Você já pensou em mudar o mundo?

Projeto Banana-Terra

Você quer mudar o mundo?

Por acreditar e reconhecer o poder da nossa juventude, o Projeto Banana-Terra, uma parceria entre os escritórios brasileiros da Anistia Internacional e do Greenpeace, busca desenvolver e estimular jovens a combater práticas que agridam o meio ambiente e violações de direitos humanos, através do ativismo.

Estamos lançando o manual Semeando Poder – Um Guia Para Mudar o Mundo, que contém todo o conteúdo que oferecemos durante as oficinas do Projeto Banana-Terra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Acreditamos que você vai gostar muito deste manual, porque ele apresenta alguns passos e ferramentas que passamos nas oficinas e pode ajudar qualquer pessoa interessada em criar, planejar e colocar em prática projetos que promovam as mudanças que ela deseja. Ou seja, ele foi feito para pessoas como você! 

Você pode baixar o manual de graça e conhecer mais sobre o Projeto Banana-Terra em www.bananaterra.org.br.

E se conhece outra pessoa que você tem certeza que pode mudar o mundo, não se esqueça de compartilhar este material com ela também! Quem sabe o seu empurrãozinho não é o que falta para ela dar o primeiro passo?

Quer participar da construção da ação Derrube o Muro do Trump?

Quer participar da construção da ação Derrube o Muro do Trump

Anistia Internacional, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツEstamos te enviando este e-mail hoje, pois sabemos que você é bastante sensível a temas relacionados a conflitos e pessoas refugiadas. Por isso, a gente quer aproveitar todo o seu potencial e entendimento do assunto para, juntos e juntas, multiplicarmos a nossa pressão contra as cruéis políticas de imigração do presidente Trump.

Você lembra a ação “Derrube o Muro” do Trump, que a Anistia Internacional lançou, em maio deste ano, para chamar a atenção às práticas desumanas do governos norte-americano? Políticas que incluem desde detenção arbitrária de mulheres, homens e crianças requerentes de asilo a rejeições e retornos ilegais de pessoas em risco na fronteira, e que violam tanto a lei dos EUA como a internacional. Agora, sua opinião sobre essa ação é crucial!

Através do site Derrube o Muro e da ação que fizemos no Largo da Carioca, no Rio de Janeiro, nós convidamos nossos apoiadores e o público brasileiro em geral a se mobilizarem contra essas políticas cruéis e a favor de milhares de mulheres, crianças e homens em risco.

A ação ainda não alcançou a visibilidade necessária para ampliarmos essa importante mensagem, e é aí que você entra. Vamos nessa?

A gente quer a sua opinião em mais este esforço conjunto! Queremos saber o que você achou do site que lançamos; da dinâmica de “derrubar o muro”; dos casos relatados; e da ação que fizemos na rua. Veja os vídeos que gravamos da ação no Largo da Carioca AQUI.

Clicando no botão abaixo, você responde a nossa pesquisa e nos ajuda a construir esta importante mobilização.

Podemos contar com o seu apoio? Então, clique aqui contribuir na construção desta ação.

Juntos e juntas, somos mais fortes. 

Leanne Neale
Diretora de Captação de Recursos
Anistia Internacional Brasil

Ilhota foi um dos municípios catarinenses que recebem ônibus para o transporte escolar

Foram entregues na manhã desta segunda-feira, 12, os últimos 42 micro-ônibus escolares de um montante de 116 que ficarão sob responsabilidade dos municípios catarinenses. Os veículos foram adquiridos pelo Programa Caminho da Escola, com recursos do Governo Federal por meio de emendas parlamentares. Ao todo, o investimento foi de R$ 22 milhões, atendendo a 93 cidades de Santa Catarina – 35 no ato desta segunda. No ato de entrega, o governador Carlos Moisés agradeceu ao empenho do Fórum Parlamentar Catarinense, que viabilizou os valores para a aquisição e disse que o Governo do Estado pretende complementar com a compra de outras unidades.

“A melhora da qualidade do ensino e do transporte é missão do governo. Além desses 116 micro-ônibus, já há uma licitação aberta para a compra de mais 29. Queremos transformar a realidade do aluno que se desloca da casa para escola. Temos que assistir o aluno de maneira integral, para que ele se estimule a estar na escola e não haja evasão. Melhorar a educação a cada dia é o nosso compromisso”, frisou o governador Moisés.

Vereador conquista um ônibus escolar para Ilhota

Na opinião do secretário de Estado da Educação, Natalino Uggioni, a entrega dos ônibus significa um fortalecimento do pilar dos transportes do Programa Minha Nova Escola. “Temos que proporcionar que os nossos estudantes cheguem à escola de maneira adequada para poder se dedicar aos estudos. Nós estamos falando de 125 mil crianças que dependem do transporte escolar. Chegar bem é uma das condições para termos uma educação de qualidade. Essa parceria entre Estado e municípios é fundamental”.

Conforme os objetivos do Programa Caminho da Escola, a renovação da frota de ônibus escolares visa garantir segurança, qualidade no transporte de estudantes e ampliar o acesso e a permanência deles na educação básica, combatendo a evasão escolar com ênfase em áreas rurais e de difícil acesso. Os micro-ônibus têm 29 lugares e custo de R$ 189.900,00 por unidade.

Atual coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, o deputado Rogério Peninha Mendonça relembrou que a entrega é resultado de uma emenda parlamentar coletiva da legislatura anterior. Segundo ele, a atuação conjunta do Governo e dos deputados permitirá a transformação da realidade de muitas crianças no interior do estado. “Na hora de reivindicar, precisamos estar todos juntos. O importante é que o recurso venha para Santa Catarina”, discursou Peninha.

Municípios catarinenses recebem mais 42 micro-ônibus para o transporte escolar

Fonte: Assessoria de Imprensa
Secretaria Executiva de Comunicação – Secom

O caso do sequestro em Ilhota que inspirou série criminal na Discovery Channel

Caso foi fundamental para estimular discussão nacional em torno da segurança digital e da importância de se ter cuidado quanto ao que se publica nas redes sociais.

O sequestro de um menino de nove anos em Ilhota, em 2014, foi a primeira história contada pela nova série do canal Discovery, Crimes.com, que foi ao ar na noite do sábado, 13 de setembro. À época, o garoto foi levado por um bando que planejou o crime a partir de informações postadas pela família nas redes sociais. O delegado da Deic que comandou a prisão dos envolvidos e a libertação da criança, Anselmo Cruz, e o pai da vítima participam do episódio. Assista o vídeo contendo um trecho do episódio que foi ao ar. O conteúdo completo ainda não está disponível no YouTube.

Um caso de sequestro em Ilhota, no Vale do Itajaí, virou tema de um episódio da série do canal fechado Discovery Channel, exibido no dia 13 de junho. A produção crimes.com contou a história de Antônio*, de apenas nove anos na época em que foi capturado, em 2014.

Durante quatro dias, entre junho e julho daquele ano, Antônio ficou preso em cativeiro, tendo sua liberdade condicionada por uma alta fortuna. No fim, a Polícia Civil conseguiu resgatá-lo sem que nenhum centavo fosse pago. O caso estimulou um debate nacional sobre o uso das redes sociais.

Por meio de relatos dos pais da criança e do delegado Anselmo Cruz, da Dras/Deic (Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais), responsável pelo caso na época, a produção reconstruiu a história do sequestro, focando nos processos investigativos da Polícia Civil e no drama familiar.

O sequestro

Após chegar em casa da escola, no dia 29 de junho de 2014, Antônio foi andar de patinete. Sozinho, pois o pai havia ido jogar futebol, foi abordado na rua por um homem que disse que o levaria para “um jogo que o seu pai sabe”.

O menino entrou no carro do estranho e foi parar no município de Penha – a 30km da cidade onde morava.

Trinta minutos depois, os pais receberam uma mensagem: os sequestradores queriam R$ 500 mil em troca da vida do filho. Eles acionaram a Polícia Civil, que assumiu o caso.

Criança ficou cinco dias presa em cativeiro

Na época, a RICTV Record acompanhou o desenrolar da ação policial a partir do momento do resgate, já que a investigação do sequestro correu em segredo.

Foi na manhã do dia 3 de junho que os policias conseguiram prender o mentor do crime, Peterson Silva Machado, enquanto ele tentava comprar um automóvel na cidade de Brusque. Ele já tinha quatro mandados de prisão e era foragido de um presídio do Sul do Estado.

Por meio de Peterson, a investigação descobriu as informações sobre como a criança era mantida refém e o local exato do cativeiro. Assim, na manhã do dia seguinte, a polícia foi ao local.

No momento da invasão do cativeiro, por volta das 10h30 daquele dia, os outros três sequestradores estavam no local. Dois deles foram mortos em uma troca de tiros com a Polícia Civil. Já o terceiro foi levado preso. Junto com Peterson, os dois foram condenados a 25 anos e dois meses de prisão.

Durante os quatro dias, Antônio relatou que foi mantido preso em um quarto, podendo sair apenas para ir ao banheiro. Apesar de não ter sido agredido fisicamente, ele disse ter sido mal alimentado.

“Fazer com que a vítima seja resgatada e que os criminosos sejam identificados e presos é coroar o trabalho de um policial. Um dos momentos mais emocionantes da carreira”, comenta o delegado Anselmo, na série.

Cerca de 200 pessoas esperavam o menino, que foi levado para casa no mesmo dia do resgate.

“Eu estava morta e vivi de novo. Eu tinha esperança. Tinha hora que eu caía e levantava. Ele é a nossa pedra preciosa”, disse a mãe à RICTV na época, aos prantos, durante a comemoração do resgate de Antônio.

Perfil no Facebook auxiliou sequestradores

Os sequestradores se valeram principalmente da rede social Facebook para alcançar a vítima. Eles acompanharam o perfil da criança e dos pais, que compartilhavam um cotidiano de ostentação.

Eram fotos contando cédulas de dinheiro, em cima de motos esportivas do pai, e no apartamento de luxo da família, que atraíram a atenção dos criminosos.

Pela rede social, foram necessários apenas dez dias para que os criminosos descobrissem o local onde moravam e a escola da criança.

“Está tudo no Facebook. Mostra tudo da vida pessoal, até dentro da casa deles. É só olhar, está tudo lá”, disse o mentor do crime, Peterson Silva Machado, em entrevista posterior aos fatos.

“Foi o primeiro grande caso de repercussão que levantou a bandeira da segurança digital. Mas não se falando apenas em segurança pública, mas também em outros crimes e outras violências que as pessoas poderiam sofrer por conta da exposição em redes sociais”, lembra o delegado Anselmo Cruz.

Em cinco anos, crime foi cometido sete vezes em Santa Catarina

O crime de extorsão mediante sequestro, que consiste na prática de manter um refém em cativeiro e fazer pedido de resgate, foi um crime forte na década de 1990 até meados dos anos 2000.

Entretanto, por causa da modernização das técnicas de investigação, com interceptação telefônica, o crime diminuiu consideravelmente.

De 2014 para cá, contando o sequestro de Antônio, houve sete ocorrências deste crime em Santa Catarina.

“Muitas outras situações chegam à polícia como noticia de sequestro: o golpe do falso sequestro por telefone, desaparecimento de pessoas e algumas situações de roubo como tomada”, detalha Anselmo.

“Apesar dos números não serem altos, os crimes sempre são críticos. A situação de extorsão mediante sequestro tem um fator muito forte que é a vítima estar correndo risco de morte real”, completa o delegado.

Sobre as precauções, o delegado alerta para o cuidado na hora de divulgar informações nas redes sociais.

“A minha filha é proibida de expor qualquer coisa, seja foto da casa e o uniforme de escola. Se tu tem o rosto de criança, se tu sabe onde ela estuda, é muito fácil de localizar”. E completa: “o importante é que o caso do Antônio, na época, levantou essa bandeira de exposição em redes sociais”.

*O nome da criança foi alterado para preservar a privacidade.

Fonte:  ND+

Libertos de uma prisão invisível – Arrependimento

Pornografia arrependimento

O processo de cura de qualquer problema, mau hábito ou compulsão, só se inicia quando há reconhecimento de que algo está errado. Isso deve gerar um arrependimento genuíno em nosso coração.

Na Bíblia, vemos que o grande rei Davi cometeu adultério com Bate-Seba. Depois disso, o rei ainda enviou Urias, o esposo de Bate-Seba, para a frente de batalha, e Urias acabou morrendo. Até então não houve nenhum arrependimento da parte de Davi.

Mas quando o profeta Natã vai até Davi e o confronta com sabedoria, usando uma parábola, o rei experimenta um arrependimento genuíno e reconhece o seu pecado. É só então que Deus vê em Davi um coração sincero e o perdoa.

Em nossa vida acontece o mesmo. A cura só é possível a partir do momento em que experimentamos um arrependimento genuíno, a ponto de dizermos, como Davi: “Pequei contra o Senhor”.

Portanto, reconheçamos o nosso pecado diante de Deus.

Creia: nos próximos dias, em nome de Jesus, ele pode libertar você ou as pessoas que você ama da compulsão por pornografia.

Objetivos desse devocional

Muitas pessoas, quase sem perceber, vivem em uma prisão. Sem grades, muros ou cercas, ela as escraviza, tornando-as suas reféns. Trata-se do consumo de conteúdo impróprio na Internet, o que vem levando muita gente — de todas as idades, no mundo todo — à compulsão e à depressão, destruindo relacionamentos. Este Plano de Leitura foi preparado para aqueles que passam por esse tipo de situação ou desejam ajudar quem precisa de apoio para vencer essa batalha.

Editor
Gostaríamos de agradecer à Sociedade Bíblica do Brasil por fornecer este plano. Para mais informações, acesse este link!

Você conhece Ilhota❓

Nesta reportagem especial, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina – Alesc apresenta a cidade Ilhota, uma das capitais catarinenses. Localizada na região do Vale do Itajaí, a cidade é o principal polo de Moda Praia e Íntima de Santa Catarina. São mais de 80 lojas e fábricas, que geram emprego e renda para o município. A venda por atacado se destaca, mas as empresas também investem em ações para o varejo e comércio virtual.

Trump permite que crianças deem seus primeiros passos atrás das grades!

O muro de Trump

Anistia Internacional, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツVocê já se colocou no lugar de milhares de mulheres, crianças e homens que, por conta da violência e da miséria que enfrentam em seus países, precisaram deixar suas vidas e origens para trás, se arriscando em uma viagem perigosa até os Estados Unidos?

Nesse momento, milhares de famílias que buscam segurança nos EUA, em vez de serem acolhidas pelo governo Trump, estão sendo mantidas por meses a fio em centros de detenção, sem acesso a advogados ou tradutores.

Pais com crianças pequenas estão vendo seus filhos aprenderem a falar, engatinhar e dar seus primeiros passinhos atrás das grades, longe dos cuidados básicos de que todas as crianças precisam.

Crianças como o menino Josué, que passou mais da metade de sua vida em detenção, aprendendo a andar e a falar em confinamento. Ele e sua mãe de 28 anos, Teresa, fugiram de ameaças de sequestro e de agressão física e sexual em Honduras, e chegaram aos EUA em busca de asilo. Eles foram presos no Centro de Detenção Berks County, na Pensilvânia, por mais de 16 meses. DERRUBE O MURO DO TRUMP.

Desde que foi eleito, o Presidente Trump ameaça construir um muro ao longo da fronteira dos EUA com o México e faz de tudo para desmantelar totalmente o sistema de asilo dos EUA, violando a lei dos EUA e a internacional, e causando sofrimento extremo às pessoas em risco.

Não podemos podemos fechar os olhos para o sofrimento de milhares de pessoas em risco! Juntos e juntas, temos o poder de lutar para que os direitos dessas pessoas que buscam asilo nos EUA sejam protegidos.

Na semana do Dia Mundial dos Refugiados (20/06), ajude a Anistia Internacional a derrubar esse muro de violações e a exigir que o presidente Trump dê esperança às centenas de pessoas que buscam segurança nos EUA.

Acesse este link, selecione tijolo por tijolo e ajude-nos a derrubar esse muro desumano e a transformar a vida de milhares de pessoas em risco. Centenas de pessoas já derrubaram. Só falta você! Clique neste link e coloque esse muro de violações abaixo.

Com esperança, 
Anistia Internacional Brasil

[Curso] Introdução à Ciência Política

Introdução Ciência Política

Assista as videoaulas sobre o tema “Introdução à Ciência Política”, uma série de 9 vídeos, apresentada pelo professor Otaciano Nogueira Filho, que aborda conceitos essenciais para o estudo da Ciência Política. Nesta série, busca-se compreender as origens da política como ciência e como filosofia, explorar o universo político brasileiro, além de estudar as diversas instituições políticas.

Direitos das mulheres ativistas sob ataque na Polônia

Ewa Wnorowska e seus colegas posam para uma fotografia em apoio aos direitos das mulheres na Polônia

Professores Ameaçados Depois de Tirarem uma Fotografia Apoiando Protestos de Igualdade.

Human Rights WatchPor 27 anos, Ewa Wnorowska dedicou sua vida a ajudar estudantes de uma escola para crianças com deficiências na Polônia. No dia do primeiro protesto negro, como ficou conhecido o movimento de apoio aos direitos das mulheres na Polônia, ela tirou uma foto com onze outros colegas, todos de preto, para mostrar solidariedade à causa. Ewa disse à Human Rights Watch que eles tinham escolhido vir trabalhar, embora outras pessoas estivessem tirando o dia de folga para se juntarem aos protestos, porque tinham um dever para com as crianças sob seus cuidados.

Desde aquele dia, 3 de outubro de 2016, aquela simples foto que apareceu pela primeira vez no Facebook, foi espalhada pelos jornais poloneses, mídias sociais, e foi debatida em todos os lugares. Algumas das mulheres foram marginalizadas por colegas, viram suas carreiras sofrerem e até adoecerem por causa da tensão em que se encontram.

Eles estão sofrendo as conseqüências agora muito comuns de defender os direitos das mulheres na Polônia.

Ewa, uma terapeuta da escola na pequena cidade de Zabrze, disse à pesquisadora da Human Rights Watch, Hillary Margolis, que ela e outras pessoas na foto sofreram retaliações para fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de tomarem as ruas.

O objetivo foi um efeito assustador para assustar as pessoas a não irem às ruas, ficar em casa”, disse ela. “Nós enfrentamos a possibilidade de críticas públicas ou de ser demitido ou sermos demitidos de alguma vez sermos capazes de ensinar novamente.

Os protestos negros em outubro de 2016 foram as primeiras manifestações em massa na Polônia, onde as pessoas tomaram as ruas para fazer campanha pela igualdade e se unir contra os esforços do governo para promulgar uma proibição total do aborto no país.

Mais de dois anos após os primeiros protestos negros, os direitos das mulheres na Polônia ainda estão sob ataque.

Em um novo relatório, A Respiração do Governo nas minhas costas”: Ataques aos direitos das mulheres na Polônia, a Human Rights Watch mostra como, desde que chegou ao poder em 2015, o partido na Polônia – o partido Lei e Justiça (Prawo) i Sprawiedliwość ou PiS) – tem como alvo os grupos de direitos das mulheres através de incursões e pagamentos, muitas vezes com pouco aviso.

Não são apenas ativistas e grupos não-governamentais que estão sob fogo. Funcionários do governo que apoiam protestos pelos direitos das mulheres ou colaboram com grupos de direitos das mulheres foram arrastados em frente a comitês disciplinares e tiveram seus empregos ameaçados.

Campanhas de difamação públicas de políticos e grupos apoiados por igrejas que atacam organizações de direitos das mulheres e seu trabalho – rotulando os direitos das mulheres a famílias e os chamados “valores tradicionais” como casamento – receberam em alguns casos até mesmo apoio tácito do partido no poder. políticos.

“Há um clima de medo na Polônia no momento”, disse Margolis, acrescentando que casos como o de Ewa estão sendo usados ​​para mostrar às pessoas comuns que falar contra o governo tem consequências.

Essas consequências começaram para Ewa quando um ex-colega viu a fotografia no Facebook e apresentou uma queixa. Ele também compartilhou a imagem com comentários inflamados acusando as mulheres de serem como nazistas e apoiar o aborto.

Margolis disse que a maioria das pessoas pensa que os direitos das mulheres estão intrinsecamente ligados ao aborto na Polônia, apesar de englobar muito mais do que isso – como ajudar sobreviventes de violência doméstica e abuso sexual.

Após a queixa do ex-colega, as autoridades do Ministério da Educação da província, ou o Kuratorium , iniciaram uma investigação sobre nove membros da equipe e a diretora que posou para a foto. As mulheres foram investigadas sob o Código do Professor – para ver se eles falharam em seus deveres e “violaram a ética e a dignidade da profissão docente” expressando abertamente opiniões políticas. Duas das mulheres eram administradores e, portanto, não foram incluídas na investigação.

As mulheres gesticulam quando as pessoas se reúnem em uma manifestação de defensores dos direitos ao aborto para protestar contra os planos de uma proibição total do aborto em frente à sede do Partido no governo e da Justiça (PiS) em Varsóvia, Polônia, 3 de outubro de 2016.

Metade das mulheres na foto que Ewa tirou com seus colegas recuou e pediu desculpas em face da pressão da diretora e do público – mesmo que a Comissão Disciplinar finalmente tenha descoberto que não havia razão para puni-los formalmente.

Essa decisão não impediu a reação pública. “Houve uma grande onda de ódio online também. Eles nos disseram que deveríamos raspar nossas cabeças ou ser queimados na fogueira”, disse Ewa. “Cinco dos professores colocam suas caudas entre as pernas e abandonam o ativismo”.

As cinco mulheres que se mantiveram no terreno tornaram-se alvo de uma campanha psicológica nos corredores e salas de aula da escola.

A diretora – que também estava na fotografia e estava tentando salvar sua reputação – orquestrou uma caça às bruxas em público contra as outras mulheres para envergonhá-las e transformá-las em bodes expiatórios. “Parecia que o único objetivo dela era se livrar de nós o mais rápido possível”, disse Ewa.

Outros professores da escola evitavam fazer contato visual com eles e não compartilhavam informações importantes sobre os alunos.

“Eles nos trataram como leprosos”, disse Ewa. “A atmosfera não nos permitiu trabalhar normalmente”.

Ewa e três de seus colegas acabaram tirando licença médica para o ano acadêmico de 2017-2018 devido ao que eles disseram ser efeitos do estresse a longo prazo, incluindo problemas estomacais, ansiedade, dificuldade para dormir e sintomas de depressão. Os professores disseram que as mulheres que permaneceram no trabalho, mas não apoiaram a diretora, enfrentaram horários de ensino reduzidos e contratos de duração limitada – o que significa menos renda e menos perspectivas de carreira. Ewa finalmente decidiu voltar ao trabalho, em vez de se permitir ser forçada a sair.

“Eu não queria dar-lhes a satisfação”, disse ela.

Este desafio em face de ter sua vida agitada, bem como o que os ativistas dizem que está aumentando o protesto público contra os esforços do governo para minar os direitos das mulheres, dá a Margolis alguma esperança para o futuro da Polônia.

“Eu acho que o governo está subestimando as mulheres da Polônia”.

Human Rights Watch

 

 

[Vídeo] Entrevista com Wagner Moura sobre o filme Marighella

Wagner Moura, em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, conta sobre sua primeira incursão como diretor de cinema. Ele estreia na 69ª edição do Festival de Berlim, na Alemanha, o filme “Marighella”, o guerrilheiro baiano que lutou contra a ditadura no Brasil.