Lula, você não está sozinho

You’re Not Alone #FreeLula

O músico brasileiro Daniel Teo, atualmente residindo nos Estados Unidos, fez uma linda música homenageando o companheiro Lula. Contando com forte influência de John Lennon e Bob Dylan, esta canção tem tudo para virar um hino internacional pelo #LulaLivre e contra todas as injustiças sofridas pelos outros heróis e heroínas também citadas na mesma canção.

 

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Estados Unidos e Brasil: vulnerabilidade na segurança digital

Edward Snowden

Com os olhos fixos na transmissão da Copa do Mundo na Rússia, a população brasileira conforta-se em face de sua robustez futebolística perante países mais desenvolvidos e também ante governo nacional incapaz de recuperar a combalida economia após dois anos de rigorosa recessão e um de crescimento pífio.

Há dois decênios ao menos, o avanço tecnológico na área da computação possibilitou o acesso a dados pelas grandes potências de maneira inimaginável noutro tempo, embora parte das informações esteja disponível de modo espontâneo pelos próprios usuários das populares redes sociais, em sua maioria de origem norte-americana.

Desde meados da década de 50 do século passado, a parceria político-econômica entre Washington e empresas de grande porte funciona sem dificuldades, haja vista a necessidade de superar seus adversários, que estatais, quer privados. O encerramento da Guerra Fria não alteraria a colaboração próxima.

De toda forma, o Planalto protestou diante da Casa Branca ao final de 2013 sobre as denúncias acerca de espionagem cotidiana. Sem rivais militares ou ideológicos à altura, a despeito da justificativa de combate ao terrorismo integrista, a bisbilhotice governamental poderia auxiliar seu segmento privado, em especial em grandes contratos como o setor aéreo, por exemplo.

Tendo em vista tal possibilidade, a espia teria alcançado outrossim Alemanha e México, ao dirigir-se até seus mandatários Angela Merkel e Enrique Peña Nieto, a ser substituído em breve em função da vitória acachapante da oposição trabalhista.

De maneira oportuna, Vladimir Putin concedeu asilo ao norte-americano avalista das denúncias, Edward Snowden, ex-funcionário de uma prestadora de serviços à Agência de Segurança Nacional (NSA).

Segundo ele, a supervisão das comunicações globais pela burocracia estadunidense não se limitaria à preocupação com segurança apenas, porém, ao mercado também. Assim, a ideia comumente propalada no pós-Guerra Fria de que na economia predominaria o liberalismo não prosperaria. A defesa do interesse das corporações nacionais valeria sem ressalvas.

Chamou a atenção nas denúncias do expatriado estadunidense seu antigo grau de acesso a informações avaliadas como bastante restritas, em decorrência do alto grau do status dos monitorados – presidentes ou primeiros ministros.

Seria possível especular que dezenas de milhares de cidadãos daquele país teriam acesso a informes outrora reduzidos a pequeno número de autoridades: civis, servidores de carreira ou ‘terceirizados’ como o próprio Snowden, ou militares, com a inclusão dos de baixa patente como o soldado Bradley – hoje, Chelsea – Manning, preso por sete anos por violar a Lei de Espionagem de 1917.

Diante disso, a manutenção de confidencialidade, posto o acesso assaz amplo, seria muito difícil pela Casa Branca. Apesar da severidade da legislação local com a violação eventual de sigilo, vigiar isso ao correr dos anos seria complicado.

A despeito da gravidade do caso, Washington não demonstraria boa vontade em desculpar-se ou mesmo pormenorizar de forma reservada a Brasília o modo como a coleta de dados teria ocorrido e para qual fim, de sorte que se minimizasse o desgaste diplomático e, por conseguinte, se resguardasse a imagem da administração dos trabalhistas, frustrados com a postura dos democratas ao norte do continente.

Fonte – Por Virgílio Arraes, doutor em História das Relações Internacionais pela Universidade de Brasília e professor colaborador do Instituto de Relações Internacionais da mesma instituição.

[Tutorial] Aprenda como transformar qualquer gravação de áudio em texto

Digitação por voz através do Documento Google

Sim! Isso é possível.

Imagina só você poder escrever textos sem digitar nenhuma letra, simplesmente utilizando o áudio já gravado em algum dispositivo que você fez ou um áudio de algum  outro arquivo ou vídeo. Isso já é possível e vamos mostrar uma maneira super simples de transformar esse áudio em texto automaticamente e o melhor, é grátis.

O primeiro jeito é através de um aplicativo, e o outro apenas por um documento do Google e aqui vamos explicar simultaneamente as duas dicas.

  1. A primeira coisa que você precisa fazer é baixar o aplicativo Virtual Áudio Cable.
  2. O segundo  passo faça instalação do seu computador a instalação é bem simples.
  3. Depois de fazer a instalação acesse o Google Drive e abra um novo Documento Google.
  4. Próximo passo abra o microfone no Documento Google, para isso acesse  o menu “Ferramentas” e depois vá na opção “Digitação por voz”. Caso o documento solicite acesso ao microfone, clique na opção permitir.
  5. Na sequencia, você precisa configurar o microfone do seu computador para captar o áudio e transcrever para o Documento Google.
  6. Clique com o botão direito do mouse no ícone de som do computador e abra a opção “Dispositivos de reprodução”.
  7. Na janela que abrir, selecione a opção Line 1, e defina como padrão, depois basta clicar em OK.
  8. Repita o passo anterior porem desta vez selecione a opção “Dispositivos de Gravação”.

Feito isso, você já pode iniciar o processo de transformar o áudio em texto automaticamente no seu computador, basta dar play no vídeo ou áudio ir na janela do Documento Google e clicar no ícone de microfone para iniciar.

Nesse momento o programa deve iniciar a digitação automática e durante a gravação você não consegue ouvir qualquer áudio no seu PC.

Importante ressaltar que durante a “Digitação por voz” o dispositivo sendo ele um desktop e/ou laptop necessita uma conexão via internet para que possa executar o serviço. Caso não consiga instalar o programa Virtual Áudio Cable o próprio Documento Google faz o serviço.

Abaixo, um vídeo tutorial maroto para que você possa aprender melhor como executar esse serviço.

“Bohemian Rhapsody” é o filme que conta a história de Freddie Mercury

Bohemian Rhapsody filme poster Queen

Queen divulga teaser do filme Bohemian Rhapsody.

O Queen divulgou as primeiras imagens do filme “Bohemian Rhapsody” que conta a história de Freddie Mercury. O teaser mostra trechos de cenas do ator Rami Malek como o vocalista da banda britânica. Com direção de Bryan Singer, “Bohemian Rhapsody” está previsto para estrear nos cinemas no dia 2 de novembro. Os membros Brian May e Roger Taylor são os produtores executivos do filme e supervisores musicais. Agora é esperar pra curtir.

 

O nosso país falhou, a gente falhou. Eu falhei!

Essa semana no Rio de Janeiro, mataram a vereadora e seu motorista. Morreu uma médica na Linha Vermelha, latrocínio. Morreu um gari, assassinado. Morreu um feirante, morto a facadas. Morreram dois jovens de uma favela, envolvidos com o tráfico. Um policial foi alvejado na saída do trabalho, caiu morto. Uma mulher foi morta pelo marido, feminicidio. Mataram também um jogador de futebol de várzea, se engracou com a mulher do açougueiro e pá, mataram. Deram dois tiros num caminhoneiros, ele não quis entregar seu caminhão para assaltantes. Um filho matou o pai, ele usava drogas e o pai batia nele. Uma moça foi estuprada e morta num terreno baldio também…

Todo dia tem vítima da violência. No Rio, em SP, no Acre, em Manaus, em Porto Alegre, em Camboriú. Todo dia a gente perde a dignidade. Sejam estas pessoas de esquerda, direita, policial, jornalista, ativista, médico, padeiro, gari, bandido…

O nosso país falhou. A gente falhou. Eu falhei. Em dois dias eu li extremos absurdos nas redes sociais, grupos de WhatsApp, ouvi horror nas ruas. Ninguém se entende. Ninguém quer dar o braço a torcer. Ninguém admite o erro. Ninguém quer fazer nada. Uso uma rede social para pedir que eu e você, levantemos nossa bunda para fazer alguma coisa. Daqui uns meses temos eleições, quem sabe uma possibilidade de mudar, mas sem salvadores da pátria. Eles não existem.

A escuridão no país tropical parece não ter fim, mas só nós podemos dar luz a um futuro. Será a última vez que vamos poder acreditar. Vem junto, vem.

Artigo de Rafael Weiss postado originalmente em seu perfil no Facebook.

Vereadora Marielle Franco

Furb promoverá curso sobre o golpe de 2016

Golpistas de 2016

O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil.

O curso de extensão O GOLPE DE 2016 E O FUTURO DA DEMOCRACIA NO BRASIL é uma inciativa de solidariedade ao movimento nacional em defesa da autonomia e liberdade acadêmica para o debate crítico de questões nacionais relevantes. O Curso tem três objetivos complementares:

  1. refletir sobre a fragilidade do sistema política brasileiro na experiência democrática;
  2. analisar características do processo de democratização, emergência do PT e do
    Governo de Lula e Dilma; e
  3. analisar o Golpe de 2016 e suas consequências para a nação e democracia brasileira.

O curso possibilitará formação complementar aos estudantes e poderá mobilizar interesse para estudos específicos sobre esta conjuntura e sua relação com a realidade local. Ele complementa outras iniciativas de extensão já promovidas na Universidade sobre os impactos destes fatos na cidadania e na emergência de uma agenda conservadora e reacionária.

Justificativa

A realidade nacional contemporânea tem sido objeto de intensa reflexão tanto no Brasil quanto no exterior. Com o processo de democratização inciado no final de 1970 havia um entendimento que os os desafios sócio-históricos limitavam-se a consolidar a experiência democrática consubstanciada na Constituição de 1988.

No entanto, assistimos a emergência de um novo movimento questionador da democracia e de suas institucionalidades. Um movimento presente nas ruas e nas instituições. O futuro da democracia está incerto.

Acompanhamos o amplo interesse da comunidade acadêmica para caracterização e análise deste contexto. De forma hegemônica no campo das ciências humanas há um entendimento de que já foram quebradas regras democráticas constitucionais com apoio da maioria no congresso nacional, poder judiciário e grandes veículos de comunicação. O que está em debate é a relação deste processo ¨golpista” com as bases estruturais da sociedade, sua relação com o contexto de crise da sociedade capitalista mundial e com a história nacional caracterizada pelo permanente recurso a saídas autoritárias no enfrentamento dos impasses e conflitos.

Por iniciativa do o professor Luís Felipe Miguel, titular do Instituto de Ciência Política/Universidade de Brasília foi ofertada a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia do Brasil”. Tal iniciativa foi seguida de forte reação do Ministério de Educação no sentido que questionar tal iniciativa, configurando mais uma ação de interferência política sobre a Universidade Brasileira. Em solidariedade ao professor Luis Felipe outras universidades passaram a ofertar o curso sob forma de disciplina ou curso de extensão.

A proposta aqui apresentada faz parte deste um movimento de solidariedade que tem se manifestado em mais de três dezenas de iniciativas semelhantes e de defesa da liberdade científica e da autonomia universitária (incluindo o manifesto de mais de cem intelectuais nos Estados Unidos).

No entanto, mais do que um ato de solidariedade se trata de oportunizar o acesso ao conhecimento desenvolvido sobre tal contexto pelo pensamento social contemporâneo (nacional e internacional). Constatamos fortes evidências analíticas de que a destituição da presidenta da república em 2016 foi um golpe e que o governo instalado (e seus defensores) não possui legitimidade.

Com a proximidade do processo eleitoral os impasses se evidenciam e os riscos de instabilidade política se aprofundam.

Assim sendo o Curso “O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil” pretende ser uma modesta contribuição para a reflexão sobre os acontecimentos recentes a partir da socialização da produção acadêmica produzida sobre os mesmos.

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Procedimentos metodológicos

O Curso está organizado em três módulos.

MODULO I – DEMOCRACIA E GOLPE NO BRASIL

  • Objetivo: Analisar o contexto histórico e impasses do processo de implementação da democracia no Brasil, bem como sua sistemática negação pelas sucessivas tentativas de golpe ou mesmo implementação do regime ditatorial a partir de 1964.
  • Conteúdo: 
    • 14/04/18: Regime Político e Classes Sociais no Brasil pós-guerras
      • Responsável: Dr. José Roberto Paludo (Sociologia)
      • Carga horária: 3 horas
    • 21/04/18: O Golpe de 64 e a ditadura militar
      • Responsável: Esp. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira
      • Carga horária: 3 horas
    • 28/04/18: Da transição à Constituição de 1988
      • Responsável: Ms. Viegas Fernandes da Costa (História)
      • Carga horária: 3 horas

MODULO II – DAS LUTAS POPULARES AO LULISMO

  • Objetivo: Analisar as condições históricas de emergência dos novos movimentos sociais e sua relação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Analisar a emergência do Lulismo e aspectos que permitem compreender sua força popular e suas fragilidades para enfrentamento da crise geradora do impedimento da presidenta Dilma.
  • Conteúdo:
    • 05/05/18: Os novos movimentos sociais e o surgimento do PT
      • Responsável: Dr. Valmor Schiochet (Sociologia Política)
      • Carga horária: 3 horas
    • 12/05/18: PT e Lulismo. Projeto Nacional e Inserção Internacional
      • Responsável: Esp. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira
      • Carga horária: 3 horas
    • 19/05/18: O Lulismo. Direitos Humanos e Inclusão Social
      • Responsável: Dr. Lucas Haygert Pantaleão (Serviço Social)
      • Carga horária: 3 horas
    • 26/05/18 – O Lulismo (II) Transformações no Mundo do Trabalho e a Classe Trabalhadora
      • Responsável: Dr. Valmor Schiochet (Sociologia Política)
      • Carga horária: 3 horas

MÓDULO III – O GOLPE, O GOVERNO ILEGÍTIMO E A RESISTÊNCIA

  • Objetivo: Analisar o processo do Golpe e suas interpretações com destaque para elementos relativos a atuação do judiciário, a emergência na arena pública de movimentos conservadores. Analisar o governo Temer e as principais medidas que conduziram à sua impopularidade bem como as resistências sociais e populares no contexto latinoamericano.
  • Conteúdo:
    • 02/06/18: O Golpe. Ativismo Judiciário e Ruptura institucional
      • Responsável: Dra. Cátia R M Liczbinski (Direito)
      • Carga horária: 3 horas
    • 09/06/18: A nova direita e a Ascensão do parafascismo
      • Responsável: Dr. Leonardo Brandão (História)
      • Carga horária: 3 horas
    • 16/06/18: Governo Temer: Crise Econômica e Ultraneoliberalismo
      • Responsável: Dr. Ivo Marcos Theis
      • Carga horária: 3 horas
    • 23/06/18: Golpe e as resistências populares na América Latina e Caribe:um olhar epistemológico afroamericano e desde a diáspora de África
      • Responsável: Dr. Marcos Rodrigues da Silva (Ciências da Religião)
      • Carga horária: 3 horas
    • 30/06/18: Golpe. Avanço da direita e conservadorismo e mídias sociais
      • Responsável: Ms. Thiago de Oliveira da Silva (Sociologia)
      • Carga horária: 3 horas.
  • Fechamento:
    • 07/07 (Palestra de encerramento): Desafios para a Democracia Brasileira pós-Golpe
      • Responsável: Dr. Márcio Pochmann (Economia/Unicamp)
      • Carga horária: 3 horas

Cada um dos módulos será desenvolvido a partir de diferentes temáticas com maior concentração para a análise do Módulo III e terá seu desenvolvimento sob a responsabilidade um dos professores do Curso (que atuarão de forma voluntária) a partir do subsídio de textos e documentários (disponibilizados aos participantes).

Serão doze (12) encontros temáticos que acontecerão semanalmente aos sábados das 9 às 12 horas.

Os encontros temáticos serão precedidos por um encontro inaugural no qual será apresentada a proposta, seus objetivos e fundamentos, bem como, será pactuada com os participantes a metodologia de estudos e compromissos para o adequado andamento das atividades.

O Curso terá seu término com uma palestra que será proferida pelo Prof. Márcio Pochmann da Unicamp.

Serviço

  • Realização
    • Data de início: 07/04/2018
    • Data de término: 07/07/2018
    • Carga horária total: 42 horas
    • Local: Campus I – Universidade Regional de Blumenau
  • Inscrição:
    • Data de Início: 19/03/2018
    • Data de Término: 02/04/2018 (até às 23:59 horas deste dia)
    • Local da inscrição: Por meio eletrônico via e-mail golpe2016.curso@gmail.com (Preenchimento de Formulário)
    • Valor: R$ 10,00 (Estudante/Profissional/Comunidade)
  • Público alvo:
    • Comunidade acadêmica: Acadêmicos/Docentes
    • Comunidade externa: Comunidade em geral/Setor privado/Setor público (municipal estadual ou federal)/Sociedade civil organizada (Associações de Moradores, ONGS, etc.)
  • Certificação:
    • Frequência mínima: 75%
    • Local de entrega: Local do curso
    • Assinaturas adicionais: Valmor Schiochet
  • Palestrantes/Parceiros:
    • Dra. Cátia R M Liczbinski (Direito), Dr. Ivo Marcos Theis, Esp. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira, Dr. José Roberto Paludo (Sociologia), Dr. Leonardo Brandão (História), Dr. Lucas Haygert Pantaleão (Serviço Social), Dr. Márcio Pochmann (Economia/Unicamp), Dr. Marcos Rodrigues da Silva (Ciências da Religião), Ms. Thiago de Oliveira da Silva (Sociologia), Dr. Valmor Schiochet (Sociologia Política), Ms. Viegas Fernandes da Costa (História)

Bibliografia

Considerando a falta de espaço para inserção da lista de referências bibliográficas a mesma será inserida como documento anexo que costa no slide abaixo.

Documentários

Considerando a falta de espaço para inserção da lista de referências audiovisuais compartilharemos a relação dos filmes indicados no conteúdo programático do curso.

Onde Igreja e pastorais podem ajudar a quebrar a espiral da violência?

Teologia Negra

Ronilso Pacheco faz uma análise sobre a violência racial a partir da proposta da CF 2018.

Talvez o que podemos realmente fazer enquanto igreja, para contribuir com a construção de uma cultura onde a violência não tenha mais lugar central, seja onde exatamente nossa posição nos cabe: nós podemos inviabilizar a sacralização da violência, que passa pela divinização do sangue.

Uma contribuição importante da chamada Teologia Negra nos Estados Unidos foi denunciar o lugar central que a crucificação de Jesus tinha para o cristianismo. Neste lugar central, a cruz sempre teve um papel de relevância como um símbolo de sacrifício máximo, ao qual Jesus se submete (quase) voluntariamente. A compreensão equivocada da narrativa do “esvaziamento” de Jesus contida em Filipenses 2, transformou a crucificação em um auge do ministério de Jesus. O sacrifício foi necessário, e, como tal, perde a força de sentido como um instrumento de tortura e morte usado pelo poder, pelo Império, pelo estado, pelas autoridades, políticas, militares e religiosas para punir, constranger, eliminar, intimidar, executar e (consequentemente) fazer sangrar sujeitos considerados “ameaças”, corpos e presenças que eram um risco para a “ordem social”.

A Teologia Negra comparou a crucificação de Jesus ao linchamento de negros na sociedade racista e segregacionista dos Estados Unidos dos anos finais do século XIX e primeira metade do XX. Se, em algum momento da narrativa bíblica, o Deus de “perfil guerreiro” desaparece, condena o derramamento do sangue inocente e desagua na pessoa de Jesus de Nazaré como o Deus que é todo amor, com profunda ênfase na misericórdia e no perdão, deveria desaparecer nossa linguagem violenta sobre Deus (o “general”, o “Senhor dos Exércitos”, aquele a quem “a vingança pertence”, que recorre “a vara” para a correção, o Deus da “ira implacável”, aquele cuja ira “devorará os ímpios), dando lugar a compreensão plena do Deus que escolhe ser definido como amor.

No entanto, o sangue continua tendo lugar central na nossa cultura cristã, e, muito por isso, a compreensão da violência como recurso possível não nos deixa em paz. Se o sangue é necessário, a violência que provoca o seu derramamento também passa a ser. Tudo o que temos visto no comportamento social de nossas cidades, como o Rio de Janeiro, é a violência ocupar o lugar central. Tão central que a ideia de segurança pública passou a se resumir única e exclusivamente a “gestão da violência”.

A segurança pública deixou de ser a oportunidade que o público (a população, todas e todos) deveria ter de ter acesso a paz, aos bons tratos, aos serviços que funcionam para si e para os outros, de não ser coagido pelas necessidades extremas e nem pela pressão de ter mais e mais numa cultura social que prioriza o consumo e o privilégio. A segurança pública resume-se agora a “gestão da violência”.

Com efeito, espera-se que a violência sirva para punir violentos e ameaçadores de violência. Vai do linchamento do infrator que furtou o celular até as operações policiais que precisam dar como “saldo positivo” para a sensação de insegurança (seja lá o que for isso) a apresentação dos corpos pretos e pobres, devidamente incriminados, para que todos possam saber que acabamos de ter um criminoso a menos, um traficante a menos, um vagabundo a menos. A cultura do sangue derramado se espalha mesmo onde sangue (ainda) não foi derramado. Ter uma comunidade ocupada pela presença ostensiva de militares do Exército não é apenas a militarização da vida cotidiana, é o recurso da violência das armas que indicam que, a qualquer movimento estranho, o sangue será derramado.

Não há (e nem pode haver) poder no sangue. Nossa política pública de segurança, a resposta do poder para a violência, a ocupação dos territórios precarizados e desassistidos; a criminalização prévia dos corpos pretos e pobres; a militarização da vida cotidiana; as estratégias de auto defesa que clamam pelo porte de armas; a espetacularização midiática da violência que espalha mais medo e influencia nas respostas de soluções fáceis das autoridades visando calar a opinião pública; a circulação de armas nas favelas; o inacabável comércio de drogas ilícitas rodeado de violência e crueldade; as crianças que pulam corpos a caminho da escola.

Tudo está manchado de sangue. Tudo na sociedade está atravessado pelo sangue, e a igreja é uma voz que poderia desmistificar o sangue deste lugar simbólico sacrifical que é capaz de produzir algo de valor. Não pode.

Se continuar afirmando que há poder “no sangue de Jesus”, continuaremos abrindo margem suficiente para que os métodos usados para fazer Jesus sangrar até a morte tenha tido alguma utilidade para os planos de Deus. O que é o mesmo que dizer que Deus usa as mesmas armas da estrutura da morte, para vencer a morte. E até onde sabemos, na narrativa dos Evangelhos, a morte é vencida com a ressurreição. A cruz é arma do Império. A ressurreição é resposta de Deus, para dizer que a vida deve sempre vencer.

E, sejamos sinceros, com quem o corpo de Jesus se parecia na hora da morte. Sua pele escura, sua condição social precária, seu território pobre e militarmente ocupado, sua ascendência de um povo marcado pela escravidão, punido, sem oportunidade, sem justiça, vítima do medo e do desprezo. Isto mostra que, na cultura do sangue derramado e da violência (socializada e institucionalizada), raçaclasse e gênero continuarão sendo sempre os fatores decisivos para definir aqueles e aquelas cujo sangue continuarão a jorrar. E é por isso que precisamos denunciar este ciclo, desmistifica-lo. Não há poder no sangue.

Fonte: Texto de Ronilso Pacheco para o Portal das CEBs

Como viver sem o Google? Simples, remova o Google de sua vida! Sim, isso pode ser feito

Google no aniversário de #DialisonCleberVitti #28022018

Remover o Google de sua vida? Sim, isso pode ser feito!

Google rastreadores foram encontrados em 75% dos principais milhão de sites. Isso significa que eles não estão apenas seguindo o que você procurar, eles também estão rastreando os sites que você visita e usando todos os seus dados para anúncios que seguem você em torno da internet. Os seus dados pessoais também podem ser intimado por advogados, inclusive para casos civis como o divórcio. Google respondeu mais de 100.000 tais solicitações de dados, só em 2016!

Mais e mais pessoas também estão percebendo o risco de depender de uma empresa para tantos serviços pessoais. Se você está se juntando às fileiras de pessoas que já decidiram coleta de dados do Google tornou-se muito invasivo, aqui estão algumas sugestões para a substituição com custo de comutação mínima. A maioria são livres, embora mesmo aqueles que são pagos valem a pena – o custo de não mudar é um custo para a sua privacidade pessoal, e a boa notícia é que temos uma escolha!

Google Search -> DuckDuckGo (grátis)

Vamos começar com o mais fácil! Mudar para DuckDuckGo não só mantém suas pesquisas privado, mas também dá-lhe vantagens adicionais, como nossos atalhos estrondo, acessível Instant Answers e sabendo que você não está preso em uma bolha de filtro.

Gmail, Calendário e Contatos -> FastMail (pago)

Hospedamos @ duckduckgo.com endereços em FastMail, um serviço independente, paga que também inclui calendário e contatos apoiar em todos os dispositivos. Há também várias maneiras de obter e-mail criptografado entre partes confiáveis por integrar ferramentas de criptografia PGP. Mesmo mais privado alternativas de e-mail são ProtonMail e Tutanota , ambos dos quais oferecem criptografia end-to-end por padrão.

YouTube -> Vimeo (livre com opções pagas)

Para os vídeos que estão somente no YouTube (infelizmente, muito), você pode procurar e assisti-los em DuckDuckGo para uma melhor proteção da privacidade através do domínio “youtube-nocookie” do YouTube. Se você estiver criando e hospedagem de vídeo-se, no entanto, Vimeo é a alternativa mais conhecido que incide sobre os criadores.

Google Maps -> Mapas da Apple (gratuito), OpenStreetMap (grátis)

Para os usuários do iOS, a Apple dá-lhe uma alternativa construída em via Mapas da Apple, por isso nenhuma instalação é necessária. Para suporte a dispositivos mais amplo, veja OpenStreetMap (OSM), que é mais aberto, embora possam não ter a mesma facilidade de utilização ou da qualidade de cobertura de mapas da Apple.

Google Drive -> Resilio sincronização (livre com opções pagas)

Outro serviço que usamos internamente, Resilio Sync, fornece sincronização de arquivos peer-to-peer que pode ser usado para a armazenagem privada de arquivos, backup e compartilhamento de arquivos. Isso também significa que seus arquivos nunca são armazenados em um único servidor na nuvem! O software está disponível para uma ampla variedade de plataformas e dispositivos, incluindo servidores.

Android -> iOS (pago)

A alternativa mais popular para Android é de iOS curso, que oferece criptografia de dispositivo fácil e mensagens criptografadas via iMessage por padrão. Temos também dicas para aumentar a proteção de privacidade no seu iPhone ou iPad.

Google Chrome -> Safari (gratuito), Firefox (gratuito), Bravo (grátis)

Safari foi o primeiro navegador grande para incluir DuckDuckGo como uma opção de pesquisa privada built-in. Um navegador compatível mais cross-dispositivo é o Firefox, da Mozilla, um navegador open source com um bloqueador de rastreador built-in no modo privado. Admirável vai um passo além com bloqueio rastreador ativado por padrão. Há também muitos outros navegadores que vêm com DuckDuckGo como uma opção de built-in.

Blogger -> Santo (pago), WordPress (livre com opções pagas)

Santo é tanto uma hospedado (pago) e uma plataforma de blogging auto-instalável, por padrão e gerido por uma fundação sem fins lucrativos livre-tracker. Nós gostamos tanto que usá-lo para o nosso próprio blog ! Uma alternativa livre é WordPress, alimentando cerca de 25% dos sites do mundo. Também está disponível tanto para auto-instalação e como um serviço hospedado, sem trackers de terceiros por padrão. A comunidade é enorme, com uma extensa documentação multilingue e muitos temas para escolher.

O Hangouts do Google -> Zoom (livre com opções pagas), appear.in (livre com opção paga)

Zoom é uma alternativa de vídeo chat robusta usamos internamente que funciona bem mesmo para um grande número de participantes, embora requer software a ser instalado. Uma alternativa web somente é appear.in que não requer uma conta – basta ir ao site para abrir uma sala de chat e você está pronto.

Google Allo -> Signal (grátis)

Existem vários serviços que oferecem mensagens privada, mas, como já mencionado anteriormente, sinal recebe a nossa recomendação. Ele oferece, end-to-end encryption livre para ambas as mensagens e chamadas privadas. É também recomendado por Edward Snowden e renomado especialista em segurança Bruce Schneier, entre outros.

Como você pode ver, afastando-se Google não precisa ser difícil. Na verdade, você pode achar que você preferir as alternativas ao mesmo tempo, cada vez melhor privacidade!

Orgulhosamente DuckDuckGo

Assinatura de Dax

 

Alcântara: o custo do Centro Espacial para as comunidades quilombolas

Centro de Lançamento de Alcântara

Novos projetos da base de lançamentos ameaçam 400 moradores de comunidades próximas à Alcântara, no Maranhão.

O Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, mudou a vida de dezenas de famílias quilombolas. Se antes moravam ao lado do mar e sobreviviam da pesca, a nova morada, nas chamadas agrovilas, está a 40 quilômetros da antiga residência. Hoje, compram o peixe – que chega na garupa de motos.

O segundo maior Centro Especial de Foguetes do mundo nunca mandou um só satélite ao espaço. Este ano, o governo Temer retomou negociações para que os Estados Unidos usem a base.

Novos projetos ameaçam 400 pessoas das comunidades de Boa Vista e Manuma. Nessa última comunidade, vivem 71 famílias de remanescentes de escravos. Há 30 anos vivem um conflito territorial com o Centro de Lançamento de Alcântara.

Apoie a Repórter Brasil. Saiba como acessando este link!

Dizem que o ano só começa depois do carnaval, mas não é bem assim…

Cartunista André Dahmer da série de tirinhas Malvados se juntou voluntariamente a Anistia Internacional no Brasil

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Para nos apoiar nessa missão, o cartunista André Dahmer, da série de tirinhas Malvados, se juntou a nós voluntariamente e criou, com exclusividade, 5 peças que chamam a atenção para a agenda de retrocessos em direitos humanos que está em pauta no Congresso Nacional. É incrível como os cartoons conseguem comunicar, rapidamente, os temas da nossa campanha Direitos Não se Liquidam.

As charges, que guardam o traço único e o humor afiado de André Dahmer, questionam desde a proposta da redução da maioridade penal às ameaças que criminalizam os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, e serão lançadas ao longo da campanha em 2018. Acompanhe a Anistia Internacional nas redes sociais e fique por dentro de cada detalhe dos lançamentos.

Além das peças originais, você também poderá apoiar com a nossa mobilização, fazendo uma doação e ganhando camisas com as artes do artista.

’Eu quero pedir encarecidamente que vocês olhem todo o material e contribuam com a instituição que já faz um trabalho de muitos anos de maneira séria, apartidária, e que tem feito a diferença ao redor do mundo, em vários países onde o sistema democrático tem falhado. A Anistia precisa desse fundo para trabalhar em defesa dos direitos que a população está perdendo aqui.
André Dahmer

As camisas ilustradas com a charge “Uma breve fábula sobre direitos humanos”, que abre a série, já estão disponíveis nas cores branca e preta, e você já pode garantir a sua com doações a partir de R$70.

Que tal vestir a camisa e, literalmente, apoiar a mobilização para que nenhum dos nossos direitos seja liquidado em 2018?

Apoiando a campanha Direitos Não se Liquidam com doações, você fortalece a mobilização e a pressão contra as propostas legislativas que colocam em sério risco os direitos e as vidas de milhões de brasileiros.

Anistia Internacional Brasil