não é ir na igreja no sábado ou no domingo, a questão é não ser manipulado pela grande mídia golpista que faz do Futebol a sua igreja e a Fifa o seu profeta. A final de um torneio ou um simples jogo qualquer é iludir o povo. Temos que vigiar irmãos, pois isso faz muito mau pra nossa obra. Sabemos que esse esporte elitista e burguês não representa toda massa. Tenho meu time de coração, o Vasco da Gama mas não assisto os jogos de futebol há um bom tempo. O futebol é pra mim é só isso! Sei que esse esporte pode e é manipulado para que o resultado seja favorável a atual conjuntura em que o país está passando e pelo que já li nas entrelinhas da Copa das Confederações e a política podre do seu profeta, o resultado será sim manipulado. Por fim, o que iremos ganhar com o jogo? Digo meu irmão que é apenas uma alegria passageira. No culto, uma alegria eterna. Neste domingo os pastores vão saber quem é quem na igreja…

◤✠◢ Sempre vascaíno ◤✠◢

dcvitti vascaíno.

Todo mundo tem uma foto revelada em papel que retrata uma passagem importante em suas vidas, não é verdade? Ainda mais quando essas fotos resgatam a nossa infância, que bem pouco sabe-se a sua origem. Então, revendo o álbum de família, lugarzinho de grande valor histórico e sentimental de cada um, apesar que isso não mais faz parte da gente nos dias de hoje, tem uma dessas fotos em que você goste muito. Eu tenho algumas que curto muito e é essa aí que postei em meu blog, que pra mim, identifica nossa personalidade e foi a primeira escolha de minha vida.

Reza a lenda que, segundo relatos da dona Catarina, minha mãe, que ela e meu falecido pai foram convidados para um casamento, e minha resolveu vestir-me com a roupinha do time. Mas porque o Vasco? Então, o Vasco é o Vasco o resto é fiasco. Minha mãe me disse que eu era mundo xereta do meu padrinho, que é vascaíno e meu pai queria que eu fosse do time dele, o Flamengo. Daí minha mãe foi até uma loja em Itajaí, a Giorama, importante loja de departamento da região e comprou os conjuntos, a do Vasco e do Flamengo. Pôs os dois uniformes na cama e pediu pro menino da mãe escolher e adivinha quem ele escolheu? Pra sorte da nação vascaína, aos um ano e oito meses, essa foi a minha primeira escolha!

Resumindo a história toda, depois da noiva, a gente foi a maior sensação da festa. Nasci em Luiz Alves e lá morei até os meus três anos de idade até mudarmos pra Pedra de Amolar, Ilhota sem ter que mudar a identidade futebolística e desde o outubro de 1979 eu visto essa camisa. Que tristeza pro meu pai. Mas logo depois ele ficou feliz, pois a minha irmã veio ao mundo e puxou o saco do pai e vestiu a camisa rubro-negra. Lá em casa, somos assim divididos: eu, vascaíno; a minha irmã e meu pai, flamenguistas; e minha mãe, corintiana. E a Rose? A Rose é de Jesus!